PPS condena reforma tributária de Requião | Fábio Campana

PPS condena reforma tributária de Requião

O PPS divulgou documento para afirmar sua posição contra a reforma tributária proposta pelo governo Requião. Análises técnicas demonstram que as mudanças beneficiam as grandes empresas e vai aumentar a carga tributária para a população que ganha menos.

“O mais grave em toda essa discussão é que o governador Requião está indo contra uma tendência mundial e nacional, que é de prorrogar o pagamento de impostos, por causa das graves dificuldades que todos enfrentamos neste momento”, avalia o presidente do PPS do Paraná, Rubens Bueno, ao comentar a preocupação com os rumos da economia paranaense. Para ler a íntegra do documento, clique no “Leia Mais”.

Os dados mais recentes do IBGE divulgados neste final de semana mostram que o PIB do Paraná está em queda e está perdendo posição para os demais estados do Sul do Brasil. “E é neste ambiente de grave preocupação, interna e externa, que o governador quer discutir aumento de imposto para os três itens básicos para a produção (energia, comunicações e transporte). Deve haver algo que não conhecemos”, comenta Rubens, perguntando se o governo estaria com dificuldades de caixa, mesmo com o aumento de arrecadação dos últimos anos?

Abaixo, segue a íntegra da nota do PPS:

Não se pode ser ingênuo:

reforma do governo vai aumentar impostos

Não se pode ter dúvidas que haverá aumento na carga tributária que já pesa demais nos ombros do paranaense. Mas para começar a relacionar os pontos altamente negativos da reforma tributária proposta pelo governo Requião não é preciso sequer fazer contas. Bastam pequenos raciocínios e comparações.

Se a energia, os transportes e os serviços de comunicações ficam mais caros, e é isso que o governo Requião está propondo, tudo o que é produzido no Paraná também fica mais caro, prejudicando a competição com produtos de outros estados, ameaçando nossos empregos e nossas empresas.

O mais grave é que isso acontece justamente quando o governo federal e os governadores de São Paulo e de Minas Gerais fazem caminho inverso: adotam medidas para ampliar os prazos de pagamento dos impostos e proteger suas empresas e empregados diante dos riscos da crise econômica internacional.

Em Minas, como já foi largamente divulgado, o governo destinou R$ 500 milhões para micro e pequenas empresas, cooperativas de crédito e para o comércio varejista; e prorrogou o prazo para o pagamento do ICMS, um benefício que chega a R$ 830 milhões. Em São Paulo, onde as montadoras são muito importantes para a geração de renda e de empregos, a ajuda é bilionária. O governo já liberou crédito de R$ 4 bilhões para a compra de veículos novos e usados.

Como se vê, o Paraná segue, mais uma vez, na contramão. Vamos pagar mais impostos aqui dentro e vamos enfrentar as indústrias de fora fortalecidas, em pelo menos nos dois dos estados mais poderosos e economicamente mais fortes do país.

No que nos cabe, não podemos ser ingênuos. Se alguém vai pagar menos impostos, como o governo diz que vai acontecer com os itens mais consumidos pela população, certamente alguém pagará mais.

Vejamos onde está a armadilha; se o governo do estado prevê aumento de arrecadação no orçamento de 2009, é sinal de que a carga tributária vai aumentar. Ao dizer que só vai aumentar dois pontos percentuais nos três setores (energia, gasolina e telefonia), na realidade isso deve significar muito mais. Significa aumentar em aproximadamente 10,7% a carga tributária sobre cada um desses setores: os combustíveis de 26% para 28%; e a energia e os serviços de comunicações de 27% para 29%.

Quando fica maior a tributação desses três itens básicos, toda a cadeia de produção e o transporte dos diversos produtos também encarecem. Isso porque, energia, transportes e serviços de comunicação entram no custo de produção e de comercialização de todos os produtos, assim, fazem parte do preço ao consumidor de todos eles, mesmo no dos produtos isentos de impostos. Essa é a verdade.

Assim chegamos à primeira conclusão lógica: o custo de vida de toda a população, especialmente dos mais pobres, deverá ficar mais alto, porque esses gastam a maior parte da renda familiar com produtos e serviços que sofrerão direta e indiretamente o aumento de impostos.

É daí que tiramos perguntas básicas sobre o resultado final dessa tal reforma tributária proposta pelo governo do estado, que a experiência lamentavelmente tem nos dado respostas sempre negativas:

– Quem garante que o comércio vai baixar os preços dos 95 mil produtos, aos quais o governo diz estar propondo a isenção? Não há como obrigar as empresas beneficiadas com a redução do ICMS a repassarem ao consumidor.

– Quem garante que a carga tributária vai baixar, depois de tantas contradições do governo? E quem acredita num governador que prometeu baixar o pedágio, o imposto do diesel em Curitiba, resolver os problemas da saúde, da segurança…. entre tantas promessas que não cumpriu?


13 comentários

  1. segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 10:15 hs

    FRANCAMENTE…..TENHA SANTA POACIÊNCIA

    O QUE RUBENS BUENO, PROFESSOR QUE NUNCA LECIONOU NADA A NÃO SER COMO ARRANJAR DIPLOMAS EM BRASÍLA) ENTENDE DE REFORMA TRITUTÁRIA? PERGUNTE A ELE O QUE É UMA PAUTA DE EXPORTAÇÃO, IMPORTAÇÃO, BALANÇA COMERCIAL, COMECIAL PAPERS OU QUALQUER COISA QUE VALHA…

    FRANCAMENTE FÁBIO, OUVIR O RUBENS BUENO FALAR DE ECONOMIA É O MESMO QUE OUVIR O BUENO FALAR DE HIDROENERGIA. É DE AMARGAR!

    AFINAL, AO QUE TUDO INDICA, SÓ HÁ UMA ECONOMIA DA QUAL DE FATO ELE É MESTRE. A DELE!

    SEM MAIS. OBRIGADO.

  2. filo
    segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 11:03 hs

    H. Arzua, parabéns. O que este senhor entende de economia, ou melhor o que tem feito em benefício do nosso estado? Eterno candidato, ou não, está sempre em evidência, agora elegendo a filha (ilustre desconhecida) vereadora aqui em Curitiba.
    Gostaria de ver aqui nesta coluna a palavra de alguém “realmente entendido” prá saber se o plano é bom ou ruim.
    Isso é um desafio…

  3. William
    segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 11:06 hs

    H. ARZUA????

    Deve ser o Heron Arzua, o tal secretário de Fazenda desse desgoverno, que colocou com o Paraná nesse beco sem fim.
    Pois é sr. Arzua, nunca em governo nenhum se recolheu tantos impostos como nesse atual “governo” que o sr. participa. Mas em compensação não houve um retorno do governo do estado para a população, veja o caos da segurança pública, saúde e educação.
    Não venha me dizer que o estado teve superávit, pois de nada adianta o estado lucrar um monte se não está sendo aplicado em beneficio para a população.
    Sr. Arzua, vc é muito pior do que Giovani Gionédis e Ingo Humbert juntos, pois em 2011 vamos ver o rombo que vc e o seu chefe causaram para o estado.

  4. Jorge Zanini Neto.
    segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 12:06 hs

    É interessante o nosso Paraná. Um partido político emite uma nota pública colocando seu posicionando sobre um assunto de grande importância e os pistoleiros de plantão, usando nomes falsos e certamente pagos com o dinheiro público, começam a vomitar besteiras. A nota do PPS não apresenta nenhuma novidade ao que vem sendo dito nas audiências públicas, Ela tem seu valor ao publicar com clareza a posição de um partido político
    Com a palavra os outros partidos ditos de oposição como o DEM , PSDB, e o PDT. E os da base do governo, como o PT.

  5. filo
    segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 12:35 hs

    Impostos? William e outros que dão pitaco nesse blog. Com certeza nenhum dos senhores paga ISS à prefeitura. O mais alto de todos os municipios da região metropolitana: 5% (Cinco por cento) a maioria dos municipios cobra 2% e o que temos em troca? falta de creches, buracos, muitos buracos em todas as ruas na cidade inteira. Vocês sabem que a Prefeitura tinha uma aliquota para micro-empresas até 2006 ou 2007 antes que viesse o supersimples. Só que para pagar aliquota de 2% não poderia faturar mais que 50 mil anuais. Mesmo a microempresa que fatura menos que 50 mil anuais é “morta”. Querem mais????

  6. rock
    segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 12:36 hs

    Se o Voto Limpo é contra então a ReformaTributaria é boa.

  7. segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 12:46 hs

    Aos comentaristas de plantão…
    O PPS através de sua executiva soltou uma nota a respeito da carga tributária que o atual governo esta encaminhando para o povo paranaense pagar, ou seja, a conta das viagens e loucuras do comedor de mamonas que ocupa o palacio das araucarias no estado.
    Quem não gostou da nota do PPS, fica aqui o convite para participar da reunião do Diretório Estadual do PPS que ocorre toda segunda feira as 18h30 com transmissão ao vivo pela internet, o único partido que faz isso no estado e no brasil.
    Saudações Socialistas a todos….

  8. VIRNA PEDROSO
    segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 13:13 hs

    DEMOCRACIA É ISSO GENTE!!! O PPS TEVE A CORAGEM DE EMITIR SUA OPINIÃO SÔBRE UM ASSUNTO QUE AFETA A TODOS. NAS AUDIÊNCIAS, ME PARECE QUE AS MANIFESTAÇÕES SÃO NO MESMO SENTIDO. O QUE NÃO ENTENDO É LEVAR PARA O LADO PESSOAL…..DAS DIVERGÊNCIAS É QUE SURGEM AS SOLUÇÕES, MAS NO PARANÁ DO REQUIÃO ISSO É PROIBIDO, JÁ QUE O PLENÁRIO DELE É A ESCOLINHA QUE MAIS PARECE UM CIRCO, ONDE O PALHAÇO FALA E TODOS APLAUDEM .

  9. segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 13:32 hs

    O pessoal do governo tem que se acostumar com a crítica, com a oposição a seus projetos etc. Faz parte da democracia, ainda bem que podemos criticar, se temos conhecimento técnico, jurídico é outra coisa, ninguém esta ofendendo a autoridade constituida e com a delegação do povo. Uma coisa eu sei, qualquer aumento de tributo atinge o meu bolso.

  10. Vinícius
    segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 17:41 hs

    Parabens ao PPS e ao Rubens Bueno, pelo menos um partido que tem a cara e a coragem de denunciar o abuso do poder público comanda por Roberto Requião e a sua quadrilha que vem se enriquecendo as custas da população paranaense. No PMDB paranaense só tem ladrão.

    FORA REQUIÃO

  11. segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 19:39 hs

    O Rubens Bueno é uma pessoa de boa indole por não se aliar com o Requião e entrar em acordo com o Pref. Beto Richa

  12. segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 20:57 hs

    Aos entendidos da economia….Porque a economia paranaense cresceu 2 % em 2006 e a catarinense e gaúcha muito mais que isso????? Seriam as atitudes demagogicas do governo estadual, seria a completa falta de visão dos economistas do governo Requião, Seria que os economistas do governo estudaram em Cuba, ou Bolivia, e fizeram pós graduação na Venezuela, todos lugares bem desenvolvidos e com o povo feliz…..Sugiro aos aos tais economistas chamarem o SR Lerner e aprenderem noções basicas de que é necessário pra uma economia crescer, assim não fariam papel ridículo que fizeram….

  13. segunda-feira, 17 de novembro de 2008 – 23:51 hs

    Esse Rubens é e muito MERCENÁRIO.

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