Operação desmonta fraude de exportadoras no Paraná | Fábio Campana

Operação desmonta fraude de exportadoras no Paraná

De Ana Ehlert no Bem Paraná

A Operação Vulcano, deflagrada pela Polícia e Receita Federal para desmantelar um esquema fraudulento de empresas de comércio exterior, resultou na apreensão de R$ 180 mil, jóias e documentação no Paraná, além de um avião em Maringá. Ao todo, no Estado foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão — 5 em Maringá, 1 Curitiba, 2 Londrina, 1 Apucarana, 1 Santo Antônio da Platina, 1 Florai, 1 Cornélio Procópio e 6 em Guaíra, além de 3 mandados de prisão na cidade de Guaíra.

A ação começou na manhã desta sexta-feira e envolveu 600 policiais federais e 280 servidores da Receita Federal. Eles cumpriram 100 mandados de prisão e 220 de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. A ação foi realizada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais e Goiás.

As investigações, iniciadas em 2006, apontaram para a existência de grupos criminosos envolvidos com a “exportação fictícia” de insumos de cerveja e de pneus que geraram grandes prejuízos aos cofres públicos. A Receita Federal estima que o esquema desmontado tenha causado prejuízos na ordem de R$ 600 milhões aos cofres públicos brasileiros.

Entre as mercadorias nacionais destinadas à exportação, estão pneus e insumos para a produção de cerveja. No caso das importações fraudadas, estão produtos têxteis e alimentícios.
A Receita Federal confirmou que 20 funcionários do próprio órgão estão sendo investigados. “Há funcionários públicos da própria Receita sendo investigados. Cerca de 20 pessoas. Alguns funcionários foram afastados”, disse o subsecretário de fiscalização da Receita Federal, Henrique da Silva.
Há três inquéritos abertos para investigar as fraudes. Também serão investigados, a partir de agora, pessoas na Bolívia, em conjunto com as autoridades locais.

A investigação começou há um ano e meio, com denúncias nas cidades de Campo Grande, Cuiabá e Marília. A Receita não quis divulgar o nome de empresas e dos envolvidos para preservar a investigação. Também não informou o valor do prejuízo com cada fraude.
A Receita diz que se trata de quadrilhas diferentes, mas admitiu que pode haver um elo entre elas.


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