Vereadores eleitos tiveram votos de apenas 20% dos curitibanos | Fábio Campana

Vereadores eleitos tiveram votos de apenas 20% dos curitibanos

Legitimidade na democracia é conquistada através do voto. Da maioria. Mas não é por acaso que ninguém lembra em quem votou para vereador.

Dos aproximadamente 1,2 milhão de eleitores curitibanos, 1 milhão votou em um candidato a prefeito. Agora veja o caso dos vereadores: aproximadamente 550 mil eleitores votaram em um nome de candidato a vereador. Mas a soma dos votos dos vereadores eleitos é de apenas 250 mil votos, ou seja, cerca de 20% dos eleitores curitibanos.

Fica claro que o eleitor vota para prefeito e não vota para vereador. Até os eleitores de Gleisi Hoffmann, do PT, que fez aproximadamente 200 mil votos, deixaram de votar nos vereadores desse partido. O PT fez 3 vereadores, embora se todos os eleitores de Gleisi votassem na legenda ou em vereador do partido, poderiam eleger entre 8 e 10 vereadores do PT.

Existe enorme descrença da população em relação ao legislativo municipal. Não é por acaso. Basta ver os eleitos.

Ilustração: Carl Prescott / Veer


10 comentários

  1. Edson
    domingo, 12 de outubro de 2008 – 23:21 hs

    Prezado Fábio:
    Meu comentário não tem correlação com a matéria acima.
    Manifesto minha indignação pela “Midia” ofertada aos brasileiros, neste domingo, através dos principais jornais diários.
    Os 200 anos de uma instituição bacária foram “comemorados” com generosas aquisições de quatro páginas, inclusive capa e contra capa. Quanto custou essa “midia” nacional? Foi oportuna num periodo que que os principais editorialistas apontam para uma crise sem precedentes na hitória recente da humanidade.?
    Foi oportuna diante de uma maxidesvalorização do real promovida pelo governo federal essa semana?
    São questionamentos necessários.

  2. Chico
    segunda-feira, 13 de outubro de 2008 – 0:02 hs

    Mas, cá entre nós, para que tantos vereadores (assim como deputados estaduais, federais e senadores)? Não há mais como negar que o VÍCIO todo está nessa quantidade absurda de cargos, nesses salários imorais, nessa mordomia sem fim, etc. e tal!!! Justo Veríssimo é aprendiz perto de 90% dessas figuras que estão aí!!!

  3. segunda-feira, 13 de outubro de 2008 – 0:42 hs

    O caso do Professor Gaudino É RARO, pois poucos o conhecem. Se você ir à periferia distane, raramente alguém diz que o conhece.
    Ele precisaria se mostrar também nessas áreas distantes daí sim ele arrebentava a boca do balão!
    Professor Gaudino, um caso a ser estudado nunca existiu alguém desse cálibre em campanha política aquí no Brasil, pois não é a 1ª vez que ele faz esse feito e sim é a 3ª vez que ele consegue essa escalada de votos.
    Prá mim, ele é o MAIOR MARQUETEIRO de todos os tempos!

  4. Ana Carolina
    segunda-feira, 13 de outubro de 2008 – 6:42 hs

    Ele tem razão. O Ivo, Mario Mello, Messias e Cordiolli falam pelos cotovelos e mandam e-mails criticando o partido para todos mundo, e pouco fizeram durante a campanha. Digo, não fizeram nada.

  5. jango
    segunda-feira, 13 de outubro de 2008 – 10:10 hs

    A anterior legislatura teve atuação pífia, foi um festival de nulidades. A população percebeu. Salvaram-se ainda alguns, sabe lá como e porque. Para entrar a fundo numa reflexão deste assunto – com a sua permissão, Fabio, ressalto o oportuno artigo do jornalista Rogério Galindo, na Gazeta do Povo de sábado pasado – 11/10 – denominado “O voto errado”. Vale a pena ler e fazer uma reflexão, porque são estes edis que irão propor as políticas públicas e fiscalizar a aplicação do dinheiro do povo – estão capacitados a este mister ? Por que os elegemos ? Foi pensando este finalidade ou nunca pensamos nisto ? Agora eles estão lá, o mínimo que podemos fazer é cobrar atuação consequente, se acaso for possível.

  6. Franco Atirador
    segunda-feira, 13 de outubro de 2008 – 10:38 hs

    Não deveria existir Vereador profissional. Imaginemos que as sessões fossem noturnas, duas vezes por semana (aliás, como é nos pequenos municípios), remunerado com uns R$ 4 a 5 mil reais, um carro e dois assessores. Não haveria reeleição. O que aconteceria ? Pode ter certeza que uma imensa economia e sessões legislativas pautadas com assuntos importantes (nomes de rua e títulos de cidadão honorário seriam “discutidos” em uma ou duas sessões aniuais). O prefeito não teria tanto “domínio” sobre os vereadores. Deixariam de existir estes personagens folclóricos que nada fazem, só concordam e fazem assistencialismo conta-gotas para se eleger anos à fio. Vamos imaginar se os vereadores “J. Barbudo”; Mario das Simpatias” e A. da Drogaria” não se elegessem e nem conseguissem um carguinho tampão na administração pública. O que fariam na (iniciativa) privada, se na pública faziam nada ? PARA QUE SERVE UM VEREADOR ??

  7. Valquiria
    segunda-feira, 13 de outubro de 2008 – 12:06 hs

    Povo que pensa, vota. E vota sério. Pena que o nosso se rebela contra o sistema votando nulo ou em branco. NÃO É ASSIM QUE AS COISAS MUDAM. Consciência…

  8. segunda-feira, 13 de outubro de 2008 – 13:49 hs

    Pois é, em Curitiba não se sentiu a falta de vereadores… os prefeitos sempre foram muito bons!!!

    O mesmo não se pode dizer quanto aos deputados. Os do tipo deputado de verdade estão fazendo muita falta!!!!

  9. Vasco
    segunda-feira, 13 de outubro de 2008 – 14:02 hs

    Analisando o resultado da eleição na capital constatei que se metade da cidade propõe mudanças e substituição do quadro de vereadores é porque a coisa está muito mal. Hoje na Gazeta há uma entrevista com o filho do deputado Stica, o Johny que qualifico como muito interessante. O menino nem assumiu mas já demonstrou preocupação em encontar soluções para os problemas viários. Como engenheiro acredito que as propostas são viáveis e o mais interessante é que forma-se uma bancada de vereadores menos arrogante e mais qualificada

  10. Falou!
    segunda-feira, 13 de outubro de 2008 – 14:06 hs

    Falou Franco Atirador. É por aí. Para que serve um vereador? Está escrito que é para fiscalizar o Executivo Municipal e Legislar. Fazem isso? Nessa última camapanha alguns candidatos à prefeito levantaram algumas questões que precisavam ser explicadas tais como: licitação do transporte público, a questão dos radares, a questão do lixo, a questão da Urbs e que tais. Se a função de fiscalizar é dos vereadores por que nenhum veio à cena para dar uma mínima explicação sobre tais temas? Quem deu a cara para bater? Daí não vermos nenhum utilidade dessa função. Se é para fiscalizar a aplicação do dinheiro público (que é nosso) e não fazem qual a razão de existir aquilo lá? Poderia se começar pela diminuição do número de representantes e daí partia-se para uma ou duas reuniões semanais. Imaginem a economia que não se faria. Está na hora de nós, cidadãos de bem, repensarmos essa representação bem como de dep. estaduais , federais e, por que não, senadores. Qual o problema?

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