Os partidos e seus prefeitos depois das eleições | Fábio Campana

Os partidos e seus prefeitos depois das eleições

De Josias de Souza na Folha Online

Encerrada a cruzada municipal, o PMDB consolida-se como uma espécie de galinha muda da política brasileira.

Revelou-se uma máquina de botar ovos. Mas não dispõe de uma voz nacional capaz de cacarejar, em 2010, o êxito retumbante de 2008.

O PMDB foi, entre todos os partidos, o que mais amealhou prefeituras: 1.201 no total, entre as quais seis capitias. Levou vitrines do peso do Rio, Porto Alegre e Salvador.

A despeito disso, falta-lhe um nome com musculatura política para arrostar um projeto presidencial. O que o condena ao papel de coadjuvante.

Entre as poucas previsões disponíveis em relação ao Brasil de 2011, há uma que é incontroversa: o PMDB vai compor o rol de apoiadores do próximo presidente.

Vem sendo assim desde o fim do ciclo militar. Consolidada a redemocratização, o PMDB apoiou todos os governos –de Sarney a Lula.

Desde logo, o partido é cortejado por PT e PSDB, as duas legendas que devem medir forças na eleição de 2010.

Embora seja sócio majoritário do consórcio partidário de Lula, o PMDB tem pelo menos três cidadelas que resistem a uma composição com o petismo.

São Paulo de Orestes Quércia e Pernambuco de Jarbas Vasconcelos pendem para o tucanato de José Serra. Rio Grande do Sul de José Fogaça é uma incógnita.

Ou seja, além de não ter voz nacional, o PMDB continua sendo, por ora, uma espécie galinha bêbada. Pode se aliar a um, a outro ou a ambos.

Passada a disputa, aninha-se ao governo de plantão. Serve-se da estrutura do Estado para alimentar a máquina de votos que o faz o partido mais nacionalizado.

Noves fora o êxito do PMDB, a eleição de 2008 não produziu, em termos partidários, nem vitoriosos nítidos nem derrotados incontestes.

Em número de eleitos, o PSDB (786 prefeitos) vem em segundo lugar. O PT (559), em terceiro. O DEM (500) perdeu quarta colocação para o PP (555).

Mas a vitória de Gilberto Kassab em São Paulo deu ao ex-PFL a grande vitrine municipal do país. Um feito que a legenda jamais lograra obter.


5 comentários

  1. Desencanado!
    segunda-feira, 27 de outubro de 2008 – 9:11 hs

    Ta certo. Mas o PT foi o partido que mais elegeu nas grandes cidades. Entre as 97 com mais de 250 mil, o PT conqusitou 27, o PMDB 11e o tucanato 13. Pelo menos o número é bom.

  2. Desencanado!
    segunda-feira, 27 de outubro de 2008 – 9:12 hs

    corrigindo….o PMDB 21.

  3. segunda-feira, 27 de outubro de 2008 – 10:25 hs

    bobagem!!! só São Paulo vale por mlhares de prefeiturazibhas…

  4. Rodrigo Choinski
    segunda-feira, 27 de outubro de 2008 – 16:58 hs

    Está aí a sobrevivência das forças que comandaram a ditadura militar continua forete… DEM (ex PFL, ex PDS, ex ARENA) com mais de 500 prefeituras… e graças ao apoio dos tucanos levaram São Paulo…

    é a política caquética no poder.

  5. Palavra Final.
    segunda-feira, 27 de outubro de 2008 – 18:43 hs

    Ô Choinski esqueceu do PPS? Esse que já foi comunista, andou bom tempo na clandestinidade, teve Prestes, Astrogildo, Salomão Malina e outros, e que foi representante da boa e velha esquerda, hoje, anda de braços dados com DEM, PSDB, PP e outras siglas conservadoras.

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