Ministério Público quer parar construção da Usina de Mauá | Fábio Campana

Ministério Público quer parar construção da Usina de Mauá

A Promotoria do Meio Ambiente de Londrina realizou na Câmara Municipal uma audiência pública para discutir os riscos que a instalação da Usina Mauá, que será construída por consórcio liderado pela J.Malucelli, de Joel Malucelli (foto), trará ao abastecimento de água da cidade e região.

A reunião foi presidida pela Promotora de Justiça Solange Novaes da Silva Vicentin. “Estamos pedindo a paralisação imediata das obras da Usina de Mauá. Essa foi a principal deliberação da audiência. Pensamos em duas maneiras de fazer isso: ou enviando um ofício ao IAP, ou ao Superior Tribunal da Justiça, para que eles revejam seu posicionamento sobre a construção ou, pelo menos, esperem estudos mais aprofundados que já foram solicitados pela justiça”, disse Solange.

A Promotora de Justiça afirma que a questão da inviabilidade do abastecimento de água para as cidades que dependem do Rio Tibagi, como Londrina, Mauá, Rolândia, Cambé e Jataizinho, está prevista inclusive no estudo de impacto ambiental e relatório de impacto do meio ambiente (EIA/Rima) apresentado pelo Consórcio Cruzeiro do Sul e aprovado pelo Instituto Ambiental do Paraná, que liberou a obra para a instalação da Usina de Mauá.

Outras questões foram debatidas durante a audiência, como o desmatamento já ocorrido por causa da construção. Na semana passada, a ONG Meio Ambiente Equilibrado divulgou fotos do desmatamento de 40 hectares de Mata Atlântica às margens do rio Tibagi. Se a Usina sair do papel, custará ao Paraná 8 mil hectares de florestas. Os dados sobre o tamanho da área a ser desmatada foram confirmados pelo próprio presidente do Consórcio Cruzeiro do Sul, Sérgio Lamy.


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