Economista do Dieese prevê diminuição de contratações em 2009 | Fábio Campana

Economista do Dieese prevê diminuição de contratações em 2009


De Flávia Albuquerque na Agência Brasil

O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Sérgio Mendonça previu ontem (24) que o ritmo de contratações e a abertura de novos postos de trabalho não se manterá no próximo ano por causa da crise econômica mundial. Segundo ele, a previsão “mais ou menos” segura é de que a economia brasileira vai crescer menos em 2009, “com diversos efeitos que devem culminar em um crescimento de 3,5%”.

“Esse ano é possível que nós tenhamos dois milhões de novos empregos formais, pelos dados do Ministério do Trabalho, mas dificilmente nós vamos repetir isso. Como se tem anualmente um grupo grande de pessoas que entra no mercado de trabalho, pode ser que o desemprego se estabilize e não continue caindo ou tenha até um ligeiro crescimento na hipótese de um cenário de crescimento de 3,5%”, disse ao participar da palestra Crise Econômica e as Perspectivas para os Trabalhadores, organizada pela Força Sindical.

O economista destacou os setores automobilístico, da construção civil e de exportação como os principais afetados pelo desemprego em função da crise mundial. “São setores que dependem do crédito e não vai haver ritmo [de empréstimos], até porque uma parte da população já comprou e está endividada por um período longo”, disse.

O professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Francisco Fonseca avaliou que em um primeiro momento da crise os trabalhadores sairão perdendo, porque há tendência de diminuição das contratações e aumento de demissões em todos os setores.

“Toda vez em que há uma crise no capitalismo, o primeiro que paga essa conta é o trabalhador. Isso é histórico”, afirmou.

O presidente da Força Sindical no estado, Danilo Pereira da Silva, considerou que o momento é de diagnosticar o processo e fazer um trabalho articulado entre as centrais sindicais e levantar propostas para enfrentar a crise. “Mas não no sentido de que o trabalhador venha pagar mais uma vez e sim para que possa melhorar para que o emprego seja garantido e o país continue desenvolvendo como era a meta desse governo”, disse.


4 comentários

  1. Jose Carlos
    sábado, 25 de outubro de 2008 – 12:31 hs

    A omissão dos dirigentes de sindicatos e de federações patronais e de trabalhadores nesta crise é histórica e demonstra uma irresponsabilidade dos mesmos com as categorias que representam, aliás, cobrando imposto sindical compulsório a peso de ouro… ninguém falou em pacto pelo emprego, em entendimento para garantia dos postos de trabalho em troca de aumentos mais leves nos salários… falta criatividade no discurso sindical, que tornou-se excessivamente político, sectário… a crítica e a tônica é o mesmo blá-blá-blá, sobre as coisas da roça e do mundinho local… são os arautos do “pogreçio” do Bronzil…

  2. Berko
    sábado, 25 de outubro de 2008 – 16:08 hs

    Lula é um traia, podem acreditar. Enquanto a Chima e Russia crescima a 10% ao ano aqui estava em 4% e o Lula se gabando.

  3. Zé do Coco
    domingo, 26 de outubro de 2008 – 8:57 hs

    A crise desde um primeiro momento já se prenunciava mundial. Só aqui um bando de alienados queria nos fazer ver tudo cor-de-rosa, uma forma sofisticada de nos chamar de otários.
    Agora está aí e temo que não vamos ter crescimento NENHUM. A não ser de inadimplências no comércio, perda de poder aquisitivo acachapante.
    E a única coisa que os imbecis sabem fazer é queimar nossas reservas em dólares.

  4. Bino
    domingo, 26 de outubro de 2008 – 20:18 hs

    E olha que esses economistas do Dieese são na sua maioria petistas de carteirinha. Aqui em Curitiba o tal do Cid é petista conhecido.

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