Vitório Sorothiuk defende Alvaro Dias sobre genocídio ucraniano | Fábio Campana

Vitório Sorothiuk defende Alvaro Dias sobre genocídio ucraniano

O advogado Vitório Sorthiuk, militante histórico da esquerda nativa, saiu em defesa de Alvaro Dias, que recebeu pesado destampatório do jornal Hora do Povo, em artigo de Carlos Lopes, que contestou afirmações do senador sobre o genocídio cometido pela União Soviética na Ucrânia.

Para ler a íntegra da carta de Sorothiuk, clique no


Ao jornal Hora do Povo.

Referente ao Artigo de Carlos Lopes.

Em nome da comunidade ucraniano brasileira, a Representação Central Ucraniano Brasileira, que congrega as sociedades representativas de mais de 400.000 descendentes de ucranianos residentes no país, vem manifestar sua solidariedade Senador Álvaro Dias com relação aos ataques do jornalista Carlos Lopes no Jornal Hora do Povo. O Senador Álvaro Dias fez menção a dados corretos, resultado das pesquisas e estudos mais recentes, após a abertura dos arquivos secretos da antiga União Soviética, e oficialmente admitidos pelo governo da Ucrânia sobre o genocídio contra o povo ucraniano praticado pelo regime de Stálin.

Não há que se confundir o período de 1932-33, o processo da coletivização forçada, que resultou em um holocausto do povo ucraniano, provocando pela fome artificial a morte de milhões de camponeses, com a ocupação nazista sofrida pelo povo ucraniano e que também vitimou milhares de ucranianos.

A existência da fome artificial e a morte de milhares de camponeses ucranianos não são questionadas internacionalmente, eis que 197 países ( incluindo a Ucrânia e a Rússia ) assinaram declaração, na 34ª Conferencia Geral da UNESCO, que por unanimidade reconheceu a fome artificial praticada pelo regime totalitário de Stalin como uma tragédia contra a humanidade.

É um fato que a população da antiga União Soviética era de 147,0 milhões em 1926 e cresceu para 170,5 em 1939. Assim toda a União Soviética teve um crescimento de 23,5 milhões de pessoas, representando um aumento de 16%. Já a Ucrânia tinha uma população de 31,2 milhões de habitantes em 1926 e em 1939 uma população de 28,1 milhões, uma diferença a menos de 3,1 milhões, com crescimento negativo de 9,9 por cento. Levando-se em conta os nascimentos no período e calculando-se que o crescimento na Rússia no período foi de 28%, estima-se que 8 milhões de seres humanos deixaram de existir nesse período na Ucrânia.

Por outro lado, são milhares os testemunhos pessoais e os dados dos arquivos agora revelados que confirmam o genocídio. Basta atentar para o que diz o historiador brasileiro Daniel Aarão Reis Filho em sua obra Uma Revolução Perdida. A história do Socialismo soviético, São Paulo, Editora Perseu Abramo, 1997, para se constatar a existência de da repressão e a deportação gigantesca, atingindo a todos, inclusive os comunistas ucranianos. Basta em qualquer livraria do Brasil comprar o livro Stalin – 1879-1939 triunfo e Tragédia, Volume 1, capitulo 17, Editora Nova Fronteira, de Dmitri Volkogonov, coronel general do exército soviético, que teve acesso aos arquivos da antiga União Soviética, para constatar a existência do holocausto e verificar que os números divulgados não são fantasiosos.

O reconhecimento do Holodomor – a morte de milhões de ucranianos pela fome artificial e pela repressão do regime de Stalin, tem um profundo significado histórico do resgate da identidade do povo ucraniano e da luta do homem por uma sociedade justa e democrática. Não se trata de atingir os russos e o atual governo russo porque milhares de russos também foram vítimas do regime de Stálin; não se trata de discutir rumos ideológicos e políticos mesmo porque de nossa comunidade participam filiados ao PPS, PT, PSB, PDT, PSDB e PMDB, entre outros, e todos comungam o mesmo esforço para que o governo brasileiro venha a reconhecer o Holodomor praticado pelo regime de Stálin em 1932 e 1933 como genocídio contra o povo ucraniano. A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná já reconheceu, por unanimidade, por iniciativa do Deputado Estadual do PPS Felipe Lucas o Holodomor como genocídio contra o povo ucraniano; entre tantas, a Câmara Municipal de Curitiba também fez o mesmo reconhecimento por unanimidade por iniciativa do vereador André Passos do PT. Agora se soma a voz do Senador Álvaro Dias do PSDB no Senado Federal.

Curitiba, 04 de setembro de 2008.

VITÓRIO SOROTIUK

Presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira


3 comentários

  1. Frederico Giusti
    domingo, 7 de setembro de 2008 – 1:03 hs

    O Alvaro Dias é um político experiente e sério. se não fosse por tudo que enfrenta estaria exexcrado tal como está hoje o Requião pelas falcatruas e nepotismo, o próprio Jaime Lerner com todas as denúncias, Greca e outros menos famosos.
    O Alvaro está aí firme nessa importante e longa carreira política. Hoje enfrenta os poderosos petistas com seus rolos fenomenais, escutas, desvios de toda a ordem. Cada semana tem uma encrenca de algum petista envolvendo dinheiro público; E o Alvaro Dias está aí firma combatendo essa curriola, enaltecendo o Paraná tão desgastado nacionalmente pelo Requião.

  2. Zé do Coco
    domingo, 7 de setembro de 2008 – 3:27 hs

    Parabéns, Senhor Vitório Sorotiuk! V. Sa. resgatou a verdade, esclarecendo detalhes que eu tinha esquecido e que infelizmente não havia registrado nos meus alfarrábios.
    Vou copiar e colar seu brilhante depoimento, para que não mais restem dúvidas sobre a manipulação de certa imprensazinha de terceira categoria para a qual não interessa a busca da verdade.

  3. PESSOA
    segunda-feira, 8 de setembro de 2008 – 9:38 hs

    Vcs sào loucos!
    O PERUCÃO um cara sério???
    É o fim do mundo.
    FORA PERUCÃO!!!!!! E o Felinto junto! rsrsrs

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