Juiz Federal de Umuarama suspeito de forjar atentado | Fábio Campana

Juiz Federal de Umuarama suspeito de forjar atentado

O juiz da 2.ª Vara da Justiça Federal, em Umuarama, Jail Benites de Azambuja, foi preso na tarde de sábado na casa em que ele mora com a família em Umuarama. Foi levado pela Polícia Federal em avião para Curitiba.

Fontes policiais informam que Azambuja é acusado de envolvimento em um suposto atentado contra ele próprio, no dia 28 de fevereiro passado, e nos tiros disparados contra a casa do também juiz federal da cidade, Luiz Carlos Canalli, registrados na madrugada do último dia 19.

Como as duas investigações tramitam em segredo de justiça, a PF não comenta o caso, apenas confirma os mandados de prisão, busca e apreensão na casa do juiz. Policiais federais à paisana passaram toda a tarde de sábado na casa do juiz e não confirmavam se realmente era uma operação. Parentes e amigos chegavam o tempo todo, alguns até com presentes, e transmitiam a impressão de que haveria uma festa no local. Mas por volta das 18 horas o juiz foi levado para o aeroporto de Umuarama.


Estopim para a prisão

O estopim para a prisão de Azambuja ocorreu a partir dos tiros disparados na casa de Canalli. Ainda abalado pelo susto do atentado, na manhã do dia 19, Canalli falou à imprensa que daria uma entrevista naquele mesmo dia e falaria o que ninguém teve coragem de falar até agora. “Eu sei de muita coisa que aconteceu e vou contar tudo”. Mas no mesmo dia o juiz resolveu não se pronunciar, prometendo fazer isso nos próximos dias, o que ainda não ocorreu. Ele deu pistas de que os tiros disparados na casa de Azambuja teriam ligação com os tiros na sua casa, o que também não foi confirmado nem desmentido.

Os disparos de pistola efetuados na casa de Azambuja atingiram um carro da Justiça Federal que acabara de ser estacionado pelo próprio juiz. Ninguém ficou ferido. O juiz participou das investigações e na semana seguinte, no começo de março passado, determinou a prisão de 47 policiais civis, militares e políticos, todos acusados de contrabando. Uma semana depois, todos eles foram soltos por falta de provas. A Polícia Federal investiga se os tiros disparados na casa do juiz, em fevereiro, não teria sido uma desculpa para justificar a expedição dos mandados de prisão contra o grupo de policiais suspeitos de envolvimento com o crime organizado.

A PF tenta agora montar o quebra-cabeça para saber o porquê do atentado na casa de Canalli, já que ele, diferentemente de Azambuja, não atuava em processos contra integrantes do crime organizado. O próprio juiz disse não entender os tiros, pois o máximo que faz, quando não está em serviço na Justiça Federal, é cuidar de um sítio de 40 alqueires que possui em Xambrê, distante 30 quilômetros de Umuarama. Canalli não sofria ameaças e nunca foi incomodado na casa de muro baixo, sem câmeras filmadoras ou seguranças armados.


2 comentários

  1. NAGIB
    segunda-feira, 29 de setembro de 2008 – 8:01 hs

    Ah, se fosse um ladrão de galinhas…
    Nem policiais à paisana, nem simulação de festa, nem avião especial….seria na porrada e cana, já.

  2. O Povo
    segunda-feira, 29 de setembro de 2008 – 10:06 hs

    Cachorro, safado, sem vergonha, nós damos duro o ano inteiro e você só quer vêr cama?
    Agora ganhaste cana!

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