Investimentos batem recorde no 2º trimestre e puxam PIB | Fábio Campana

Investimentos batem recorde no 2º trimestre e puxam PIB

por Adriana Chiarini e Jacqueline Farid, da Agência Estado

Os investimentos das empresas em produção, ou Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) — que trata da capacidade produtiva futura —, cresceram 16,2% no segundo trimestre, ante igual período do ano passado, o que representa a maior expansão trimestral dos investimentos no PIB desde o início da série, em 1996, segundo a gerente de contas trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Rebeca Palis.

O IBGE divulgou os dados da economia brasileira, que cresceu 6% no primeiro semestre de 2008 sobre igual semestre de 2007, mesma variação apresentada no acumulado dos últimos 12 meses. Já no segundo trimestre do ano, a expansão da economia foi de 6,1%, em comparação ao mesmo período do ano passado.

O coordenador de contas nacionais do instituto, Roberto Olinto, disse que mais importante do que essa expansão recorde é o fato de que a FBCF tem crescido trimestralmente a taxas acima de 13% desde 2007 e aumenta no patamar de dois dígitos desde o quarto trimestre de 2006.

“É um período bastante grande de crescimentos elevados, só equivalente ao que ocorreu em 2004”, disse Olinto. Segundo Rebeca Palis, os investimentos foram o principal destaque no desempenho do PIB do País no segundo trimestre. Eles estão concedendo entrevista sobre o PIB na sede do IBGE.

O crescimento foi impulsionado pela produção e importação de máquinas e equipamentos e, ainda, pelo bom desempenho da construção civil. Segundo Rebeca, a FBCF, que teve o 18º aumento consecutivo ante igual trimestre de ano anterior, subiu também sob influência do aumento de crédito de recursos livres para pessoas jurídicas (41,3% no segundo tri ante igual período do ano anterior).

Além disso, a taxa de juros Selic, que também tem efeito sobre os investimentos, estava no patamar 11,7% ao ano no segundo tri de 2008, ainda inferior à taxa de 12,3% ao ano no segundo trimestre de 2007.

O PIB representa o total de riquezas produzido em um determinado período num país. É o indicador mais usado para medir o tamanho da economia doméstica. O indicador inclui tanto os gastos do governo quanto os das empresas e famílias. Mede também a riqueza produzida pelas exportações e as importações. Segundo o IBGE, em valor, o PIB do segundo trimestre somou R$ 716,9 bilhões. Já no primeiro semestre, o PIB somou R$ 1,38 trilhão.

Agropecuária

O crescimento da economia também foi impulsionado pela agropecuária, que expandiu-se 3,8% trimestre a trimestre e 7,1% ano a ano. “O crescimento da agropecuária pode ser explicado, em grande parte, pelo desempenho de alguns produtos importantes que possuem safra relevante no trimestre. Esse é o caso, por exemplo, do café em grão, do milho, do arroz em casca e da soja… Na indústria, o destaque foi a construção civil”, destacou o IBGE.

A gerente de contas Rebeca Palis citou dados da pesquisa de safra do IBGE que indicam para este ano aumentos de 27,7% na produção nacional de café, de 12,8% na de milho, de 9,6% para arroz e de 3,6% na de soja. Rebeca comentou que café e milho tiveram ganhos de produtividade importantes, que são considerados na pesquisa do PIB.


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