"Fui ofendido por Requião e não posso julgar as ações sobre o uso da TV Educativa", diz Lippmannn | Fábio Campana

“Fui ofendido por Requião e não posso julgar as ações sobre o uso da TV Educativa”, diz Lippmannn

O desembargador Edgar Lippmann Júnior (foto), do TRF da 4ª Região, se declarou impedido de julgar os recursos referentes à ação civil pública que questiona o uso da Rádio e TV Educativa do Paraná. Lippmann disse que não pode atuar como relator no caso, uma vez que está entrando com ação de indenização por danos morais contra o governador Requião.

Em sua decisão, o magistrado destaca que uma série de ofensas gratuitas e despropositadas, desferidas pelo governador e subordinados, o atingiram como pessoa física e como agente público, trazendo “dissabor e desconforto, até porque partiram da primeira autoridade do meu querido Estado [Paraná]”. Disse ainda que não vai julgar o uso da Rádio e TV Educativa por prudência e equilíbrio.

Mas continua tudo como está. Os recursos serão julgados por outro desembargador.


11 comentários

  1. Deco
    quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 17:06 hs

    Dr. Edgard, nossos respeitos a sua pessoa, e gostaríamos que o senhor tire a impáfia deste ser hororosso chamado Requião!

  2. Gina
    quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 17:22 hs

    Parabéns Magistrado !!!!!
    Vão penhorar o quê do governador?????

  3. Zé do Coco
    quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 17:53 hs

    Felizmente a sociedade pode contar com cidadãos de reputação ilibada com o Dr. Edgard Lippmann Junior.

  4. Arthur Almeida
    quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 18:13 hs

    Trata-se de um dos mais competentes Desebargadores Federais do nosso Brasil. De conduta ilibada e de reconhecida moral, afasta-se para que outro inclito magistrado julgue o feito. Processar o governador é chover no molhado e entre na fila, que agora deve está lá em Paranaguá.

  5. jango
    quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 18:27 hs

    Ah, se as ditas autoridades de controle público estaduais tivessem um pouco do verdadeiro espírito republicano manifestado pelo Dr. Lippmann Junior não estariamos vendo todos estes descalabros da administração estadual e de seus gestores passarem praticamente impunes. O desvio de finalidade da RTVE, a rigor, ainda não foi contido, haja vista as multas aplicadas. O nepotismo está latente, inobstante o escrito com todas as letras na Súmula 13 do Supremo Tribunal Federal. Um levantamento parcial feito pelo Jornal do Estado identificou pelo menos quatro casos em que o governo paranaense ou já foi condenado a pagar, ou deve ser cobrado na Justiça por decisões e medidas tomadas na administração Requião, valores que passam de R$ 1,5 bilhão. “Em pelo menos um desses casos o prejuízo para os contribuintes paranaenses já é líquido e certo, pois não há mais como recorrer. Trata-se de R$ 400 milhões que o Estado foi condenado a pagar aos servidores do Judiciário, por conta de um reajuste salarial que Requião se recusou a pagar em 1992, quando ainda estava em seu primeiro mandato como governador. Em 2002, a categoria, depois de dez anos de batalha judicial, conseguiu o direito de receber o aumento, que até hoje espera na fila de precatórios do Estado para ser pago. As concessionárias calculam em R$ 170 milhões o montante que pretendem cobrar na Justiça por conta dos prejuízos materiais causados por invasões e depredações das praças de cobrança, os dias em que as cancelas foram mantidas abertas por manifestantes, desequilíbrios contratuais que não foram revistos pelo governo do Estado e os dias que as empresas deixaram de aplicar os reajustes tarifários por falta de autorização do Estado.” (coluna “Na ponta do lápis” de 07/10/07) O passivo milionário das ações perdidas pelo Estado contra o pedágio, p. ex., parece que não vindo ele hoje arrombar o erário público nada há a fazer senão esperar ! Bresser Pereira abordando a ética e a política, escreve, para nossa meditação: “O político deve agir de acordo com a ética da responsabilidade, porque essa é a única ética compatível com o espírito republicano. Um grande número de políticos, porém, não age de acordo com ela. (…) há três tipos de imoralidade na política: imoralidade quanto aos meios, quanto aos fins, e quanto aos meios e aos fins. A imoralidade quanto aos meios é aquela que resulta de os meios utilizados serem definitivamente condenáveis. A imoralidade quanto aos fins é aquela que se materializa quando falta ao político a noção de bem público: ainda que seu discurso possa afirmar valores, ele realmente busca apenas seu poder ou seu enriquecimento, ou ambos. Neste caso configura-se o político oportunista, que não tem outro critério senão seu próprio interesse. Há certos casos, em que a imoralidade é apenas em relação aos meios, outros, apenas quanto aos fins, mas geralmente é uma imoralidade tanto os meios quanto os fins: o político usa de quaisquer meios para atingir seus fins pessoais. Neste caso temos a imoralidade absoluta, o oportunismo, radical.” O Paraná se encontra frente a este abismo. É lastimável.

  6. JoãoMariaDeAgostinho
    quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 18:40 hs

    Tadinho dele.

  7. Mano da Vila
    quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 18:41 hs

    Dr. Edgard Lippmann Junior para Presidente do STF já!

  8. quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 18:53 hs

    Força Dr. Lippimanm e parabéns pela atitude.
    Requião além de louco é mau caráter e estamos loucos para nos livrar dele .

  9. João
    quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 19:05 hs

    Ainda assim, é uma atitude que merece todo o nosso respeito. Não tem todos os magistrados a correção pessoal de voluntariamente declararem-se impedidos de julgar causas quando sua imparcialidade é afetada, ainda que não comprometida, no todo.

  10. Shirley
    quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 21:37 hs

    Isto quer dizer que Lipmann está finalmente afastado do caso?
    Maravilha…

  11. João da Silva Merton
    quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 23:49 hs

    Evo morales equivocadamente pôs um governador na cadeia sem motivo declarado. Será que aqui por tudo que já fez não poderia o judiario, senhor Lipemann, colocar o requião na cadeia pelo menos por 180 dias para que o vice consiga governar o Estado com a decência que o Paraná merece.

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