Salud, Requión, do genial Rogerio Distéfano | Fábio Campana

Salud, Requión, do genial Rogerio Distéfano

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1 – É preciso dizer, sob todos os riscos. O Paraná sofre com um problema clínico: o governador do Estado está doente. Precisa se afastar para tratamento, temporário ou definitivo. Não tem condições de exercer o cargo.

2 – Estamos diante de uma questão de Estado da maior importância, e as pessoas com responsabilidade oficial deveriam fazer algo. Evidentemente que não farão. Nada fazem porque não têm coragem ou porque tiram vantagem da enfermidade do governador. O que o governador vem fazendo excede qualquer parâmetro de anormalidade, mesmo da anormalidade no parâmetro Roberto Requião.

3 – A anormalidade atinge seus auxiliares, que por medo ou conveniência não dizem para ele, “governador, não dá!”, “isso é loucura”! O estado de saúde do governador faz do Paraná uma província de fancaria, uma Alagoas meridional, onde tudo é permitido ao dono do poder.

4 – Má comparação, pois até Alagoas está mudando. Sergipe, talvez, para tudo ficar em família, na família do governador? A família é o atestado médico da saúde do governador. Sem dúvida que a família é a célula-máter da sociedade, como diziam os fascistas e Ruy Barbosa.

5 – Mas homem público não tem família enquanto homem público. Ele é de todos, do povo. Roberto Requião põe a família na frente de todos, como disse na reunião de governo de ontem.

6 – Requião compara o Paraná ao Haiti porque não pode nomear seus parentes. Então o Brasil é o Haiti, pois foi o Supremo que proibiu. Mas Requião acertou no exemplo: graças a ele o Paraná transformou-se numa republiqueta bananeira, dominada por um ditador de romance menor de Garcia Marquez. O governo do Paraná funciona de acordo com os humores do ditador e o bem-estar de sua família.

7 – Requião paralisa o Estado, nada faz a não ser cuidar dos parentes, da honra dos parentes e da felicidade dos filhos. Que cuide também da saúde e da segurança dos parentes, porque até disso os paranaenses estamos órfãos – aliás aqui está talvez a única coisa em que somos iguais aos parentes de Requião: na falta de segurança. Tudo o mais é secundário. Até o Paraná, a quem ele põe por último na sua ordem de prioridades.

8 – Os paranaenses estamos órfãos de honra, órfãos de felicidade, órfãos de cargos em comissão, órfãos de saúde, órfãos de medicamentos, órfãos de segurança. Órfãos de tio, de irmão, de primo, de cônjuge, até de namorada – a quem não podemos nem obsequiar uma gargantilha ou a pulseirinha de brilhantes falsos. Estamos órfãos de governador, que só cuida da família dele.


12 comentários

  1. JOSUE VIEIRA
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 11:45 hs

    PARABENS PELA MATERIA SOU SEU FA
    UM ABRACO

  2. Jose Carlos
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 12:00 hs

    Bom artigo. Mas, as palavras deviam ser substituídas por ações judiciais, ações populares, às dezenas… Este cidadão Mello e Silva, que submete a todos os pusilânimes desta província do trópico de capricórnio, precisa entender que não está acima da lei e que governar exige respeito aos governados.

  3. gilmar
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 12:29 hs

    muito bom mesmo

  4. jango
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 12:51 hs

    O alerta é oportuníssimo. Para não falar nos novos subterfúgios do governador para manter nepotes no governo, lembra o articulista as mudanças ocorridas em Alagoas. Pois lá duas nomeações para vagas vitalícias no Tribunal de Contas encontram-se sub judice por iniciativas da Ordem dos Advogados de Alagoas, por não preencherem os requisitos constituicionais em vigor. De longe e cada vez mais perto estamos vendo a inoperância, senão o compadrio, dos poderes do Estado e das ditas autoridades de controle público – com exceções já notórias – permitindo que um extenso rol de descalabros na administração pública estadual, denunciados publica e reiteradamente, não sejam esclarecidos em definitivo nem contidos e nem corrigidos. O passivo das ações judiciais movidas pelo Estado contra as concessionárias do pedágio, por exemplo, é, sem dúvida, a maior aventura judicial já encetada pelo Estado de ocasião contra uma causa perdida. Inobstante a preocupação com o rombo a ser ocasionado no erário público a responsabilização não é apurada, mesmo com o alerta da Procuradora do Estado demitada recentemente de que o governo não tem interesse em solucionar a questão preferindo o contencioso judicial. O deputado Gustavo Fruet, em pronunciamento recente no Congreso, sintetizou a situação de anomia imperante em nossas terras paranaenses: “Nada é investigado; ninguém é punido.” É preciso por um paradeiro nesta situação, sob consequência de perdermos a identidade perante nós mesmos e perante a nação. As manifestações de inconformismo não mais são contidas e devem resultar em atos que traduzam a erradicação da anomia e o restabelecimento da República que se afastou dos limites do Estado.

  5. Ex-pectador
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 12:56 hs

    Pena que este jornalismo esteja restrito àqueles que não usam da Maria Louca para construir usinas e faturar os editais oficiais. Descupe, não é mais este o nome adequado, afinal Maria Louca era como chamávamos um político de opiniões firmes e estridentes que optou pelo que de pior havia à sua volta, adquiriu uma miópia intelectual singular e lamentávelmente, enlouqueceu!

  6. Requião nunca mais!!
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 14:53 hs

    Quando percebemos que a democracia está muito longe de se concretizar, e que é dependente da boa vontade de quem está no poder. Sentimos que estivemos adormecidos nestes ultimos anos, ou décadas, por não continuarmos lutando por um mundo mais justo e democrático.
    Estamos sem força judicial, política e não adianta nem pensar em força popular (como sindicatos, etc)!
    Estamos sem saída!

    E ainda o PT, que apoiou o PMDB (ou seja, o Requião), quer votos dos Curitibanos?
    Sinto muito, mas agora é tarde!

  7. ronaldo
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 15:27 hs

    Parabenizo o jornalísta, concordo com o Sr.Dístefano.

  8. Requião Fã Clube
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 17:27 hs

    Para o Rogério Distéfano

    Doente certamente ficaria o Sr. se tivesse sessenta e tantos anos, todos de labuta, política ferrenha, sem descansar, sem lazer, sem vida própria, sempre em função da política, do Estado e da Democracia e tivesse que aguentar toda a oposição e a perseguição da imprensa marron que como o sr, caro jornalista o faz agora. Voce , sim, nos parece ser um desequilibrado por não ter a compostura social e não saber se dirigir com respeito a um homem público e Governador do seu Estado.
    Não será a opinião publica que, instigada pela imprensa do seu nível, que se tornou cega e doente?

  9. Povinho do rei
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 18:05 hs

    Fã clube do rei:

    O sr. me parece com a Madselva, que acredita que todos estejam errados, somente alguns “gatos pingados”, que por medo e interesses pessoais, ficam ao seu lado, porque de democrático o “rei” só tem a teoria!

  10. Henrique
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 18:24 hs

    Parabéns.Mas será que ninguém consegue fazer alguma coisa para acabar com esta vergonha?

  11. Henrique
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 18:31 hs

    Ao Fã Clube do Requião:

    Tantos anos,sessenta e tantos anos mamando na vida pública,criando filhos e promovendo parentes.Cega não é a opinião
    pública,mas sim o sr. que não consegue enxergar a trave que está dentro de seu próprio olho.

  12. Rock
    quarta-feira, 27 de agosto de 2008 – 21:30 hs

    O Max sabe que o complexo de inferioridade que ele tem diante de Requião o incomoda muito e ele tem que servir a seus patrões conforme eles exigem ja que nosso Governador não gasta um tostão do dinheiro publico no jornalzinho que eles representam, he, he, he,

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