Professores em passeata ao Centro Cívico | Fábio Campana

Professores em passeata ao Centro Cívico

Professores voltaram às ruas agora pela manhã para mais um protesto. Lembram o 30 de agosto 1988, quando professores estaduais foram duramente reprimidos pela polícia do então governador Alvaro Dias, durante uma passeata.

A passeata de hoje, acompanhada de três carros de som, saiu da Praça Santos Andrade, e segue em direção ao Centro Cívico. Os professores aproveitam o ato para dar seqüência às negociações deste ano com o governo que envolve a implantação do cargo de 40 horas, aposentadoria especial para diretores e pedagogos e melhorias no atendimento à saúde dos educadores

O Dia de Luto e de Luta dos Trabalhadores em Educação Pública é lembrado todos os anos pela categoria. Há 20 anos, durante uma passeata que seguia em direção ao Palácio Iguaçu, os professores estaduais foram recebidos pela polícia, inclusive com a cavalaria que os rechaçou a base de cacetetes, cães e bombas de efeito moral, relembram os professores. A repressão terminou com dezenas de feridos e, desde então, a data tornou-se histórica para a categoria no Paraná.
“Esse dia se tornou um dia de luta para os educadores paranaenses e todo ano é lembrado com mobilizações. Delegações de todo o Estado estarão reunidas aqui em nome dessa luta”, afirmou Luiz Carlos Paixão, diretor de imprensa do Sindicado dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato).

Durante o ato, a categoria aproveita para dar continuidade às negociações com o governo, que envolve a implantação do cargo de 40 horas, aposentadoria especial para diretores e pedagogos e melhorias no atendimento à saúde dos educadores. Os professores e funcionários também estarão lançando uma campanha de doação de sangue e medula óssea.
“Faremos isso como um gesto simbólico dos educadores com a vida e também reforçando a campanha de sindicalização junto aos professores e funcionários de escolas”, finalizou Paixão.

Plano de Cargos e Carreiras — Cerca de 15 mil funcionários das escolas públicas do Paraná terão direito a um plano de cargos e salários, auxílio transporte e gratificações. Os benefícios estão previstos no projeto aprovado em votação durante a sessão realizada na quinta-feira, na Assembléia Legislativa do Paraná. O plano entrará em vigor após a sanção do governador.

O projeto prevê direito a auxílio transporte e avanços na carreira. Além disso, funcionários com ensino fundamental receberão salários entre R$629,34 e R$2.321,63 no final da carreira. Os funcionários com curso médio receberão salários de R$944,01 em início de carreira e poderão chegar a R$3.482,44, de acordo com o tempo de serviço.

As negociações com o governo resultaram no compromisso de contratação dos aprovados nos últimos concursos públicos de funcionários, quase 12 mil cargos. Foi aprovado também o reajuste salarial de 10% para professores estaduais da ativa, funcionários do regime CLT, aposentados e pensionistas. O aumento vai beneficiar 110 mil servidores e irá representar um impacto de R$19 milhões na folha de pagamento do Estado.


8 comentários

  1. PESSOA
    sexta-feira, 29 de agosto de 2008 – 11:09 hs

    E o Senador do cabelo pintado?
    O que ele diz nessa hora??
    Ele gosta muito dos bichos pois mandou a PM tocar os cavalos em cima dos professores.
    E o povo esquece tudo isso?
    Fora tucano de cabelo pintado!

  2. ronaldo
    sexta-feira, 29 de agosto de 2008 – 11:23 hs

    Acho que os professôres devem sim realizar passeatas, porém objetivando melhores salários, melhores condições de trabalho,comemorar o fim de um ciclo da família Requião no Paraná, etc.,e não, porque meia dúzia de cavalos, primos pobres do proletário, desgarram em cima de alguns professôres , isso é voltar constantemente a um provincianísmo ridículo e fora de moda.

  3. O Povo
    sexta-feira, 29 de agosto de 2008 – 12:25 hs

    Tem professor que poderia utilizar este espaço e ler mais, ou estudar a língua portuguesa com dedicação e atenção!
    Pois cometem erros primários!

  4. caroço
    sexta-feira, 29 de agosto de 2008 – 12:26 hs

    ja saturou essa passeata… perdeu totalmente o sentido. virou um ato extremamente de cunho político.

  5. André Sobania
    sexta-feira, 29 de agosto de 2008 – 13:20 hs

    Eu sou desta terra sou,deste lugar sou Alvaro Dias eu sou Paraná !!!!

  6. João Carlos
    sexta-feira, 29 de agosto de 2008 – 13:32 hs

    Apesar de ter tornado-se uma questão política acho tão importante a passeata em razão do cunho histórico da mesma forma que comemora-se o dia da mulher, em menção a uma data história, guardas as devidas proporções.

    Ademias todos tem o direito de protestar e hoje o problema do ensino público médio, que tem competência principal do estado merece sim atenção.

    Sou curitibano e vejo os professores da rede municipal com um plano de cargos e carreira. Vejo as federais ainda como um redulto político, mas que muitos ali estão por prazer, doutores devolvendo à sociedade aquilo que ela lhe deu um dia.

  7. Professor
    sexta-feira, 29 de agosto de 2008 – 14:14 hs

    Sou professor, apoio o que a categoria decide em assembléia, mas só não entendi o motivo da candidata do PT estar no carro de som de um sindicato teoricamente apartidário.
    Acho que os diretores do sindicato deveriam repensar estas posturas, ainda mais que, sabemos da aliança entre PT e PMDB.

  8. Teodoro
    sexta-feira, 29 de agosto de 2008 – 15:51 hs

    É mais uma vêz a Gleisi e o PT querendo iludir uma categoria profissional e a população, com suas já costumeiras mentiras e esquecimento de citar que não tinham nada há ver com o ato, isso é estelionato eleitoral!

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