Bruno Meirinho critica modelo de exclusão | Fábio Campana

Bruno Meirinho critica modelo de exclusão

O candidato à prefeitura de Curitiba, Bruno Meirinho, diz que a sua coligação representa “a união dos militantes da esquerda para a construção de uma alternativa ética e socialista para o país”, relata. Resgatando as origens do jovem PSOL, que surgiu da indignação da esquerda com os rumos que tomou o governo Lula, relembrou a campanha presidencial de Heloísa Helena em 2006.

Bruno Meirinho, ao falar de Curitiba, aborda o mito da cidade modelo, construído no imaginário das pessoas há vários anos. “Desde a década de 60, o planejamento urbano de Curitiba, ao contrário do que pregam as propagandas das sucessivas administrações da prefeitura, vem produzindo na realidade uma cidade modelo de exclusão. É contra esse modelo de cidade que estamos lançando a candidatura da Frente de Esquerda Curitiba. Defendemos uma cidade não excludente. Uma cidade sem catracas.”


O transporte coletivo deve ser pensado a longo prazo

Em relação ao transporte, Bruno Meirinho defendeu, a curto prazo, a realização de uma auditoria nas contas da URBS – empresa que regulamenta o transporte público em Curitiba –, além de revisar a planilha de custos das empresas de ônibus. “A URBS remunera as empresas de acordo com os custos de manutenção da década de 80. O que não corresponde aos custos atuais, já que hoje a manutenção dos ônibus são mais baratos”, argumenta. Somente essas duas iniciativas, juntamente com a redução do lucro das empresas, já permitiriam que o valor da tarifa fosse reduzida, além de garantir o Passe Livre para estudantes e desempregados.

A longo prazo, por meio de uma tributação progressiva, em que os mais pobres pagariam menos impostos em relação aos mais ricos, é possível garantir a gratuidade do transporte para todos os usuários. Com essa inversão de prioridades, abandonando a cultura do carro, o trânsito da cidade também seria beneficiado. “Curitiba tem o maior índice de carros por habitantes dentre as capitais brasileiras. Priorizar e investir no transporte coletivo significa também reduzir o número de carros nas ruas e conseqüentemente os congestionamentos. Tornando assim a cidade menos poluída”, defende.

Teto sem pessoas e pessoas sem teto

A prefeitura pode e deve tomar medidas que incentivem a não existência de imóveis vazios. Tanto a Constituição Federal de 1988 quanto a lei 10.257 de 2001, o Estatuto das Cidades, prevêem a função social da propriedade urbana. “Não podemos admitir que existam imóveis vazios enquanto pessoas não tenham onde morar. Em Curitiba temos 40 mil famílias sem teto e 60 mil imóveis vazios. Essa é uma situação que ninguém pode concordar”, argumenta. A proposta do PSOL para acabar com o déficit habitacional é a elevação do IPTU desse imóveis, com isso eles seriam colocados no mercado a um valor reduzido.


10 comentários

  1. O Povo
    quarta-feira, 20 de agosto de 2008 – 12:06 hs

    Estes candidatos que aparecem a cada eleição, falam falam e não dizem nada de construtivo a população, que eles dizem ser os representantes,mas na verdade mal conhecem a cidade,se pergutar a eles quais são os 75 bairros de Curitiba, talvés eles não passem de 30 que realmente conhecem!
    Daí aparecem na próxima eleição outro candidato, e assim vão sucedendo um a um membros dos partido, mas sem a mínima chance de serem eleitos nem a vereadores, então é um faz de conta que não leva a lugar algum, propostas vazias e cabeças iguais!

  2. Vigilante do Portão
    quarta-feira, 20 de agosto de 2008 – 12:45 hs

    Não sei se o candidato conhece muitas outras cidades, das que eu conheço, e são inúmeras por esse Brasil de meu Deus, posso assegurar que Curitiba se destaca como das melhores. Sugiro ao candidato que visite outras cidades, Recife, vitória, Porto Alegre, Belo Horizonte, por exemplo.
    A verdade é que Curitiba sempre inovou, lançou a primeira rua para pedestres, o corredor exclusivo para ônibus, a maior área verde por habitante, entre outras.
    Negar isso é ingenuidade. O curitibano se orgulha de ser de vanguarda.

  3. João
    quarta-feira, 20 de agosto de 2008 – 15:28 hs

    Como sempre, um palavrório medido que soa bonito, mas que não pode ser executado pela Prefeitura. Quem já teve algumas aulas de Direito Administrativo sabe disso.

  4. Noel Eugenio
    quarta-feira, 20 de agosto de 2008 – 16:38 hs

    – Vigilante, você sabe quanto Curitiba investe na Saude? poís graças a esse modelo de exclusão nos da região Metropolitana mantemos toda essa beleza de Curitiba, que você tanto elogia, na verdade Curitiba é rica porque não existe um sistema de Royaties onde cada pessoa da região Metropolitana que comprasse alguma coisa em Curitiba e comprovasse o endereço de residencia e o Imposto dessa mercadoria revertesse ao seu Municipio, voce pode ter certeza que se isso um dia acontecer Curitiba ficara gual Almirante Tamandare e Almirante Tamandaré bem melhor, quanto aos discursos politicos não posso fazer comentário porque estou a aqui na Angola e só fico informado de politica aqui no Site do Campana.

  5. Ao Noel
    quarta-feira, 20 de agosto de 2008 – 16:43 hs

    Noel, sinto te informar, mas você escolheu a pior fonte. A menos imparcial. Aliás, tratando-se de política paranaense, você não encontrará fontes imparciais. As tendências são sempre exacerbadas, para todos os lados. É uma tristeza. Melhor é vir pra Curitiba e tomar um café na Boca nos sábados de manhã…

  6. Alice K.
    quarta-feira, 20 de agosto de 2008 – 16:57 hs

    E desde quando a gente quer ler alguém imparcial? Eu quero ler opinião mesmo. Eu entro no blog de um cara pra ler o que o dito cujo pensa. Olha o nome do site! Obvio que vai ser a opinião parcial dele!

    Quem tem outra opinião deveria montar seu blog ao invés de sempre culpar tudo na parcialidade da imprensa. Existe jornalismo com opinião, sim, e que é melhor do quem é metido à imparcial.

    É você olhar a mídia americana, onde não existe essa farsa que existe aqui. Lá todo mundo tem um lado. Quem não gosta que leia outro jornal.

  7. Noel Eugenio
    quarta-feira, 20 de agosto de 2008 – 17:01 hs

    – Em parte até concordo com você, mas para saber a beleza de alguma coisa, primeiro tem de saber o custo dela, a beleza de Curitiba custa alto para todos os moradores da Região metropolitana, mas quem é beneficiado por esse sistema as vezes faz de conta que não sabe disso ou é analfabeto politico que é o pior de todos analfabetos, aqui não estou falando de politica ou politicagem estou falando do custo da beleza Curitiba, que também acho linda mas como morador da região metropolitana pago caro por isso.

  8. Vigilante do Portão
    quarta-feira, 20 de agosto de 2008 – 18:23 hs

    Para com isso gente, em alguma região metropolitana do mundo é diferente?
    Não vão falar nada do atendimento nos postos de saúde e hospitais de Curitiba, que atendem aos moradores das cidades vizinhas?

  9. Grilo falante
    quarta-feira, 20 de agosto de 2008 – 21:24 hs

    Vigilante do Portão:
    Acho que você se contradisse. Uma hora você diz que Curitiba se destaca por ser diferente, melhor que as outras grandes cidades… E cinco comentários depois, na mesma nota, você fala que Curitiba é igual às outras regiões metropolitanas…

    afinal, é igual ou é inovadora??? é igual ou é vanguarda??

    Minha opinião é que Curitiba é igual às outras cidades, tão excludente como, mas aqui tem o mito da cidade-modelo, construído à base de propaganda. Não somos novidade coisa nenhuma, só se for em excluir melhor.

  10. Rafael
    terça-feira, 2 de setembro de 2008 – 16:59 hs

    FATO É FATO! MEIRINHO NÃO GANHA NADA AGORA! TALVEZ ACRESCENTE MINHA ANTIPATIA MADURA DESDE OS TEMPOS DE FACULDADE DE DIREITO DA UFPR (NUNCA GOSTEI DE ESQUERDISTA PLAYBLOY). TALVEZ DAQUI UNS ANOS REAPAREÇA COMO VEREADOR, ACHO QUE É MAIS DO “NIPE” DELE. ABRAÇO PARA OS PARISTAS COITADOS QUE INSISTEM EM ENCHER O SACO COM O PREVISÍVEL BESTEIROL “CABACISTA” DE SEMPRE.

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