A guerra das bicicletas | Fábio Campana

A guerra das bicicletas

À falta de soluções mais grandiosas, a bicicleta entrou de vez no debate sobre o futuro de Curitiba. Gleisi Hoffmann quer incluí-la no programa de transporte de massa e promete ciclovias e estacionamentos.

O prefeito Beto Richa responde de pronto e garante que a bicicleta terá lugar prioritário em suas preocupações e anuncia que vai licitar a construção de 30 paraciclos – espaços destinados para o estacionamento de bicicletas – na região central, para criar 335 vagas para que os ciclistas possam prender suas bicicletas em ruas e praças. O edital de licitação sai até setembro, antes da eleição.

A previsão é investir R$ 209 mil. “A criação das vagas para bicicletas faz parte do programa de mobilidade da Prefeitura de Curitiba, que busca novas alternativas para o deslocamento da população”, diz o prefeito Beto Richa. Dentro deste programa estão a implantação de mais dez quilômetros de ciclovia, de 160 quilômetros de calçadas compartilhadas e também de ciclofaixa, na avenida Marechal Floriano entre o terminal do Boqueirão e a Linha Verde.

Os paraciclos serão espaços com arcos metálicos, fixados ao chão, onde os ciclistas poderão prender as rodas da bicicleta. Em 25 espaços, serão criadas 12 vagas, sendo que em 5 serão 7 vagas. Há previsão de criação destes espaços em vagas do Estacionamento Regulamentado (Estar).

A Urbanização de Curitiba (Urbs) também abrirá a licitação ainda neste semestre para a criação de mais 6 espaços com 6 vagas, que serão instaladas em vagas do Estar. Outra medida será a transformação dos bicicletários, construídos pela Clear Channel, em estacionamentos de bicicletas. Estes bicicletários estão na praça Nossa Senhora do Salete, parque São Lourenço, Ruas da Cidadania Pinheirinho e Carmo e o Eixo de Animação Arthur Bernardes.


16 comentários

  1. Ciclista
    segunda-feira, 11 de agosto de 2008 – 11:06 hs

    Não adianta criar estacionamentos sem ciclovias!

  2. Marcos Strasson
    segunda-feira, 11 de agosto de 2008 – 11:34 hs

    Mas vem cá, se o Beto Richa quisesse fazer, já não teve tempo de sobra prá fazer? É uma enganação este prefeito, só dar uma olhada das promessas não cumpridas que a gazeta do povo trouxe ontem.

  3. Emerson
    segunda-feira, 11 de agosto de 2008 – 12:22 hs

    Isso tudo adiantará somente se o Governo do Estado garantir a segurança e a integridade física dos ciclistas.

  4. O Povo
    segunda-feira, 11 de agosto de 2008 – 12:43 hs

    Se a idéia for boa, e houver condições de execução, qualquer político no executivo, deve fazer até o último dia do seu mandato! Agora,como será reeleito, o Beto Richa poderá melhorar ainda mais essa alternativa de transporte, logicamente dando atenção especial as ciclovias!

  5. segunda-feira, 11 de agosto de 2008 – 14:03 hs

    _Sou ciclista há mais tempo que deveria, por causa da falta de estrutura que a cidade oferece, mas tomo os cuidados necessários. Este “movimento” a favor da bicicleta é patético e oportunista. Precisa mais do que criar paraciclos, é preciso educar motoristas, pedestres e ciclistas sobre como se comportar nas ruas. Ciclofaixas podem ser uma das soluções melhores do que ciclovias que servem de calçada para corredores/pedestres. Será mais uma obra eleitoreira desta prefeitura, e um erro de estratégia da candidata petista.

  6. Theo
    segunda-feira, 11 de agosto de 2008 – 14:12 hs

    A Gleisi fez algum trabalho com bicicletas, neste sentido agora defendido, no Mato Grosso do Sul, na Prefeitura de Londrina ou em Itaipú?

  7. Cucafresca
    segunda-feira, 11 de agosto de 2008 – 15:03 hs

    Ela deveria fazer igual a candidata Soninha, em São Paulo, que realmente usa a bicicleta como meio de transporte. A Gleisi só faz de conta, mas não faz nada, nem andar de bicicleta ela anda.

  8. Jose Carlos
    segunda-feira, 11 de agosto de 2008 – 15:28 hs

    Essa estória de bicicleta é de uma imbecilidade retumbante. Curitiba é uma cidade pouco plana, cheia de aclives, o que a torna desaconselhável como transporte de massas. Isso além do frio, da umidade e do trânsito caótico, que só pioraria com bicicletas às dezenas de milhares nas ruas. É a solução da jecaria mental da taba. Digna de debates em paróquias. É a roça curitibana em plena e emocionante ação.

  9. Anônimo
    segunda-feira, 11 de agosto de 2008 – 19:49 hs

    Licitação pra amarrar bicicleta? Estranho.

  10. O Pensador
    segunda-feira, 11 de agosto de 2008 – 21:17 hs

    O Beto teve todo o tempo do mundo e não fez! As poucas “ciclovias” que existem em Curitiba são divididas com pessoas que a utilizam para caminhar e correr. Um bom exemplo disso é a “ciclovia da linha verde que é outra aberração! De que adianta estacionamento de bicicletas se não podemos utilizá-las?A solução seria uma faixa exclusiva para bicicletas. ,

  11. terça-feira, 2 de setembro de 2008 – 22:42 hs

    Enquanto isso, a URBS parece pensar como o autor do blog, que representa o ciclista como um macaco, e impede o cidadão usuário da bicicleta de usar os mesmos serviços que são prestados ao irracional motorizado, carregado como um paxá estúpido por uma máquina de 1500 quilogramas de peso, “100 cavalos”, e que consome a própria terra e os espaços públicos se achando o máximo da intelectualidade e superioridade racial humana. O cidadão no carro particular ainda não se deu conta, mas é um prepotente, preguiçoso e imbecil. Eventualmente me enquadro nessa categoria também.

  12. Divo Maia
    terça-feira, 2 de setembro de 2008 – 23:10 hs

    Boa noite senhor Fábio Campana

    Foi muito infeliz tanto no título do texto, quanto na escolha da foto.

    Primeiro lugar, para seu conhecimento não existe guerra das bicicletas e, sim, guerra dos carros.

    Duvido que o senhor tenha testosterona suficiente para publicar uma foto de um burro dirigindo um automóvel. Bem entendo que a analogia seria perfeita, não é.

    Talvez o único ponto que possamos concordar, está no fato de um certo oportunismo espalhafatoso sobre o tema por parte de políticos sem muita ética. Mas isso não diminui o valor da bicicleta enquanto do veículo mais inteligente para mobilidade urbana.

    Temos sim na bicicleta uma opção barata, eficaz e eficiente de transporte, não de massa, mas sim individual, tal como é o carro hoje em dia. Só que um transporte individual que não polui, não mata, não acaba com a qualidade do ar, não consome recursos naturais esgotáveis com tanta voracidade, enfim, não precisa nem ter muitas sinapses em boa forma para concluir o lado positivo da bicicleta.

  13. Eduardo Cooper
    quarta-feira, 3 de setembro de 2008 – 8:23 hs

    Concordo com o Divo!
    “Duvido que o senhor tenha testosterona suficiente para publicar uma foto de um burro dirigindo um automóvel. Bem entendo que a analogia seria perfeita, não é.”
    10 km de ciclovias(é uma piada, né?) e 160 km de riscos aos pedestres! As calçadas já são estreitas, agora o pedestre terá que compartilhar o pouco espaço que tem com bicicletas? E também são 160 km de argumentos para excluir os ciclistas do trânsito!

  14. divo
    quarta-feira, 3 de setembro de 2008 – 12:39 hs

    Ué? pra falar disparates nâo tem censura, mas pra tirar a primeira frase da minha mensagem tem.

    [Nota do editor: a moderação dos comentários é feita pelos critérios do próprio blog. O blog não é obrigado a publicar nenhum comentário, assim como se reserva o direito de editar comentários com observações ofensivas ou que não sejam pertinentes ao tópico. Os interessados em expressar suas opiniões e ofensas através da internet podem procurar seus próprios meios, fora deste site, para fazer isso. Este é um meio de comunicação privado aberto à colaboração, mas a possibilidade de comentar no blog não é parte de um serviço público. Não temos a obrigação tornar pública nenhuma opinião ou ofensa.]

  15. Gunnar
    quarta-feira, 3 de setembro de 2008 – 13:21 hs

    Senhor Jose Carlos

    Pelas suas palavras, presumo que seja um sedentário, preguiçoso, e, por que não, frustrado.

    Pois ninguém está pedindo para o senhor pedalar não.

    Bicicleta é só pra quem pode. E pode quem quiser.

  16. Luciano
    quarta-feira, 3 de setembro de 2008 – 15:45 hs

    Primeiramente deve-se dizer que a escolha da foto pelo Sr. Fabio Campana foi de uma infelicidade tremenda. Me solidarizei com o senhor quando vi um certo político atacá-lo de maneira grosseira e covarde, mas percebo agora que o senhor utiliza-se das mesmas técnicas para com os outros. Solidarizei-me em vão.

    Me entristece muito saber que tenho um livro seu em minha estante: O Guardador de Fantasmas. Admito que o livro esteve muito aquém de minhas expectativas ao ler suas orelhas. Acho que vou destinar o espaço por ele ocupado para algo melhor.

    Voltemos ao assunto. O Sr. Jose Carlos tece um comentário extremamente infeliz ao opinar sobre algo que desconhece. Pedalo mais de 30 km todo o dia e conheço diversas pessoas que fazem o mesmo ou até mais. Se o sr. não pode ou não quer realizar tal proesa, ao menos ao menos respeite aqueles que podem. O que será que atrapalha mais o trânsito? 10.000 carros ou 10.000 bicicletas? Pense bem, o raciocínio não é difícil.

    Por que tantos tentam ridicularizar os ciclistas? Será inveja? Se querem ficar com seus traseiros sedentários no assento mofado de seus carros, fiquem, mas pelo menos respeitem os outros seres humanos que não fazem as mesmas escolhas míopes que vocês.

    Lamento pelo fato de muitos terem a visão tão fechada. Garanto que estão perdendo muita coisa boa da vida, trancados dentro de seus automóveis.

    RESPEITO. É o que falta.

Um Trackback

  1. Por: Pedaleiro » Blog Archive » Bike racks ou paraciclos, quarta-feira, 3 de setembro de 2008 – 7:15 hs

    […] onde estacionar as bicicletas, apesar de que, na campanha para a prefeitura, a bicicleta ser um tema recorrente, nada ou muito pouco se fez para mudar o […]

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