Mil servidores da educação infantil afastados por problemas de saúde | Fábio Campana

Mil servidores da educação infantil afastados por problemas de saúde

Na manhã de hoje, a candidata Gleisi Hoffmann, do PT, e a professora Josete estiveram em frente ao Instituto Curitiba de Saúde – ICS para conversar com os servidores atendidos pelo sistema.

Confirmaram que cerca de 480 educadores das creches públicas e órgãos assistenciais e mais de 500 professores da rede pública municipal estão afastados do trabalho por problemas de saúde.

A maioria em decorrência do estresse adquirido no trabalho. Estes dados foram repassados pela própria Secretaria Municipal de Educação em resposta a um pedido de informação feito pela vereadora Professora Josete no mês de março.

Josete queria as informações para checar as denúncias de que principalmente os educadores das creches estavam sobrecarregados com a defasagem de servidores. Para Josete, além de sobrecarregados, os funcionários sofrem uma grande pressão para dar conta do trabalho extra, o que caracteriza assédio moral.

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“Vocês estão na ponta do atendimento e merecem não só esse cuidado, mas sim o respeito irrestrito do poder público municipal”, disse Gleisi. Segundo a professora Josete, a vereadora completa que, para determinadas especialidades, os trabalhadores têm dificuldade de conseguir consultas com o sistema atual. “É necessário ampliar os convênios para algumas especialidades que só existem no interior do Instituto e diminuir a rotatividade dos médicos conveniados ou dos atendimentos terceirizados. Hoje, o paciente começa o tratamento com um médico, mas quando ele volta, encontra outro no lugar”, explicou Josete.

Além dos problemas de saúde dos servidores, Gleisi ouviu várias denúncias de que os funcionários públicos são vítimas de pressão para dar conta do trabalho extra. “É inadmissível, desrespeitoso e desumano o cerceamento e a pressão exercidos sobre esses trabalhadores. Nós vamos criar uma política de valorização, que passa pela negociação salarial e também por condições dignas de trabalho. Temos de acabar com o assédio moral e dar estrutura para que os servidores possam desenvolver suas potencialidades através da capacitação e do apoio psicológico. Tratamento de saúde e investimento na prevenção são fundamentais para a categoria. Especialmente para os servidores que trabalham na ponta, nas unidades de saúde e nas escolas”, disse Gleisi.

Em junho deste ano, o atual prefeito contrariou a vontade dos vereadores da Câmara Municipal que tinham aprovado por unanimidade o projeto de lei da professora Josete para combater o assédio moral contra os funcionários públicos municipais.

“Em períodos eleitorais, a situação se agrava. Em outras eleições, por exemplo, já houve situações em que servidores foram realocados, tiveram de mudar de local de trabalho por conta de adotarem um posicionamento político ou por não se deixarem intimidar”, disse a vereadora. Josete falou que está conversando com os servidores municipais e transmitindo a eles a garantia de que na administração da prefeita Gleisi Hoffmann o tratamento será respeitoso com a categoria. “Prezaremos pela relação democrática, em que cada um tenha a liberdade de expressar o seu pensamento”.

O Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba deu entrada recentemente a uma ação civil pública no Ministério Público Federal, em que denuncia o assédio moral. “O prefeito vetou a lei que inibiria essa prática e o assédio moral continuará sendo um drama nas repartições públicas e nos organismos municipais”, informou a presidente do Sismuc, Irene Rodrigues dos Santos. “Muitas denúncias nem chegam até a gente pelo medo que as pessoas têm de sofrerem retaliação ou de serem mais perseguidas e pressionadas”, disse a presidente do sindicato. Ela denuncia que o próprio plano de carreira dos servidores e a forma como é feita a avaliação de competência do funcionalismo municipal caracteriza-se um assédio. “A avaliação é necessária, mas teria de ser para todos, inclusive para o cargos de chefia. A forma como é realizada, com critérios subjetivos, é que se torna coercitiva”, comentou.


3 comentários

  1. Orquídea
    terça-feira, 15 de julho de 2008 – 17:24 hs

    Esta quetão do assédio moral está nas tanto nas escolas municipais quanto em colégios estaduais.

    Sei que o assédio moral nas questões estaduais, como no caso do colégio estadual, o PT pouco fez para que a máquina do estado, orquestrada pela família Requião, deturpasse a luta dos alunos e sequer comunicou a sociedade sobre estas questões trabalhistas de assédio que lá ocorriam.

    Agora é fácil pedir votos e questionar vetos ao assédio moral, quando não é o Requião que está no comando.

  2. Felipe
    terça-feira, 15 de julho de 2008 – 17:49 hs

    Você pensou no que disse, Orquídea?

    Quer dizer que se o Requião pode sacanear os professores o Beto também pode?

    As eleições fazem as pessoas emburrecerem e escreverem os comentários mais esdrúxulos para tentarem justificar seu voto.

  3. Deco
    terça-feira, 15 de julho de 2008 – 19:03 hs

    Seria interessante a Boneca Barbi, incluir em seu roteiro, uma paradinha na sede central dos correios(João Negrão), onde há mais de duas semanas existem milhares de trabalhadores de braços cruzados, pois trabalham em condições péssimas, foram prometidas mudanças pelo governo federal e até agora nada!
    Quem sabe ela não descubra muitas irregularidades e possa auxiliar está classe de trabalhadores e a população que tem sido muito prejudicada pela paralização dos correios! “Atenção Carteiros Barbi está indo”!

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