Dois corpos estendidos na calçada. O que explica a escalada de violência? | Fábio Campana

Dois corpos estendidos na calçada. O que explica a escalada de violência?

Detalhe de óleo sobre tela de Francisco Goya: El tres de mayo de 1808 en Madrid (1814)

Há pouco foi encontrado o corpo nu de uma moça em Almirante Tamandaré. Foi estuprada antes de ser assassinada. Ali perto a polícia descobriu uma ossada. Pela manhã, dois rapazes foram mortos.

Que sociedade é a nossa que todos os dias nos reserva uma cena de horror como a de ontem á noite? Provável assassinato seguido de suicídio. Dois corpos na calçada. Um casal de seus 30 anos morto. No apartamento, um menino de quatro anos dizia esperar os pais para dormir?

Tem sido assim o noticiário diário de Curitiba. Moça decapitada em Colombo. Criança encontrada morta no aterro da Cachimba. Vinte e seis assassinatos, em média, todos os fins de semana em Curitiba e Região Metropolitana.

A droga? O tráfico? A falta de polícia? A verdade é que vivemos numa sociedade violenta e esse vai ser o tema principal da campanha eleitoral deste ano. Dê a sua opinião.


2 comentários

  1. jango
    quinta-feira, 24 de julho de 2008 – 19:08 hs

    Fabio (se me permite) e blogueiros:

    A sociedade merece tudo isto, porque não se organiza, não procura votar nas pessoas de bem, não cobra de seus candidatos uma atitude consentânea com os princípios da ética, do trabalho e do mérito, que em cada família, por certo é apregoada no dia a dia. Um governante de ocasião dá o supremo exemplo de nepotismo, com o compadrio de todos os poderes públicos e, salvo exceções de praxe, nenhuma reação adequada se produz. As ditas autoridades de controle público dão o extremado exemplo no Estado de que, salvo em alguns casos, “nada é investigado, ninguém é punido”, conforme recentemente sintetizou laconicamente o deputado Gustavo Fruet. As organizações da sociedade (civis ou de classe) estão totalmente insossas, anódinas e inodoras frente a este quadro dantesco. Esperar que o comum do povo possa reagir de alguma, sozinho ou em grupelho, é inviável. E os ocupantes dos poderes sabem disso e então fazem o que bem entendem na apropriação dos bens e das benesses públicas e deixam o rebotalho da violência para a sociedade. Estamos mal e não estamos reagindo. Seremos cúmplices. Não poderemos reclamar depois. Mas, como na fábula, do incêndio na floresta, existem alguns beija-flores fazendo a sua parte. Faltam os leões entrarem na luta.

  2. Orquídea
    quinta-feira, 24 de julho de 2008 – 19:17 hs

    Disse tudo Jango!

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