Barbárie contra quilombolas em Dr. Ulysses | Fábio Campana

Barbárie contra quilombolas em Dr. Ulysses

Dr. Ulysses, distante 96 km de Curitiba, foi cenário esta noite de barbárie cometida por jagunços em comunidade de quilombolas. Eles invadiram o povoado de Quilombo do Varjeão, queimaram casas e ameaçaram os moradores.

Há interesses de empresas que exploram reflorestamento de pinus na área. os líderes do Quilombo suspeitam de conivência da Polícia Militar com as milicias privadas que procuram expulsar os quilombolas.


7 comentários

  1. Iran Batistela
    sexta-feira, 18 de julho de 2008 – 23:26 hs

    Pronto, os amigos do Ro$$oni agora querem expulsar todo mundo da cidade. Será que não tem limite a ganância destes madeireiros?

  2. VIOLÊNCIA!
    sábado, 19 de julho de 2008 – 10:02 hs

    Comunidade quilombola sofre atentado no Paraná
    19/07/2008 às 01:41

    Homens encapuzados queimaram três casas da Comunidade do Varzeão, em Doutor Ulysses, na divisa com SP. Justiça concedeu reintegração de posse à madeireira.

    Um grupo de homens encapuzados incendiou na noite desta sexta-feira (18/7) três casas da Comunidade Quilombola do Varzeão, localizada no município de Doutor Ulysses (PR), no Vale do Ribeira, divisa com o Estado de São Paulo.

    O atentado ocorreu por volta das 21 horas. Cerca de vinte pessoas que vivem no local ?entre elas cinco crianças? viram-se obrigadas a se refugiar no mato após o início da ação. Não há informação de feridos.

    Às 23 horas, a Polícia Militar ainda estava a caminho do local. Representantes da Comissão Pastoral da Terra e do Conselho Estadual de Direitos humanos também se dirigiam para a região. Doutor Ulysses está distante cerca de 170 km de Curitiba.

    A titularidade da área é disputada na Justiça pela madeireira Tempo Florestal S/A, por Germene Mallmann e Marjorie Mallmann, que ingressaram com ação de reintegração de posse contra os membros da comunidade quilombola. O processo, de número 134/2008, tramita na Comarca de Cerro Azul.

    Integrante da Comunidade do Varzeão, Laércio Souza, 33, relata que sentiu o cheiro de óleo diesel pouco antes de enxergar as chamas. “Horas antes, eles já haviam aparecido e feito ameaças. Arrebentaram o nosso portão e tocaram fogo nas casas”, conta Laércio, através do seu telefone celular, enquanto estava escondido no matagal, à espera da polícia. “Estamos aterrorizados, entramos mais de 600 metros no meio do mato. Temos medo de morrer.”

    Nesta semana, o juiz de Cerro Azul concedeu o mandado de reintegração de posse da área. Os integrantes da comunidade acusam a PM de ter disparado tiros de pistola calibre ponto 40, na última terça-feira (15/7), quando houve a notificação do mandado.

    “Encontramos três projéteis e três cápsulas deflagradas no local”, informa o advogado Pedro Luiz Mariozi, que representa os quilombolas. “Houve abuso de poder por parte dos policiais que, de arma em punho, acompanhados por seguranças particulares, coagiam e intimidavam os trabalhadores rurais.”

    Na última quinta-feira (17/7), o fato havia sido denunciado à Secretaria de Estado de Segurança e ao Ministério Público do Paraná. Os projéteis e cápsulas foram entregues à assessoria da pasta estadual. O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), membro da Frente Parlamentar da Terra, telefonou esta noite para o secretário Luiz Fernando Delazari, solicitando providências.

    A Constituição Federal assegurara o direito à preservação da cultura e identidade, bem como o direito à titulação das terras ocupadas por comunidades remanescentes de quilombos. O decreto federal 4.887, publicado em 2003, regulamentou o procedimento de identificação e titulação de tais áreas. Existem mais de 3,5 mil comunidades quilombolas mapeadas em todo o Brasil.

    URL:: http://www.drrosinha.com.br

  3. Chico Bracatinga.
    sábado, 19 de julho de 2008 – 13:05 hs

    Que vergonha este aconteceimentos, será que este madeireiros não tem escrpulos mesmo, aqui perto ha 150 km da capaital do Paraná e não é Belem, temos renascer um Chico Mendes, Fábio manda o Dr. Genézio Natividade pra lá como fez naquela época ele esta mais experiente agora.

    Absurdo estes madeireiros patraozada safada

    Porque não invadem e não colocam fogo na Fazendinha do Samek é perto em Cêrro Azul para ver se a Segurança da Itaipu Funciona

  4. Joao Guilherme Duda
    segunda-feira, 21 de julho de 2008 – 14:48 hs

    Alguém consultou os advogados das reflorestadoras? Como pode um quilombo ser proprietário ou ter posse de pinus plantado há 25 anos, em projeto? O furto de madeira é incontroverso, já os fatos do cumprimento da ordem, são apenas uma das versões. Há que se verificar os ilícitos de ambas as partes.

  5. Manoel Pereira Tortelli
    terça-feira, 11 de maio de 2010 – 18:07 hs

    CARO JOÃO GUILHERME DUDA,PENA QUE VC NÃO TEM PARENTES NESTE QUILOMBO,PENA QUE NÃO TEM ESPIRITO SOLIDARIO OU CRISTÃO,HA MAIS DE CEM ANOS EXISTE ESTA GENTE LA,A TRINTA INVADIRAM(ESBULHARAM)
    OS QUILOMBOLAS ESTAS EMPRESAS QUE VC DEFENDE E O MAIS AGRAVANTE FOI O GOLPE QUE AS EMPRESAS DERAM NO IBDF,HOJE IBAMA,BANCO DO BRASIL, FINSET,CONIVENCIA DAS AUTORIDADES AMBIENTAIS E JUDICIAIS,FUNDIARIA E POLITICA,HOJE SE FAZ JUSTIÇA,SE INFORME MELHOR SOBRE OS FURTOS,MORTES,DEGRADAÇÃO AMBIENTAL,SONEGAÇÃO FISCAL ETC…. VEJA O QUE ACONTECEU NESTA REGIÃO ANOS ANTERIORES E VEJA AGORA CARO CIDADÃO PROFESSOR DE DEUS.

  6. sexta-feira, 16 de setembro de 2011 – 23:47 hs

    sou uma das netas meu avou morreu lutados por esta terras moro no ouro verde tem dia falta ate dinhero pra compra o que meus filho presiza emquanto as madereira ganha milhos nas terras dos nossos bizavo meuavo sempre contava para nos as istoria ele fava pra ver este caminhoes cheio de madeira que gerou de nossas terra e eu senter um centavo no bolso mais um dia nos imos ganhar na justicia ele morreu e nao viu isto acontecer nos eu nunca corri de atras diço porque eu sei que nunca vai dar em nada eu nao tenho dinhero pra pagar advogado

  7. maria aparecida kappke
    quarta-feira, 7 de junho de 2017 – 17:59 hs

    eu sou neta de Tiburcio pereira de Souza ja faz muitos ano que estamos lutando por nossos direito como neta de José pereira de Souza ja até perdi a esperança de um dia termos essas terra de volta para trabalhar com nossos filho será que vamos ter esse direito de voltar ..

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