A sinuca de bico da inflação | Fábio Campana

A sinuca de bico da inflação

Do Luis Nassif

A demora do Banco Central em baixar os juros, quando podia, em segurar o câmbio, enquanto dava tempo, levou a isso: não pode baixar os juros, agora, senão as expectativas disparam; com juros altos, não haverá como evitar nova rodada de apreciação do real (a não ser que a crise internacional recrudesça mais cedo e influencie as cotações por aqui); com mais apreciação, aumentará o déficit nas transações correntes; e a crise internacional tornará cada vez mais difícil o financiamento dos emergentes.

Era de uma obviedade cristalina que até agora o Brasil tinha surfado sobre a crise internacional porque as contas externas estavam no azul, por influência das cotações internacionais de commodities. Para jogá-la no vermelho, mesmo com as cotações ainda elevadas, foi necessário um trabalho pertinaz de cinco anos do Banco Central.

Repito: assim como o câmbio matou o legado de FHC, o câmbio poderá fazer a era Lula terminar de forma melancólica.


Um comentário

  1. Vigilante do Portão
    sábado, 5 de julho de 2008 – 9:40 hs

    Também, com o “inteligente” Mantega no comando do Ministério da Fazenda, podemos esperar um desastre. O cara não sabe distingüir inflação de custos e inflação de demanda.
    às escondidas (agora mais abertamente) chamam sempre o Delfim Neto, para dar conselhos ao ministro e sua equipe. Só por Deus, leiam as declarações do Lula e sua turma sobre o Delfim feitas na década de 1.970. Para rimar: é o fim. KKK

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