Pedágio estrangula a economia, diz Romanelli | Fábio Campana

Pedágio estrangula a economia, diz Romanelli

Os setores da agropecuária e de fretes são os mais penalizados pelo pedágio, disse hoje o deputado Luiz Cláudio Romanelli, do PMDB, líder do Governo na Assembléia.

Romanelli reapresentou estudo da Ocepar que mostra que o valor dos produtos agropecuários é baixo em comparação ao setor industrial. “Em conseqüência, o custo do pedágio representa um alto percentual do valor do produto”, diz o estudo.

“O pedágio está estrangulando a economia do Estado. Os usuários buscam caminhos alternativos. O pedágio no Paraná não é solução, é problema”, disse o deputado.


Os setores da agropecuária e de fretes são os mais penalizados pelo pedágio, disse nesta terça-feira (3) o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), líder do Governo na Assembléia Legislativa. Romanelli apresentou novamente dados do estudo da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná). Ele aponta que o valor específico dos produtos agropecuários é baixo comparativamente ao setor industrial. “Em conseqüência, o custo do pedágio representa um alto percentual do valor do produto”, diz o estudo. “O pedágio está estrangulando a economia do estado. Os usuários estão buscando caminhos alternativos. O pedágio no Paraná não é solução, é problema”, completa Romanelli.

Segundo o estudo – O Impacto do Pedágio no Transporte de Grãos e Insumos no Estado do Paraná – o custo do frete chega a 40% para os caminhoneiros que retornam ao interior sem carga, de acordo com levantamentos realizados com operadores de transporte das regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste do Estado. “As estradas melhoraram, mas não reduziram o custo do frete e quem acaba arcando com os custos é em última análise o produtor”, afirmou Nelson Costa, superintendente da Ocepar.

O custo do pedágio entre Foz do Iguaçu e o Porto de Paranaguá torna o milho 8,28% mais caro. Para o calcário, o pedágio representa 40,60% do valor quando transportado de Almirante Tamandaré a Cascavel. “A economia sofre demais com o pedágio, pois seus custos incidem em toda a cadeia produtiva”, disse o primeiro vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná, Valmor Weiss.

Segundo Nelson Costa, da Ocepar, “a taxa interna de retorno (TIR) para as concessionárias das praças de pedágio foi elevada para 22%, quando antes era de 16%. Uma lucratividade desse tipo é extremamente alta. É um contrato leonino contra o estado e estamos perdendo a competitividade frente aos concorrentes em termos de mercado mundial”. A Ocepar realizou diversas reuniões com as concessionárias para reduzir os custos do pedágio, mas não obteve nenhum resultado.

O coordenador do Fórum Popular contra o Pedágio, Acir Mezzadri, disse que o pedágio não veio por acaso. “Ele foi dado de mão beijada para a iniciativa privada, para amigos e financiadores de campanha. Depois que uma malha enorme de estradas estava construída, paga com recursos da população, as empreiteiras, que se transformaram nas atuais concessionárias, bolaram o melhor negócio do mundo, defendendo a privatização das estradas e sendo beneficiadas com a sua exploração”, lembrou.


2 comentários

  1. Abadia
    quarta-feira, 4 de junho de 2008 – 8:45 hs

    Como é chata a burrice não-criativa: os burros criativos sempre nos surpreendem com novidades estúpidas; os burros repetitivos apenas nos entediam. Até para a burrice existem os inaptos.

  2. jango
    quarta-feira, 4 de junho de 2008 – 16:39 hs

    O deputado fura-catraca está equivocado mais uma vez. E as “estradas da liberdade” não iam resolver o problema do produtor ?
    O problema no Paraná não é o pedágio, é a solução que é o problema. Soluções desastradas até agora exercidas pelo governo. E não somos nós que dizemos isso. Foi a própria Dra. Jozélia Nogueira, ex-chefe jurídica do Estado, humilhada e demitida pelo governador, que após a saída do governo, declarou que em relação ao pedágio, o governador não demonstra real interesse na negociação para baixar as tarifas, conforme notícia acima nesta coluna..
    O estrangulamento virá, não pelo pedágio, mas pelo passivo das ações judiciais perdidas contra o pedágio, que assoma a casa de milhões de prejuízo ao erário público. Aí ncluídos os prejuízos causados pelo deputado fura-catraca.
    E as ditas autoridades de controle público nada querem apurar quanto a responsabilidade por esta aventura judiciária sem precedentes no Estado.
    O mote eleitoreiro da campanha requiônica “o pedágio abaixa ou acaba” hoje transformou-se em “o pedágio fica e o povo paga o passivo das ações judiciais perdidas e ainda o pedágio com todos os seus aumentos”.

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