O dia em que perdemos o complexo de vira lata | Fábio Campana

O dia em que perdemos o complexo de vira lata

Nelson Rodrigues diz que nós, brasileiros, perdemos o complexo de vira-lata quando vencemos a Copa do mundo na Suécia em 1958. Faz sentido. Eu tinha onze anos, morava em Foz do Iguaçu e lembro do som rascante do rádio capelinha, a tensão e a explosão de alegria e orgulho pátrio no final da partida.

Lembro também que a população se dirigiu para a beira do rio Iguaçu, para comemorar o feito diante dos argentinos do outro lado do rio. Lembro que foi dessa vez que o futebol passou da diversão nos campinhos para a condição de referência de algo maior, muito maior, que tinha a ver com o próprio sentimento de ser parte de um coletividade, enfim, vitoriosa e reconhecida. Ao menos, no futebol.

Ouvi a Copa de 58 pelo rádio. Vi cenas das partidas depois nos noticiários cinematográficos. Hoje, podemos ver a partida completa em que vencemos a Suécia na final, graças aos suecos, que colocam à disposição de todos um site com o jogo completo para que possamos ver a gênese de nossa melhor característica nos campos e fora deles.

Para ver o jogo da final de 58 clique aqui.


2 comentários

  1. jango
    domingo, 29 de junho de 2008 – 19:43 hs

    Obrigado, Fabio.
    Este filme é sensacional. Nunca tinha visto. O jogo aparece de perto com todos os detalhes e boa qualidade. Depois do primeiro gol sueco, só deu Brasil; foram cinco ai,ai,ai e dois oi, oi do locutor sueco (isso a gente entendeu). Agora podemos casar aquelas transmissões antológicas nas ondas do rádio de Pedro Luis e Edson Leite, aumentando e diminuindo em nossos ouvidos, com os lances do jogo. Show de bola e show dos suecos como povo.

  2. Marta Bellini
    segunda-feira, 30 de junho de 2008 – 11:16 hs

    BOM!

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*