Mazza comenta o preço da democracia nativa | Fábio Campana

Mazza comenta o preço da democracia nativa


“A democracia tem um preço”, disse o vereador Jorge Bernardi, ao justificar o aumento de salários de vereadores.

“Pelo visto, em Curitiba ela custa muito caro”, observou o Luís Geraldo Mazza, que em sua coluna de amanhã traça outros comentários sobre a democracia nativa, seu preço e seus personagens.


4 comentários

  1. Deputado Federal
    sexta-feira, 27 de junho de 2008 – 16:19 hs

    Mazza hoje um trabalhador ganha R$ 2.95 hora trabalhada, os deputados Federais por exemplo R$100,00 a hora trabalhada, a distancia e tão disproporcional que é uma vergonha.
    O salário de um deputado Federal passa de R$102.300,00 com verbas de gabinetes e tudo, só no ano passado foram mais de R$2,3 bilhões para pagamentos de salários na camara federal.
    Análisar como isso meu amigo.
    Eles não tem remorço.
    São inescrupulosos.
    Esse é o preço ja pago pela nossa democracia, sujam ela todos os dias.
    Ti ouço sempre na CBN 90.1 FM
    Abraços

  2. jango
    sexta-feira, 27 de junho de 2008 – 17:06 hs

    Mazza e outros jornalistas do Estado (como você, Fabio) vem informando a sociedade a respeito deste “preço” de conviver com a democracia. Na verdade, a contabilidade que o povo tem que fazer (e aí os jornalistas deveriam entrar nesta seara) é o custo do voto. Vejam Curitiba. Os edis deveriam ser recompensados nas próximas eleições com o voto “zero neles”. O desempenho da Câmara nesta legislatura foi pífio – pois então vamos pifá-los. A hora do próximo voto é a hora do povo exigir decência e respeito ao seus mandatários. O povo não acha dinheiro no chão para pagar estes oportunistas, com as exceções de praxe, poucas. Vejam agora o Estado. A lista de irregularidades é imensa e as denúncias graves, senão gravíssimas. E as ditas autoridades de controle público (Tribunal de Contas, parlamentares, Ministério Público e inclusive Tribunal de Justiça) nada – nada absolutamente – apuraram e/ou concluiram. Pelo menos nada se sabe. O passivo produzido pelos atos temerários e irregulares do governo estadual são motivo de preocupação manifestado à farta pela mídia. O deputado federal Fruet, ontem, no seu pronunciamento, obtemperou: “Nada é investigado, ninguém é punido.” É a anomia em estado puro. Somente o passivo das ações perdidas contra o pedágio assoma a casa do bilhão, segundo noticiado. É a maior aventura judiciária já perpetrada pelo Estado contra o Estado, numa causa perdida, pois a Justiça vem repelindo sistematicamente os intentos. Nada é apurado, ninguém é responsabilizado. A Procuradora do Estado demitida manifestou publicamente a preocupação com este assunto. Quem orientou o governo nesta aventura ou os procuradores sucumbiram ao comando do governador ? O passivo aí está, e está crescendo, sem contar os juros ! Este o preço da democracia ou este é o custo do voto das últimas eleições ? Ou ainda é o ônus da inoperância das ditas autoridades de controle público estaduais ? Porque cheias de prerrogativas, os mais régios salários pagos pelo povo e calhamaços de leis e normas para atuar em defesa do interesse público nada apuram, nada concluem, nenhuma satisfação dão à sociedade relativamente às denúncias públicas de irregularidades manifestadas pelos meios de comunicação. É o erário público que está sendo comprometido. Por acaso temos educação, saúde e segurança de qualidade no Estado ? Os percentuais do erário público para educação e saúde sequer foram atendidos pelo governo de plantão ! A canalhice é da imprensa que denuncia ou das ditas autoridades que não apuram e/ou não dão satisfação à sociedade ? Este é a contabilidade que a sociedade e o povo em geral deve urgentemente fazer, porque é o erário público – feito com o dinheiro suado do povo – que vai pagar todos este passivo, não já, mas quando os responsáveis (agora não enquadrados) já estiverem bem longe. Esta é a contabilidade que deveria ser informada e trabalhada junto à população. Pois, parafraseando o sempre atual Brecht, da falta desta contabilidade do custo do voto, do voto de cada um do povo, é que “..nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
    pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.”

  3. Chrystian
    sexta-feira, 27 de junho de 2008 – 18:32 hs

    VAI PRA CASA BERNARDI

  4. Silva
    sexta-feira, 27 de junho de 2008 – 20:54 hs

    … nominem esses vereadores que mais uma vez legislaram em causa própria !

    Os eleitores curitibanos merecem saber e não podem incorrer no êrro de reelegê-los, para que usufruam de tamanha “mamata”.

    Se votaram esse aumento abusivo de seus salários, é porque a maioria possui alguma certeza na reeleição !

    Enquanto isso …. as ruas dos bairros da periferia estão cheias de buracos; os postos de saúde estão lotados; os ônibus são verdadeiras “latas de sardinha”; faltam vagas nas creches; as entidades de assistência social que fazem trabalho heróico, vivem à mingua; a população mais pobre continua sem quaisquer tipo de assistência do poder público municipal; a maioria dos jovens, especialmente aqueles da periferia, continuam sem alternativas de recreação, lazer, cultura e profissional; a cidade permanece quase caótica, com a falta de planejamento e aumento dos veículos; e tantas outras demandas econômicas e sociais …

    Cadê os nomes destes negociantes das causas do povo e da cidade ?

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