Governo federal vai dragar o porto de Paranguá | Fábio Campana

Governo federal vai dragar o porto de Paranguá

Os empresários paranaenses estão aliviados. O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito Nascimento, anunciou hoje que o governo federal vai realizar a dragagem de aprofundamento do Porto de Paranaguá, que deverá ter um calado permanente de 15 metros.

Isso pode por fim à teimosa disposição do governo Requião, que se recusa a realizar a dragagem por motivos obscuros, o que estava levando o porto ao desastre. O superintendente Eduardo Requião, irmão do governador, é contra a iniciativa reparadora do governo federal.

Segundo o ministro Brito Nascimento, o projeto da dragagem foi antecipado e incluído no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). O compromisso com a obra foi assumido durante reunião com empresários paranaenses, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio de seus Conselhos Temáticos de Infra-Estrutura e Comércio Exterior.

“Vamos, juntamente com o governo do estado e a Fiep trabalhar as licenças ambientais da dragagem. Assim que elas estiverem liberadas, vamos licitar a obra”, afirmou o ministro. Brito apresentou aos industriais detalhes do Programa de Desenvolvimento do Setor Portuário Nacional, que destaca a necessidade de ampliação da profundidade do Canal da Galheta, que deverá ficar com a mesma dimensão do calado do Porto de Santos, maior porto brasileiro. “O que discutimos foi como antecipar essa dragagem inicial ainda para este ano”, disse o ministro.

Nascimento afirmou que a dragagem de emergência de Paranaguá precisa ter “início imediato”. “Paranaguá precisa ter uma dragagem permanente”, disse. “O Paraná é um estado eficiente economicamente e que não pode ser afetado por problemas de logística”, declarou aos empresários. “Tenho certeza absoluta de que o governo do estado e a superintendência do Porto querem Paranaguá como um dos melhores portos do Brasil”, afirmou. Ele destacou ainda que existem poucas dragas disponíveis no mundo.

Para o coordenador do Conselho Temático de Infra-estrutura da Fiep, Paulo Ceschin, a relação entre o empresariado do setor e o Porto de Paranaguá é “bastante profícuo”: “Temos uma nova diretoria de relações com o mercado e estamos aguardando uma visita semana que vem para sistematizar o diálogo”, afirmou. Na opinião do coordenador do Conselho Temático de Comércio Exterior da entidade, Ardisson Akel, “não há interesse em polemizar problemas em nível de político, mas dar condições para viabilizar soluções para o porto”. “Queremos uma estrutura rápida e eficiente. Temos que melhorar a infra-estrutura do Brasil e sabemos da carência do país e da necessidade de investimentos no setor”, afirmou Ceschin.


Um comentário

  1. caio brandao
    sexta-feira, 20 de junho de 2008 – 9:50 hs

    Para o Eduardo a dragagem é o calcanhar de Aquiles. No geral sua gestão supera, em muito, a administração dos seus antecessores. Ficou, entretanto, até hoje, o calo da dragagem. A briga parece que ancorou na questão do preço que, segundo o Eduardo, estaria muito além do razoável e ensejaria graves indícios de conlúio. Agora, contudo, com a disposição de Brasília de entrar no páreo, fica mais fácil. Se Eduardo for esperto e conseguir convencer o irmão, Brasília faz a dragagem e assume qualquer sobrepreço e algum eventual escândalo decorrente da licitação, ou da contratação direta. Contudo, Eduardo terá que pegar uma carona elegante nessa estória, firmando um convênio ou algo do gênero, além de ficar com alguma atribuição que não lhe traga responsabilidade futura. Logo, o melhor é não implicar com a solução e ficar, de camarote, assistindo a draga encalhada trabalhar.

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