Usina de Mauá pode provocar terremoto, diz Barbosa Neto | Fábio Campana

Usina de Mauá pode provocar terremoto, diz Barbosa Neto

Ao lembrar do dia da abertura da III Conferência Nacional do Meio Ambiente, o deputado federal Barbosa Neto, do PDT, enfatizou no plenário da Câmara dos Deputados sobre o inicio iminente das obras de construção da Usina Mauá, no Paraná, ao longo do rio Tibagi.

Alertando sobre o sério impacto ambiental que a barragem terá no Paraná, o parlamentar pedetista destacou: “O Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (IGC/UFMG) alertou que uma das falhas geológicas no território brasileiro está localizado próxima à região onde está projetada a construção da Usina Mauá”.

No entender de Barbosa Neto, esta afirmação já seria o suficiente para proibir a obra. “A bacia do rio Tibagi encontra-se em terras pertencentes às etnias indígenas Caigangue e Guarani, possui enorme biodiversidade e é uma área prioritária de conservação do Ministério do Meio Ambiente”, diz ele.

O governo federal precisa suspender esta obra para garantir que o nosso meio ambiente tenha o respeito garantido pela legislação, adianta o deputado. Em seu pronunciamento, Barbosa Neto lembrou que os pareceres para a construção da Usina não atendem a todos os critérios da legislação ambiental brasileira.


Um comentário

  1. jango
    quinta-feira, 8 de maio de 2008 – 17:09 hs

    A administração pública estadual e ambiental teve nos idos de 1986/92 o maior e melhor programa de capacitação técnica para analise e elaboração de estudos ambientais já implantados no país. Era o PIAB-Programa de Impactos Ambientais de Barragens, patrocinado pela organização alemã GTZ-Geselschaft fur Technische Zuzamenarbeit. Foi desenvolvido justamente para atender esta demanda de construção de barragens no Estado, à vista da riqueza hídrica existente no território. Ocorre que prevaleceu quase sempre a vertente energética em detrimento de aplicação dos estudos ambientais como instrumento para o planejamento do desenvolvimento sustentável do Estado. E será assim até quando o meio ambiente deixe de ser apêndice dos interesses chamados “desenvolvimentistas”, aos quais não importa muito terremotos e outros impactos físicos, biológicos ou sócio-econômicos desde que se faça a obra. O futuro a Deus pertence; o presente aos governantes que liberam empreendimentos ao arrepio dos princípios ambientais, tais como o da precaução e da prevenção.

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