UBS Pactual no bico do corvo. E a Paraná Previdência? | Fábio Campana

UBS Pactual no bico do corvo. E a Paraná Previdência?

Mário Lobo FilhoHoje, 14h00, reunião do Conselho Diretor da Paraná Previdência. O tema principal será a situação do banco UBS Pactual, embora este assunto não conste da pauta oficial. Acontece que a Paraná Previdência investiu R$ 50 milhões no banco que está à beira da concordata.

A situação do UBS Pactual é assim terrível porque foi um dos bancos europeus mais atingidos pela quebra do mercado imobiliário americano.

Para tentar salvar o banco na Europa foi acertado um fundo do governo de Singapura e um único investidor do Oriente Médio que ainda não foi identificado.

No fim do ano passado a Operação Kaspar 2, da Polícia Federal, prendeu executivos do UBS no Rio de Janeiro por aplicação de R$ 1 bi sonegado no Brasil.

Mas tudo vai bem, no melhor dos mundos, assegura o Diretor Financeiro Mário Lobo Filho (foto).

Leias matérias de 2006 sobre a compra do Pactual pelo UBS e sobre a prisão de seus diretores. clique no

09/05/2006 – 09h13
Banco suíço UBS compra brasileiro Pactual por US$ 2,6 bilhões
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da Folha Online

O banco suíço UBS comprou o brasileiro Banco Pactual por cerca de US$ 2,6 bilhões. O UBS vai pagar US$ 1 bilhão à vista e cerca de US$ 1,6 bilhão em cinco anos “dependendo da performance” do banco brasileiro, informaram os suíços em comunicado.

O Pactual era o último grande banco de investimento de capital nacional no país. Esse tipo de banco é responsável por emissões de títulos de dívida e ações no Brasil e no exterior e ajudam empresas e governos a captar recursos, entre outras atividades.

O banco Goldman Sachs chegou a negociar a aquisição de parte das ações do Pactual no ano passado, mas não houve acordo entre as partes.

A aquisição pelo UBS acontece em um momento de mercado aquecido para os bancos de investimento. Com o otimismo dos investidores em relação ao mercado brasileiro, que levaram a Bovespa a bater seguidos recordes neste ano, mais empresas têm feito oferta de ações.

Além disso, com as oscilações do dólar verificadas nos últimos anos, empresas têm optado por lançar títulos de dívida no mercado interno para financiar projetos, um movimento que favorece os bancos de investimento instalados no país.

No comunicado, o UBS informou que “a entidade que irá surgir da combinação será um marco nas operações do UBS no Brasil e um elemento-chave da estratégia do UBS em sua expansão em mercados emergentes”.

O banco suíço informou que o negócio com o Pactual deve ser completado no terceiro trimestre deste ano. Segundo um porta-voz do banco, não há previsão de cortes de empregos devido à aquisição.

A compra do Pactual é a maior aquisição do UBS desde 2000, quando o banco comprou a corretora Paine Webber por US$ 11,8 bilhões.

O banco Pactual foi fundado em 1983 como uma corretora. Hoje atua também com administração de recursos de terceiros, private banking e tesouraria, entre outras atividades. Em seu site, o banco afirma ser especializado em “gestão de risco”.

Executivos de bancos suíços são presos no Brasil
Executivos de bancos suíços estariam envolvidos em evasão fiscal.
Legenda da foto: Executivos de bancos suíços estariam envolvidos em evasão fiscal. (Keystone)

A polícia brasileira prendeu temporariamente 20 pessoas, dentre elas executivos dos bancos suíços UBS e Clariden Leu. Elas são acusadas de intermediar a remessa de recursos ilegais para a Suíça. A operação envolveu 280 policiais.
Porta-vozes dos bancos na Suíça confirmam a detenção dos funcionários, mas se abstém de dar informações. Segundo a polícia brasileira, 1 bilhão de reais teria sido depositado em contas numeradas.
Um inquérito aberto pela polícia brasileira para investigar a remessa ilegal de dinheiro do Brasil ao exterior terminou, na tarde da segunda-feira (6 de novembro), com uma grande operação policial. Contando com a participação de 280 agentes, ela executou, de uma só vez, 44 ordens de busca e apreensão e a detenção de vinte pessoas para cumprimento de mandado de prisão temporária.
A Polícia Federal suspeita que os detidos, 11 empresários, seis doleiros e três funcionários de instituições financeiras da Suíça e Estados Unidos, chegaram a sonegar 1 bilhão de reais (US$ 573,5 milhões) do Brasil. Em várias residências e escritórios, as autoridades apreenderam 6 milhões de reais e 700 mil dólares em espécie.
1 bilhão
Segundo o site veja.com, os funcionários detidos seriam Luc Marc de Pensas, do banco suíço UBS; Magda Maria Malvão Portugal, do americano AIG, e Reto Buzzi, do Clariden Leu, instituição ligada ao Credit Suisse. No Brasil, a polícia revelou que dois suspeitos ainda estariam foragidos, dentre eles o suíço Marc Henry Dizerens, também do UBS.
Para chegar à soma de um bilhão de reais, a Polícia Federal somou os números obtidos na operação executada no início da semana, batizada de Kaspar II, com os de investigações anteriores, a Operação Suíça e Kaspar I. Todas elas investigaram o envio ilegal de dinheiro ao exterior através da prática do chamado “dólar-cabo”. Enquanto que nas operações passadas as autoridades tinham como alvo principal os escritórios de representação no Brasil das instituições financeiras estrangeiras, agora as atividades suspeitas ocorriam no contato direto entre os funcionários estrangeiros e os clientes no Brasil.
“Dólar-cabo”
O “dólar-cabo” é um sistema de compensação entre dois países. Nele, o doleiro deposita somas em dólares em uma conta numerada de bancos suíços. O dinheiro é mantido nos bancos ou pode retornar ao Brasil através de mercadorias subfaturadas, como explicou a Polícia Federal à imprensa. É uma forma de evitar a transferência física de dinheiro entre os dois países.
Os policiais acreditam que os bancos UBS, Clariden e AIG teriam passado a enviar executivos ao Brasil com o objetivo de contatar pessoalmente os clientes. Estes seriam orientados a procurar doleiros que, por sua vez, enviavam fortunas dos empresários brasileiros para contas numeradas na Suíça.
“Os bancos sabem que a remessa de divisas sem o conhecimento do Banco Central é proibida no Brasil, e acredito que estimularam esse tipo de operação”, disse o delegado Ricardo Saadi, responsável pela operação Kaspar II. Segundo ele, representantes dos bancos vinham ao país a cada três meses para visitar clientes. O esquema movimentava 7 milhões de dólares por mês.
Posição dos bancos
Na Suíça e nos Estados Unidos, as instituições financeiras envolvidas no inquérito da Polícia Federal reconheceram a detenção dos seus funcionários, mas se abstiveram de dar mais detalhes.
“Estamos avaliando as informações, mas desconhecemos qualquer atividade ilegal de algum funcionário da AIG”, declarou Chris Winans, porta-voz do banco em Nova Iorque à agência Associated Press.
Já o UBS confirmou apenas que o funcionário detido trabalha realmente na área de administração de fortunas. “Estamos investigando para saber por que ele foi detido durante sua viagem de negócios. No momento, não podemos dar outras informações”, afirmou Rebeca Garcia, assessora de imprensa do UBS em Zurique.
Prisão temporária
As pessoas detidas podem ser acusadas no Brasil de prática de crimes contra a ordem econômica, formação de quadrilha ou bando e crimes contra ordem tributária. A prisão temporária telas foi decretada pelo juiz federal Fausto Martin de Sanctis, da Sexta Vara Criminal Federal de São Paulo, que justificou a medida pelos fortes indícios de crime e para evitar a destruição das provas.
A prisão temporária tem validade de cinco dias e pode ser prorrogada por mais cinco, caso seja solicitada à Justiça. Ela também pode ser convertida em prisão preventiva durante o curso da ação penal. Como informou a Polícia Federal, seus agentes começam agora a analisar os documentos apreendidos.


3 comentários

  1. Sérgio Meyer
    terça-feira, 27 de maio de 2008 – 12:10 hs

    E a viagem do Mariozinho pra Disney? Ainda não apareceu? Quem pagou?

  2. ana regina santos
    terça-feira, 27 de maio de 2008 – 12:54 hs

    MARIOZINHO NA DISNEY – TERIA ALGUEM DO PACTUAL ANDANDO POR LÁ??????????A PROPÓSITO ELE AIN DA É ADVOGADO PARTICULAR DO REQUIÃO????????????????????

  3. Fabiano Castro Rauli
    terça-feira, 27 de maio de 2008 – 13:48 hs

    O Mariozinho foi visto no dia 19/04 embarcando pro exterior. A história toda começa a fechar. Ele esteve na PR Prev nesse período? Tem que perguntar pros outros Diretores. Aprovaram ele ir pra Disney? O que ele foi fazer lá? Embolsar a grana?

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