Os 10% mais ricos detêm 75% da riqueza | Fábio Campana

Os 10% mais ricos detêm 75% da riqueza

Pesquisa realizada pelo IPEA, mostra que apenas 10% da população brasileira detêm 75,4% da riqueza do país. As capitais que mais concentram renda são São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Fica evidente o elevado nível de concentração de renda no país. A pesquisa oferece elementos para o debate sobre a reforma tributária. Segundo Márcio Pochmann, presidente do IPEA, no Brasil há uma má distribuição no que diz respeito ao pagamento de impostos.

O rico paga pouco. O peso da carga tributária incide 44,5% a mais sobre o pobre. Segundo Pochmann, é de extrema importância resolver o problema tributário no país para diminuir as desigualdades sociais. Para saber mais, leia matéria completa. Clique no Leia Mais.

Os 10% mais ricos detêm 75% da riqueza
Por Katia Alves
Karen Camacho
Publicado originalmente Folha online
O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) elaborou um levantamento que aponta as desigualdades no Brasil. Um dos dados mostra que os 10% mais ricos concentram 75,4% da riqueza do país.
Os dados, obtidos pela Folha Online, serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária.
A pesquisa também mostra como é essa concentração em três capitais brasileiras. Em São Paulo, a concentração na mão dos 10% mais ricos é de 73,4%, em Salvador é de 67% e, no Rio, de 62,9%.
Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. “O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto”, afirmou.
Apenas para efeito de comparação, ao final do século 18, os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza no Rio de Janeiro –único dado disponível.
“Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim”, afirma.
A pesquisa do Ipea também mostra o peso da carga tributária entre ricos e pobres, que chegam a pagar até 44,5% mais impostos. Para reduzir as desigualdades, o economista defende que os ricos tenham uma tributação exclusiva.
Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social.
“Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária”, afirmou.
A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.


3 comentários

  1. CLOVIS PENA
    sexta-feira, 16 de maio de 2008 – 6:43 hs

    Melhorou. O assistencialismo e até clientelismo politico observados nos últimos tempos, provocou uma inédita divisão de recursos financeiros do poder central. Educação, alimentos, roupa e remédios para quem não poderia tê-los. Agora incrementando para a moradia e a tecnologia na agricultura. Tudo sob a forma de bolsas e outros subsídios. Até donativos. Ainda há gordura para distribuir. Isto coloca o governo do lado da maioria carente, de maira quase incondicional. Logo, aquele que falar mal do Lula, o iluminado, poderá apanhar na primeira esquina.

  2. CLOVIS PENA
    sexta-feira, 16 de maio de 2008 – 8:04 hs

    CORREÇÃO – POR FAVOR
    Melhorou. O assistencialismo e até clientelismo político observados nos últimos tempos, provocou uma inédita divisão de recursos financeiros do poder central. Educação, alimentos, roupa e remédios para quem não poderia tê-los. Agora incrementando para a moradia e a tecnologia na agricultura. Tudo sob a forma de bolsas e outros subsídios. Até donativos. Ainda há gordura para distribuir. Isto coloca o governo do lado da maioria carente, que o apóia de maneira quase incondicional. Logo, aquele que falar mal do Lula, o iluminado, poderá apanhar na primeira esquina.

  3. Romero
    sexta-feira, 16 de maio de 2008 – 9:30 hs

    Enquanto está realidade histórica perdura o pobre ainda tem de pagar 7 reais no kilo de feijão, ver o arroz subir 141% de jaeniro para cá e ver a carne, a que sempre é de segunda, subir 26% no último ano!

    Será que está é a “bolsa cemitério”?

    Queremo já a prioridade para a segurança alimentar!

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