Em fim de feira, perdeu o respeito | Fábio Campana

Em fim de feira, perdeu o respeito

Requião retorna hoje à Curitiba, depois de mais de 13 horas de vôo. Tempo suficiente para preparar o espírito para os problemas que encontrará por aqui. O mais estrepitoso é o escândalo da Paraná Previdência, que aplicou dinheiro bom da aposentadoria e pensão dos funcionários públicos no UBS Pactual, um banco privado de segunda linha.

Mas isso não é tudo. Vai encarar a rebelião no PMDB contra a candidatura de Carlos Moreira, escolhido por ele para enfrentar o tucano Beto Richa e a petista Gleisi Hoffmann.

Os dois episódios arranham a lataria da autoridade do governador. Afinal, foi ele mesmo quem afirmou por mais de uma vez que no seu governo ninguém aplicaria dinheiro público em banco privado.

Ou seja, Requião diz uma coisa e seus subordinados fazem outra, talvez convencidos de que fazem melhor pelo Estado ou por si mesmos quando desrespeitam as ordens do governador, o que tem certa lógica.

Agora essa coisa de governador perder o respeito de seus subordinados é coisa típica de fim de ciclo, de fim de feira.


4 comentários

  1. José Luiz Malveri
    quinta-feira, 29 de maio de 2008 – 9:46 hs

    Acho que você está confundindo as coisas. Esse ano a eleição é para prefeito e não para governador. Fim de feira é para as administrações municipais.

  2. mario
    quinta-feira, 29 de maio de 2008 – 13:23 hs

    fabio,fabio ,qui prodest ?

    voce sabe que a historia verdadeira não é essa , os investimentos foram em fundo de titulos públicos não no banco eram feitos ha sete anos deram rentabilidade e nunca ofereceram risco , o que Requião proibiu foi aplicações em banca privada , ações e não fundos d i de titulos publicos , forçar a barra não adianta, o Conselho Fiscal da Parana presidido pelo Dr, Nestor Bueno e com representante da Assembleia já aprovou hoje pela manhã todos esses investimentos sem reparos portanto tal factoide já está desmentido

  3. Vigilante do Portão
    quinta-feira, 29 de maio de 2008 – 19:15 hs

    Tolice do Mário, o cerne da proibição do governador sempre foi o de não dar dinheiro para a banco privado. Então somos ingênuos para acreditar que o banco escolhido pelo pessoal do ParanáPrevidência não ganhou nada com a transação? O interessante é saber se sobrou parte do lucro do banco para quem autorizou as aplicações. Além, claro do risco do calote ou da falência, como no caso do Banco Santos; Aquele, no qual o fundo dos funcionários da Copel perdeu uma bolada…

  4. Soático Dantos
    quinta-feira, 29 de maio de 2008 – 23:13 hs

    E Requião insiste em dizer que o seu governo é sério.
    Repita uma mentira tantas vêzes quanto for necessário para que ele se transforme em verdade, é a técnica do governador.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*