DNIT aponta irregularidades na Linha Verde | Fábio Campana

DNIT aponta irregularidades na Linha Verde

O deputado estadual Cleiton Kielse, do PMDB, apresentou na Assembléia o relatório do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes sobre o projeto da Linha Verde.

O parecer reitera a necessidade de mudanças emergenciais no projeto da prefeitura de Curitiba que reestrutura a BR-476, antiga BR-116, no trecho entre o Atuba e o Pinheirinho.

Segundo o deputado, “o relatório é preocupante e faz duras críticas ao projeto da prefeitura de Curitiba.” O documento aponta 43 irregularidades e sugere 53 modificações no projeto, critica a falta de especificações técnicas, de estudos de tráfego, de projetos de contenções, das obras de drenagem e de levantamentos topográficos, dentre outros.

O parlamentar propôs uma união de forças de todos os deputados, estaduais e federais, para que os investimentos para a construção das trincheiras e viadutos sejam feitos em sintonia com o Governo Federal, o Governo Estadual e a Prefeitura de Curitiba. “Tenho certeza que o prefeito Beto Richa terá a humildade para perceber que o projeto possui falhas e que as mudanças não só são necessárias, porém emergenciais. Conversei com o ministro Paulo Bernardo e com o secretário dos Transportes Rogério Tizzot, que garantiram que os investimentos podem ser viabilizados”, afirmou Kielse.

Kielse leu, em plenário, o último parágrafo do documento emitido pela superintendência regional do DNIT. “O projeto proposto não tem viabilidade técnico-econômica, tem problemas técnicos, operacionais, de segurança, de concepção, de desapropriação, de custos, ambientais, de tráfego e de integração, constituindo uma aberração da engenharia, uma ilegalidade e irresponsabilidade pública”.

O deputado reforçou que a inexistência de viadutos, trincheiras e passarelas é apenas um dos pontos-chave que podem transformar a futura Linha Verde no maior caos da história do trânsito do Paraná. “A ampliação das vias, a instalação dos binários e o aumento do fluxo de veículos irá inviabilizar o funcionamento adequado da Linha Verde”, explicou.

O parlamentar aproveitou para rebater a declaração do presidente da Urbs, Paulo Schmidt, que afirmou que o deputado não conhece a frota de ônibus e nem a BR-116. “Infelizmente, ele veio com uma crítica pessoal contra este parlamentar, que nunca fez politicagem em cima da Linha Verde. Fui criticado por afirmar que seriam 180 ônibus circulando na rodovia. Só que o presidente da URBS não deve saber fazer contas, já que não percebe que cada ônibus não faz apenas uma viagem por dia”, esclareceu Kielse.


6 comentários

  1. jango
    quarta-feira, 7 de maio de 2008 – 18:20 hs

    Isto levanta a questão se esta obra importante e impactante foi submetida ao devido procedimento de licenciamento ambiental que, de acordo com a legislação em vigor, implica a oitiva de todos os órgãos e entidades interessados, inclusive, o DNIT, órgão rodoviário federal, fiscalizador de estradas federais, como indica a sigla BR-476, antiga BR-116. Por que só agora vem à baila estas apontadas irregularidades ? São os tambores das eleições que se avizinham ?

  2. jose
    quarta-feira, 7 de maio de 2008 – 23:03 hs

    A superintendência regional do DNIT é a mesma que disse há pouco que temo que o trecho Curitiba-São Paulo não tinha buracos…acreditei…duas rodas e dois pneus com perda total depois, devo acreditar no DNIT?

  3. beto
    quinta-feira, 8 de maio de 2008 – 10:52 hs

    Pelo que esse DNIT andou falando ao longo desses anos sobre a situação da infraestrutura de transportes do Paraná,e se verificarmos a realidade,entendo shr. Deputado, que as irregularidades deverão estar,com certeza,no relatório feito por esse orgão e não no projeto da linha verde.

  4. marluce dias
    quinta-feira, 8 de maio de 2008 – 11:11 hs

    DNIT/O QUE É ISSO? seria interessante saber
    o porque de algumas obras superfluas, agora
    durante a entrega dos trechos para a nova
    concessionária de pedágio – vide trechos
    CURITIBA/SP (muretas???) e CURITIBA/SC
    (muretas e restaurações???).Aliás, porque a
    diferença de pavimento quando se cruza a
    fronteira de SC e SP, será porque o DNIT
    DESSES ESTADOS FUNCIONA!!!

  5. claudiceia Herrero
    quinta-feira, 8 de maio de 2008 – 11:13 hs

    A competência do DNIT se mede pelo estado das rodovias federais, ou pela ponte capivari que desabou por falta de manutenção.

  6. Hamilton Serighelli
    quinta-feira, 8 de maio de 2008 – 11:44 hs

    Confio mais nos técnicos da prefeitura de Curitiba, o denit deve estar com ciúme, porque não teve capacidade de fazer e realizar o projeto

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