CUT e Força Sindical não conseguem parar o transporte coletivo | Fábio Campana

CUT e Força Sindical não conseguem parar o transporte coletivo

A tentativa da CUT e da Força Sindical de envolver motoristas e cobradores de ônibus em favor do protesto nacional pela jornada semanal de 40 horas naufragou por uma simples razão: os motoristas e cobradores de Curitiba têm jornada de 36 horas semanais.

O protesto iniciado na madrugada em frente a cinco garagens de ônibus teve discussão e agressões entre sindicato de motoristas e cobradores e Centrais Sindicais e chegou a desregular horários de ônibus. Mas foi só.


4 comentários

  1. Cajucy Cajuman
    quarta-feira, 28 de maio de 2008 – 12:22 hs

    É lamentável que essas instituições sindicais, parece, perderam a responsabilidade e o respeito pelo cidadão brasileiro. O direito de greve deve ser exercido em última instância, depois de todas as formas de diálogo terem sido esgotadas.

    Mas no Brasil a coisa é diferente. A qualquer momento, de acordo com as conveniências desses senhores, eles param rodovias, ferrovias, transportes públicos de grandes metrópoles causando o caos e atrapalhando a vida de milhões de brasileiros. Muitas vezes, inclusive, desrespeitando até mesmo mandados judiciais, como vem acontecendo nas ferrovias que cortam Carajás.

    Não houve a greve em Curitiba, mas, mesmo assim, os ônibus atrasaram e a população foi prejudicada, mesmo que sem maior gravidade. Mas o empregado precisa bater ponto ao chegar na empresa para não ter o dia de trabalho. Tudo virou instrumento político em que a consciência e o respeito ao cidadão ficaram em segundo lugar.

    A propósito: com as denúncias que vem sendo apuradas pela Polícia Federal no BNDES, contra o deputado Paulo Pereira, o Paulinho da Força – Força Sindical – também dá direito à sociedade organizada e consciente de não apenas cassar o seu mandato, como fazer uma passeata pela moralização também nessa área. Afinal, esses organismos recebem dinheiro da União, que é do cidadão.
    Aliás, o abuso anda demais, principalmente onde a política marca presença.

  2. Zeunir Te Xeira
    quarta-feira, 28 de maio de 2008 – 14:05 hs

    Bem que a CUT poderia paralizar o IATE de U$ 300.000 do Sérgio Butka – Presidente da Força Sindical, lá em Guaratuba.
    Em tempo: Será que o dinheiro gasto na “mobilização” veio da contribuição dos trabalhadores ou do BNDES do Paulinho da Força??

  3. Vigilante do Portão
    quarta-feira, 28 de maio de 2008 – 20:14 hs

    Quando é que as autoridades vão fazer valer o direito das demais pessoas?
    É simples; Temos o direito de livre manifestaçãoX direito de ir e vir.
    No Direito damos o nome de Conflito aparente de normas.
    A solução é dada pela resposta a uma perguntinha: É possível fazer a manifestação SEM obstruir a passagem dos demais? Se a resposta for positiva, já temos a solução.
    Aqueles que insistirem em trancar ruas e estradas, bloquear entradas e saídas de empresas, devem ser retirados à força, se preciso for. Correndo, por conta e risco do manifestante os desdobramentos do bloqueio).Não é tolerável que algumas dezenas de pessoas proíbam milhares de chegar ao trabalho o de retornarem para suas casas.

  4. Geraldo Bonfim
    sábado, 31 de maio de 2008 – 18:40 hs

    Observação: A jornada dos motoristas e cobradores é de “36 horas” apenas em tese. A maior parte faz dois turnos de três horas e fica “de folga”, porém à disposição da empresa, entre um micro turno e outro. Alguns ficam mais de dez horas por dia no batente. Seria bom se o jornalista pudesse apurar a informação.

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