Conselho Diretor da Paraná Previdência reprova investimento no Pactual | Fábio Campana

Conselho Diretor da Paraná Previdência reprova investimento no Pactual

A reunião do Conselho Diretor da Paraná Previdência pegou fogo. Acabou em votação sobre o investimento em fundos de bancos privados, especialmente o do UBS Pactual. Dois diretores permaneceram firmes na defesa do Pactual: Mário Lobo Filho, diretor Financeiro e Eraldo Medeiros, diretor de Previdência.

Foram derrotados pelos votos de José Maria Corrêa, o presidente, Newton Gomes Rocha, diretor de administração, e Francisco Alpendre, diretor jurídico que defendeu a retirada imediata por estar “convencido de que houve malversação de recursos e claros indícios de favorecimento aos bancos privados.”

Mário Lobo Filho reuniu o conselho de investimentos do qual fazem parte José Maria Corrêa e Luís Sechin, presidente do Conselho de Adminiustração para manter os investimentos no Pactual e em outros bancos privados.

Da Alemanha, Requião deu sinais de que não vai admitir a manutenção do investimento no banco UBS Pactual, que diz conhecer de longa data.


9 comentários

  1. Jose Carlos
    terça-feira, 27 de maio de 2008 – 19:35 hs

    Duvido que será desfeito. Luir Ceschin, advogado e procurador do Estado de carreira, já foi chefe da área de precatórios da PGE e assessorou Mello e Silva na comissão dos títulos podres do Senado e é respeitado por este. Se votou a favor é porque já pesou o que Mello e Silva pensa do assunto. O resto deve ser conversa mole p’ra boi dormir.

  2. Este dito!
    terça-feira, 27 de maio de 2008 – 20:31 hs

    O Dito Rasputin, um para o povo e dois para mim, tem o que a declarar?

  3. jango
    terça-feira, 27 de maio de 2008 – 20:45 hs

    O que se vê desse conselho é que é tudo aconselhado ao Keiser do Canguiri – e estão batendo cabeça ?

  4. arlete santos
    terça-feira, 27 de maio de 2008 – 22:08 hs

    ASSUNTO VELHO – quando a lei foi mudada para empregar ‘estranhos’ao serviço público, via romaneli, isso que
    aconteceu já estava escrito, e requião sabe de tudo, pois foi quem mandou…agora vai trocar o zé maria, aquele do diploma de direito…, por um
    desembargador áulico.

  5. arnaldo madeira
    terça-feira, 27 de maio de 2008 – 22:19 hs

    NÃO TEM SURPRESA – a lei foi mudada
    para empregar essa qudrilha – até mesmo parente desse colunista -iniciativa do romanelli. – tudo que está acontecendo requião sabe, porque mandou. – é época de ‘caixinha’ não é mesmo……………….

  6. beto
    quarta-feira, 28 de maio de 2008 – 0:08 hs

    Não foi proibido pelo Baiacu à aplicação de dinheiro público em instituições privadas ? a Paraná Previdência é um fundo previdenciario dos servidores públicos do estado, logo,onde anda o Síndicato dos Servidores Públicos ! estão dormindo, estão achando legal tudo isso !

  7. José Luiz Malveri
    quarta-feira, 28 de maio de 2008 – 9:50 hs

    Ninguém em nenhum lugar da internet onde foi publicada esta estória se deu ao luxo de entrar no site do UBS PACTUAL e pesquisar acerca do Fundo de Investimentos apontado pelo meu amigo Mário Lobo Filho como o destinatário dos recursos da Autarquia. Sendo assim, eu entrei, copiei e colei, para que todos possam ver:

    Parágrafo Primeiro – Para alcançar este objetivo o FUNDO deve atender, cumulativamente, as seguintes
    condições:
    I – no mínimo 80% (oitenta por cento) do seu patrimônio líquido tem que estar representado, isolada e
    cumulativamente, por:
    ( a ) títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil;
    ( b ) títulos e valores mobiliários de renda fixa cujo emissor esteja classificado na categoria baixo risco de
    crédito ou equivalente, com certificação por agência de classificação de risco, localizada no país, podendo,
    eventualmente, atingir o limite de 100% (cem por cento) do patrimônio líquido do FUNDO.
    II – no mínimo 95% (noventa e cinco por cento) do seu patrimônio composto por ativos financeiros de
    forma a acompanhar, direta ou indiretamente, a variação do CDI.
    III – a atuação no mercado de derivativos deve se restringir à realização de operações com o objetivo de
    proteger posições detidas à vista, até o limite dessas.

    Se alguém não entendeu o que isto quer dizer, não sou eu quem vai explicar. Procure um profissional de investimentos da sua confiança e peça que ele te diga. Sugiro até um email para o Mauro Halfeld, da CBN. O que não dá é não saber a mínima a respeito do assunto e querer ficar criticando, como ouvi hoje lá pelas seis e meia da tarde.

    Estando de carro, liguei o rádio e comecei a pular as estações. No exato momento em que passei por uma delas delas, havia uma apresentadora (ou repórter, não sei…) refererindo-se ao nome do Mário. Parei para ouvir do que se tratava e foi então que tive conhecimento da notícia. A quantidade de bobagens que ouvi foi ridícula. Lá pelas tantas ela falava que a Paraná Previdência teria aplicado “em um banco de pequeno porte”. Meu Deus do Céu”!!!! Estamos falando do UBS-Pactual, um dos maiores conglomerados financeiros do mundo!!!! Banco de pequeno porte?? Wittgenstein dizia “os limites do meu mundo são os limites do meu conhecimento”. Ora, de repente essa pessoa nunca ouviu falar em UBS-Pactual e, por conta disso, preferiu rotulá-lo de “banco de pequeno porte”. Fico curioso em saber o que seria então um Daycoval, Pine, Cruzeiro do Sul… Seriam agiotas de canto de quadra?

    Para completar o festival de bobagens, dizia-se ainda que as aplicações eram de alto risco. Vejam bem: ALTO risco!!!!! Como eu não sabia de nada àquele momento, imaginei: a Paraná Previdência deve estar aplicando em um fundo de ações do UBS lastreado em Cosan, Kepler Weber, Varig e outros conhecidos micos do mercado de ações. Mário realmente enlouqueceu, pensei!!! No entanto, entro agora no site do banco e vejo que se trata de um fundo lastreado nos ativos listados no dispositivo copiado e colado do Regulamento.

    Não à toa o investimento no UBS rendeu de forma similar ao que renderia caso a Paraná Previdência tivesse adquirido um título público no Tesouro Direto, apesar da repórter ter dito: “pois é, rendeu, mas poderia não ter rendido”. Mentira!!! O comentário comprova absoluto desconhecimento dos fatos.

    Como exemplo do desconhecimento, aponta-se em um dos comentários acima que a forma de se aplicar em um “papel público” é apenas através de “um banco público”. huahuahuahuahuahuahuahua… Estou sonhando ou é isto mesmo que se quis dizer?? Então o Bradesco ou o Itaú não podem comprar títulos do Tesouro??

    Por fim, uma coisa é ter um PRÉ-conceito negativo em relação a conglomerados financeiros, em especial aos da magnitude de um UBS-Pactual. Cada um tem as suas convicções e isto deve ser respeitado; outra, completamente diferente, é se valer desta idéia e querer dizer que no caso concreto foi feito um “investimento de risco”. Menos, por favor!!! Vão estudar!!!

  8. João da Bola
    quarta-feira, 28 de maio de 2008 – 14:26 hs

    Jornalistas comentam de tudo e as vezes (muitas) não sabem o que estão falando.

    É comum ver esses profissionais serem muito tendenciosos ou quando não ignorantes mesmo…. e vivem defendendo a liberdade de expressão.

    Peço a esses tantos jornalistas de jornais impressos assim como os da rádio ( esse das 6:00) deixarem de confundir liberdade de expressão com libertinagem de expressão.

    Tenho pena dos leigos que acreditam na “verdade” que eles falam e escrevem

  9. Christopher Smith
    sexta-feira, 6 de junho de 2008 – 12:10 hs

    José Maria Correia é um homem sério e mui eficiente, um homem que não fez fortuna e não tem nenhum processo que posse o defamar. Tudo que ele faz é na transparencia e tudo documentado, eu o conheço e posso afirmar.

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