Casamento de conveniência | Fábio Campana

Casamento de conveniência

O Adílson Arantes, jornalista da Banda B, lembra que em outros tempos falava-se muito em casamento de conveniência.

Hoje, quando muito, fala-se na inconveniência do casamento, o que não impede as pessoas de se casarem cada vez mais. Há as que casam até seis ou oito vezes.

Diante do quadro tão ágil dos hábitos sociais contemporâneos, como classificar o comportamento dos nossos políticos e dos seus partidos?

Dir-se-ia que os políticos fazem o que podem.: oscilam entre os casamentos de conveniência, mais freqüentes na área dos governos, e as alianças de circunstâncias que, mal ou bem, estão permitindo a estruturação de alguns blocos para as eleições de outubro.

Os casamentos de conveniência costumam durar o que dura a conveniência: algumas vezes uma vida inteira.

Vejam o quadro político na principal disputa deste ano no Paraná. De um lado, o tucano Beto Richa tenta segurar as alianças que o acompanharam nos últimos anos: o DEM, o PSB, o PDT. Faz esforço para ampliar esse espectro com a atração do PPS.

É um quebra cabeça duro de montar, pois cada qual tem a sua exigência para entrar nesse barco. E, no mais das vezes, as pretensões são idênticas, o que torna impossível contentar a todos.

Neste caso, a moçada dos partidos faz beicinho e coloca dificuldades porque todos querem a vice na chapa do Beto Richa que, por ora, já tem dono. É Luciano Ducci, do PSB, que por isso mesmo é tratado como desafeto pelos demais pretendentes do seu posto.

A moçada bate o pé, faz de conta que não se entrega e até ensaia sair por conta própria nessa aventura, o que muito agradaria o PT de Gleisi Hoffmann. Beto Richa pede paciência. Sabe que é assim, criando dificuldades, que se faz um bom casamento de conveniência, não é mesmo?


Um comentário

  1. CLOVIS PENA
    sábado, 3 de maio de 2008 – 7:49 hs

    Fica tudo mais fácil quando todos estão na base da pirâmede. Tem lugar para acomodar todos os mais ambiciosos, influentes e poderosos. TC, bancos, secretarias, empresas, conselhos e etc. Neste espaço, reina a harmonia. Mas, lá no topo cabe só um. Desta forma, no tal casamento de conveniência, alguns sabem desde logo que serão “usados”. Nem a esposa (primeira dama) sobe junto. Lá na frente serão no máximo amigos do rei. E eu? Eis o dilema. Primeiro meus bens. Depois meu bem!

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