Assembléia organiza debates sobre preço de fertilizantes | Fábio Campana

Assembléia organiza debates sobre preço de fertilizantes

Em quinze anos, a privatização da Ultrafértil, que era empresa da Petrobras e foi vendida para a norte-americana Bunge, colocou a produção de fertilizantes sob controle de um oligopólio que impõe preços que os produtores rurais consideram escorchantes.

Estudo da ONU mostra que o custo dos fertilizantes é um dos fatores mais importantes para a alta do preço dos alimentos.

Aqui, a Assembléia Legislativa quer organizar debates regionais para discutir o cartel de fertilizantes, o oligopólio multinacional para a busca de soluções. Ao mesmo tempo, corre na Casa um pedido de CPI para investigar a crise no setor.


Um comentário

  1. Modelo dependente!
    terça-feira, 13 de maio de 2008 – 10:01 hs

    Reféns de um modelo antinacional e popular!

    Embora exista no Brasil um grande parque industrial ele é na maior parte multinacional e voltado para o mercado interno, o que implica em saídas permanentes de divisas.

    No grande agronegócio não é diferente, pois 70% da totalidade dos insumos é importada e desde a importação a distribuição está nas mãos de um único conglomerado empresarial, a Bunge.
    Das 8 empresas que controlam os fertilizantes no Brasil 6 delas tem o controle acionário nas mãos deste oligopólio.

    Embora sejamos o quarto maior consumidor de NPK no mundo produzimos internamente apenas 2% da produção global.

    Está cartelização do setor nos destrói com o poder de competição neste mercado, pois torna os nossos preços altos e inviabiliza a nossa produção.

    O centro da produção destes insumos é a Fosfertil, empresa que já foi estatal, pois foi parte da Petrobras, e tal qual a Vale do Rio Doce e outras foi também privatizada em 1992, e hoje está sob o controle da Bunge.
    Desde a privatização os preços destes insumos subiram 300% e um exemplo do que é estarmos reféns desta situação é que em 2.007 o preço médio de um saco de adubo era 45 reais e hoje não sai por menos de 95 reais.

    Em 2007 o lucro da Fosfertil foi de 93% em relação a 2006!

    O custo aqui do concentrado fosfático, essencial para os produtores agrícolas, era de US$ 47,5 em 1993. No início do ano 2000 chegou a US$ 71,3. Nos Estados Unidos, país sede da Bunge, o processo ocorreu ao contrário: de US$ 46,8 (1993) passou para US$ 37,4 (2000).

    Em contrapartida aos nossos agricultores cada vez mais endividados e a todos nós que acabamos por consumir alimentos cada vez mais caros o lucro do grupo Bunge aqui, que também inclui alimentos, foi de R$ 18,2 bilhões em 2006.

    Em uma safra bem colhida, o que não é a constante, o “lucro” do agricultor chega a 20%, mas deste lucroele gasta em torno de 13% ao adquirir insumos para a próxima safra, tendo como resultado somente o pagamento de despesas e não o crescimento.

    Temos que acabar com este oligopólio que nos inviabiliza!

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*