Alvaro Dias recebeu dossiê de aliado de José Dirceu | Fábio Campana

Alvaro Dias recebeu dossiê de aliado de José Dirceu

A perícia feita em seis computadores de funcionários da Casa Civil encontrou no disco rígido de um deles a troca de e-mails que conteria, em anexo, a planilha de 28 páginas com gastos sigilosos do casal FHC.

Os e-mails, segundo reportagem do Jornal Nacional, são de conversa entre José Aparecido Nunes Pires, empregado da Secretária de Controle Interno da Casa Civil, e André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Álvaro Dias (foto) confirmou. Disse que seu assessor recebeu via e-mail o dossiê e que Aparecido seria o culpado pelo vazamento. Inclusive contou que André o autorizou a confirmar a história.

A perícia foi realizada pelo Instituto de Tecnologia da Informação e confirma a existência do dossiê.

Resta saber os desdobramentos dessa descoberta. Inclusive a responsabilidade do senador Alvaro Dias perante seu partido, o PSDB. A PF pediu e obteve prorrogação de 60 dias para concluir as suas investigações. O resultado do inquérito vai ao Ministério Público, a quem cabe tomar as providências judiciais.

Para saber mais, leia o artigo de Jonas de Souza, da Folha de São Paulo


Aliado de Dirceu vazou dossiê anti-FHC do Planalto

Chama-se José Aparecido Nunes Pires o servidor que vazou o dossiê elaborado no Planalto, para colecionar gastos sigilosos de FHC Ruth Cardoso. Ele ocupa o cargo de secretário de Controle Interno da Casa Civil. Foi levado à presidência da República por José Dirceu, o antecessor da ministra Dilma Rousseff.

Deve-se a descoberta ao ITI (Instituto de Tecnologia da Informação), repartição vinculada à Casa Civil. Chegou-se ao nome de José Aparecido a partir da recuperação da memória de um computador usado por ele. Desencavaram-se do disco rígido da máquina mensagem de e-mail que haviam sido apagadas.

Descobriu-se uma troca de mensagens entre José Aparecido, o servidor da Casa Civil, e André Fernandes, assessor de Álvaro Dias (PSDB-PR). Num dos e-mails, datado de 20 de fevereiro de 2008, o funcionário da presidência enviou ao auxiliar do senador tucano a planilha Excell com 28 páginas. Continham os gastos sigilosos de FHC e Ruth.

O relatório do ITI com a identificação do “vazador” José Aparecido foi enviado à comissão de sindicância da Casa Civil e à Polícia Federal, que investigam o caso do dossiê. O servidor confirma ter trocado e-mails com o amigo André Fernandes. Nega, porém, que tenha enviado as planilhas sigilosas numa das mensagens.

O problema é que o senador Álvaro Dias confirma que vieram mesmo de José Aparecido os dados que ganharam as páginas da revista Veja e da Folha. Aportaram em seu gabinete na máquina do assessor. A origem, diz ele, é mesmo o computador do assessor da Casa Civil.

Já não resta dúvida de que, sob Dilma Rousseff, a Casa Civil elaborou um dossiê com informações secretas da gestão tucana de FHC. Sabia-se que a ordem para que os dados fossem colecionados partira de Erenice Guerra, a segunda de Dilma, braço direito da ministra. Sabe-se agora que José Aparecido atravessou o samba.

Resta saber se a necessária punição alcançará apenas a piaba ou se será extensiva aos peixes graúdos. A PF pediu e obteve prorrogação de 60 dias para concluir as suas investigações. O resultado do inquérito vai ao Ministério Público, a quem cabe tomar as providências judiciais.


6 comentários

  1. Jose Carlos
    sexta-feira, 9 de maio de 2008 – 8:59 hs

    Peruca, que já foi motivo de blague nacional pelo colunista José Simão pelos botox e plásticas, agora envergonha a província com essa história muitíssimo esquisita, que cavocou para conseguir segundos de publicidade nacional, o que não consegue com sua atividade parlamentar normal… viva a roça paranaenses e seus jecas…

  2. CLOVIS PENA
    sexta-feira, 9 de maio de 2008 – 9:07 hs

    Aliado de Dirceu! É o que figura nas manchetes dos principais jornais de hoje. A questão da lealdade aos juramentos constitucionais feitos por autoridades, deveria voltar a ser debatida. Deve ser resgatada junto com a questão do mensalão/Valerioduto. Pois, a origem parece que tem protagonistas da mesma época de José Dirceu. Ou aliado, conforme os jornais.
    E, como estamos próximos de eleições, seria oportuno reavivar a questão da ética na politica, nos partidos e no exercício dos mandatos. Estes debates poderíam evidenciar critérios para uma renovação salutar e pedagógica de nossos quadros de representantes. Precisamos de estadistas.

  3. Zucchi
    sexta-feira, 9 de maio de 2008 – 10:17 hs

    Até agora a única prova, inclusive admitida pelo Álvaro, é que ele vazou as informações para imprensa. Esse é o crime que não poderá ficar sem punição. Assim como devem ser punidos aqueles que fizeram chegar às mãos dele. E a nós, especialmente a imprensa, cabe a pergunta: Porque o Álvaro Dias vazou esses dados à imprensa? Quais as intenções dele ao divulgar os gastos do aliado FHC?

  4. Observadora
    sexta-feira, 9 de maio de 2008 – 17:15 hs

    Esse tal “aliado de Dirceu” tá mais para aliado do Álvaro Dias…

  5. barreto
    sábado, 10 de maio de 2008 – 0:05 hs

    o mesmo cavalo que ele usou contra os professores é que ele usara para se mandar , isto se os cavalos nào der um coice no pai

  6. Augustinho Zucchi
    segunda-feira, 12 de maio de 2008 – 14:52 hs

    Prezado jornalista Fábio Campana,
    Em respeito aos leitores do seu blog e de sua coluna informo que os comentários postados neste blog que levam a assinatura Zucchi não são de minha autoria. Lamento que alguém mal-intencionado esteja fazendo uso do meu sobrenome para postar comentários neste espaço. Não sou autor e nem autorizei ninguém a fazer tais comentários.
    Atenciosamente
    Deputado Augustinho Zucchi

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