Na prática, PT e PMDB não se entendem | Fábio Campana

Na prática, PT e PMDB não se entendem

O acordo entre os partidos de centro-esquerda — PT, PMDB, PCdoB, não vai funcionar em todos os municípios, pois em muitos deles PT e PMDB são os grandes adversários.

Um exemplo: em Colombo, a candidata do PMDB, Beti Pavin, poderá ter o apoio dos tucanos contra o prefeito J Camargo, do PSC, que tenta a reeleição e tem a simpatia do PT.

Outro: em Paranaguá, o PT deverá apoiar a reeleição do prefeito José Baka Filho, do PDT. E o virtual candidato do PMDB, o ex-prefeito Roque, também se aproxima dos tucanos.

A situação não é apenas paranaense. As eleições municipais deste ano podem comprometer a grande aposta do presidente Lula para 2010, de unir numa mesma chapa os dois maiores partidos da base aliada: PT e PMDB.

Das 27 capitais do país, petistas e peemedebistas só conseguiram fechar aliança, por enquanto, em quatro: Fortaleza, Vitória, Boa Vista e Rio de Janeiro, sendo que no Rio a aliança em favor do candidato do PT, o deputado Alessandro Molon, sofre sérias resistências da bancada federal do PMDB.

Um levantamento preliminar feito pelo PMDB classifica como crítica a relação entre os partidos em pelo menos 14 capitais: Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, Aracaju, Recife, João Pessoa, Natal, Terezina, São Luís, Manaus, Campo Grande, Porto Velho, Rio Branco e Palmas. Em algumas cidades ainda há possibilidade de negociação, como Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Belém.


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