Estudantes marcam nova passeata pelo passe livre | Fábio Campana

Estudantes marcam nova passeata pelo passe livre

As entidades do movimento estudantil que lutam pela implantação do passe livre em Curitiba divulgaram hoje pela manhã um manifesto aos usuários do transporte coletivo e marcaram nova passeata para o próximo dia 15 de maio. Para ler a íntegra do manifesto clique no link abaixo. “Carta Aberta aos Trabalhadores e Usuários do Transporte Coletivo de Curitiba 1 – A convocação da manifestação pelo passe livre em Curitiba, a partir da estação-tubo central, dos Correios, é um símbolo concreto da união entre trabalhadores, estudantes e os usuários do sistema de transporte coletivo de Curitiba; 2 – Levando em consideração as distâncias de Curitiba em relação a São Paulo ou ao Rio de Janeiro, por exemplo, os usuários curitibanos pagam a tarifa do transporte mais cara do país; 3 – Há gorduras suficientes no preço da tarifa em Curitiba que poderiam ser convertidas no passe livre ou na redução do valor da passagem do ônibus, que beneficiaria todos os pais dos estudantes e os próprios; 4 – É mentira que a gratuidade no transporte aos estudantes elevaria o preço da tarifa para os demais usuários, haja vista que no Rio de Janeiro e em Campo Grande (MS) têm 100% da passagem gratuita e essa política não elevou o custo aos trabalhadores e aos usuários. Nem por isso essas cidades quebraram; 5 – A prefeitura de Curitiba também poderia reverter as multas eletrônicas (pardais), as do “Estar” (estacionamento) e as de infrações no trânsito corriqueiras no financiamento do passe livre. Afinal, a Urbs (empresa gestora do sistema de transporte) precisa ter mais transparência e a sociedade controlar mais o seu funcionamento; 6 – A prefeitura de Curitiba poderia retornar os anúncios publicitários veiculados no mobiliário urbano (ponto de ônibus + perfurado nos veículos) no financiamento do passe livre, aliás, o modelo atual fora criado originalmente para essa finalidade (subsidiar o transporte aos estudantes); 7 – O passe livre é forma mais eficaz de garantir o acesso da juventude aos bancos escolares, evitando a evasão e estimulando a inclusão social por meio da educação; 8 – É fundamental que a sociedade civil organizada articule-se numa associação de usuários com os claros objetivos de realizar o controle social da tarifa e implementar o passe livre universalizado a todos os estudantes curitibanos. Neste sentido, propomos a realização de uma ampla audiência pública na Câmara de Vereadores com a participação da OAB, prefeitura, usuários, Direitos Humanos, trabalhadores, Ministério Público, CNBB, dentre outras entidades e órgãos representativos; 9 – Além de proporcionalmente uma das tarifas mais caras do país, o sistema de transporte coletivo de Curitiba está saturado e não atende mais as necessidades dos usuários. Há excessos de filas, demora dos ônibus e lentidão das linhas. Nos horários de pico, na ida ao trabalho e na volta à casa, o usuário precisa travar uma verdadeira guerra nos terminais para poderem entrar nos coletivos; 10 – É mentira que o presidente da UPES, Rafael Clabonde, um dos líderes das passeatas pelo passe livre, é funcionário do governo estadual. Ele é membro do conselho do controle social, que fiscaliza a aplicação dos recursos do Fundeb e NÃO recebe qualquer remuneração para essa atividade. Clabonde é representante da UPES e NÃO do governo nesse colegiado, como maldosamente noticiou setores da imprensa; e 11 – Por fim, apelamos ao senhor prefeito Beto Richa para que tome a iniciativa do diálogo com os movimentos da sociedade; que adote uma atitude construtiva no sentido de encontrar uma solução para esta justa e histórica reivindicação dos estudantes e dos usuários do sistema de transporte coletivo de Curitiba. Curitiba, 25 de abril de 2008. UNE, UPE, UBES, UPES, UMESC e Grêmios Estudantis.”


6 comentários

  1. Jose Carlos
    sexta-feira, 25 de abril de 2008 – 16:56 hs

    O movimento estudantil, que sempre foi nefelibata, está começando a cair no ridículo, com esta história de passe livre. Porque os estudantes não devem pagar a tarifa? O que eles têm de especial? Então porque não estender esta idiotice aos trabalhadores em geral? Não existe almoço grátis. Os estudantes deveriam protestar por mais vagas no ensino público, melhor qualidade de ensino, professores mais bem remunerados, equipamentos adequados ao ensino do século XXI, utilização massiva de recursos de educação à distância. Esta história de passe livre é coisa da esquerda fuleira da orca de fiar, do carro-de-boi e do arado…. fala sério macacada…

  2. Jose Carlos
    sexta-feira, 25 de abril de 2008 – 16:57 hs

    Em tempo: roca de fiar, bem entendido…

  3. sexta-feira, 25 de abril de 2008 – 18:09 hs

    Concordo plenamente com o José Carlos! No Geral estudante de curitiba já é sinônimo de palhaço. Que gastem esse tempo todo estudando, melhorando e ampliando os conhecimentos e que invistam seus potenciais em algo útil.

  4. Meio passe
    sexta-feira, 25 de abril de 2008 – 18:20 hs

    É justo o meio passe, pois uma grande parte dos estudantes abandona os estudos antes do segundo grau por falta de condições financeiras para estudar, entre elas a dificuldade de locomoção, já que não são todos os bairros que possuem escolas estaduais.

    As dificuldades por qual o Brasil passa em grande parte tem como origem o baixo nível de qualificação escolar do nosso povo já desde a juventude.

    Como também acredito que deveria ser liberada a catraca para os desempregados fora dos horários de pico.

  5. Ralph
    sexta-feira, 25 de abril de 2008 – 20:31 hs

    Se estudante não fosse burro, para que estão estudando? Para sair da burrice, ora pois!!!
    Depois de sair da burrice, formarem-se, etc… vocês voltarão a pagar a tarifa do ônibus. Dãããã!!!

  6. Fãtima
    quinta-feira, 29 de maio de 2008 – 15:00 hs

    “O movimento estudantil, por melhoras na educação e em seus meios correspondentes, deviam de ser um “grito naiconalista”, onde se tem tanta cultura armazenada e pouca utilizada e valorizada por nós. O transporte gratuito a estudantes deveria de ser obrigatóriedade em todo o Brasil, uma vez que ser letrado em nossa Pátria é ser excluido de boas universiades e bons cursos profissionalizantes . Onde o ministério da Educação e Cultura dá somente a “Vara” e não ensina a pescar. A falta de um trabalho sériu voltada ao transporte estrudantil, dificulta na finalização dos cursos, para muitos o estudo se torna pesadelo, ruina e perca de especattiva de um futuro melhor.””…

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