Vai ser na marra? | Fábio Campana

Vai ser na marra?

A Executiva do PMDB nativo se reúne hoje para discutir, entre outros, o tema que azeda o fígado da direção do partido e da famiglia Requião.

Pois a cúpula do partido governista percebeu que há deputados estaduais e federais da legenda que pularam a cerca e passaram a apoiar candidatos de outros times.

A situação irrita candidatos peemedebistas que vão disputar as eleições deste ano. Irrita ainda mais a família Requião, que vê a sua hegemonia se esfacelar neste período de fim de ciclo de Roberto Requião.

O secretário-geral do PMDB do Paraná, João Arruda, que vem a ser sobrinho de Roberto Requião, não esconde o que pensa dessa atitude dos distintos parlamentares do PMDB. Ele é taxativo a respeito do problema. Arruda diz que respeita os deputados e os partidos aliados, garantiu que pretende ouvi-los sobre o assunto e afirmou que deseja manter a relação mais harmônica possível com eles, mas sentenciou: “não vamos deixar que os deputados apóiem candidatos a prefeito que não sejam do PMDB. Não podemos ser reféns de interesses políticos regionais que não ajudam o nosso partido no Estado”.

Segundo ele, o Estatuto do PMDB é bem claro sobre a questão. “O Estatuto diz claramente que o apoio a uma candidatura fora do PMDB pode significar a suspensão ou até a expulsão do partido. E a expulsão gera a perda do mandato do parlamentar”, lembrou.

O sobrinho secretário disse ainda que quer conhecer claramente a posição dos deputados sobre o assunto, mas descartou a possibilidade de uma resolução interna tratando do tema.

“O PMDB é o partido com maior número de prefeituras no Paraná. A legenda elegeu 88 prefeitos nas últimas eleições e, hoje, tem 170. A meta é conquistar o comando de pelo menos 150 cidades paranaenses.


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