1/3 dos alunos de 4ª série sabe o equivalente a aluno da 1ª | Fábio Campana

1/3 dos alunos de 4ª série sabe o equivalente a aluno da 1ª

O Ministério da Educação elabora parâmetros inéditos para dizer o que se deve esperar da criança em cada fase escolar, conta
Lisandra Paraguassú, do jornal Estado de São Paulo. A pesquisa mostra que um terço das crianças brasileiras matriculadas na 4ª série do ensino fundamental não sabe nem sequer o que deveriam ter aprendido ao final do 1º ano de escola.

A conclusão, desta vez, é oficial, e parte de um estudo ainda inédito preparado pelo Instituto de Estatísticas e Pesquisas Educacionais, ligado ao Ministério da Educação, e obtido com exclusividade pelo Estado. Pela primeira vez, o ministério criou parâmetros para dizer objetivamente o que um aluno deve saber em cada nível de escolaridade. A conclusão é que as crianças vão à escola, mas isso está longe de significar que estão aprendendo.

A base do estudo são os resultados da chamada Provinha Brasil, a primeira avaliação de alfabetização feita no País, que começa a ser repassada para os Estados neste mês. Para poder dizer a cada Secretaria de Educação se seus alunos sabem o que deveriam saber ao final da alfabetização, foi criada uma escala com cinco níveis.

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O quarto nível, em que um estudante deve ser capaz de ler textos curtos com vocabulário comum na escola, foi considerado pelo Inep como o ideal para um menino de, normalmente, 8 anos que esteja terminando a 1ª série primária – ou o 2º ano, na nova metodologia do ensino fundamental de nove anos.

A comparação dessa escala com a do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) – a avaliação da 4ª e 8ª séries do fundamental e 3º ano do ensino médio, feita a cada dois anos – mostra que esse quarto nível corresponde de forma muito aproximada à pontuação de 125 a 150.

Porém, na 4ª série (ou, agora, o 5º ano do fundamental), um terço dos estudantes brasileiros avaliados em 2005 não passou desse nível. Se forem consideradas apenas as escolas públicas – descontadas as federais, que costumam puxar as notas para cima -, esse índice ainda fica um pouco pior: 33,3%. Nas redes municipais chega a 35%.

São crianças terminando a 4ª série, prestes a entrar em um mundo escolar ainda mais complexo, e que não conseguem entender o enunciado de uma questão ou mesmo uma historinha mais longa. E essa realidade fica ainda pior quando se olham as diferenças regionais.

Mesmo com melhorias recentes, o Nordeste ainda mantém os piores indicadores: metade das crianças de 4ª série tem nível de 1ª. No Rio Grande do Norte, quase 60% estão nessa situação. Mesmo em São Paulo, o Estado mais rico do País, são 28,7% dos estudantes.

A escala preparada pelo Inep ainda permite calcular qual seria a pontuação ideal de um estudante da 4ª série/5º ano do fundamental: entre 200 e 210 pontos, seguindo a progressão natural do aprendizado.


4 comentários

  1. Desabafo
    domingo, 23 de março de 2008 – 19:55 hs

    Pois é… hoje em dia, algumas pessoas, adoram dizer para os professores que não se encaixam nesta nova maneira de ensinar sem a cobrança da responsabilidade, que os professores são “tradicionais”, e ser tradicional, na educação, é quase dizer que você é incompetente.
    Eu não sei, mas estes pedagogos que seguem sempre a pedagogia mais INOVADORA, a mais CORRETA DE TODOS OS TEMPOS, deveriam ser mais humildes e ver que seus estudos, junto com estas políticas de remendo, só estão prejudicando o futuro do país, nós temos hoje em dia adolescentes que não interessam pela escola, ora, não sejamos hipócritas será que todos nós tinhamos interesse em estudar? Com certeza, não. Estudo requer dedicação, esforço, e a escola não é um palco de circo onde os professores são os palhaços e os alunos vão lá pra rir. Com ceretza também não é um local de tristeza, mas esta cobrança de que o professor deve tornar sua aula atrativa, isso é ridículo! O professor tem a obrigação de ensinar de forma clara e correta sua linha de estudo e para isto o professor deve sempre estudar, se atualizar e ter paciência no momento da explicação. O resto, é o sistema que a própria escola e estes pedagogos adotam para avaliar os alunos, se hoje em dia ‘QUEREM” mostrar à sociedade bons números de aprovação, os professores não conseguem lutar contra a secretaria de educação, e muitas vezes contra seus diretores, que aprovam alunos durante as férias, mesmo sabendo que assim você não está ensinando cidadania e sim que sempre tem alguma maneira de dar um “jeitinho” e que quando este aluno for para o mercado de trabalho, ninguém vai dar um jeitinho se ele não se esforçar. Pois é…hoje em dia passar todos os alunos tem um novo nome, não prejudicar a progressão deste aluno. Muito bem, vocês estão de parabéns, acho que se isto se estender para a as universidades, Deus que nos ajude, porque teremos péssimos médicos e só conseguiremos ajuda fora do Brasil.
    Tomara que não existam muitas Madselvas por aí!!!!!!

  2. jango
    segunda-feira, 24 de março de 2008 – 10:27 hs

    O óbvio ululante é que sem a prioridade das priuoridades na educação não teremos futuro, que está sempre a escapar do “gigante” Brasil devido à pequenez das “mentes” governantes. Os exemplos são conhecidos, sendo talvez o mais flagrante o do Japão: destruido pela guerra, sem território suficiente, pela educação do povo (e trabalho duro também) chegou a potência mundial. Aqui acha-se (o “achismo” grassa) que com bolsa-familia, agora engordada com mais trintão para jovens na idade de votar (sem responsabilidade penal, no entanto), vamos a algum lugar. Vamos continuar correndo atrás do rabo e distanciarmo-nos na rabeira dos países em desenvolvimento. Entre um candidato Buarque que propunha um programa abrangente de educação estimado em 7 bilhões, temos o Lula torrando 10 bilhões para colocar mais trintão na bolsa-familia para ganhar eleição. O futuro que se lixe !

  3. fofoqueira
    quarta-feira, 14 de maio de 2008 – 18:39 hs

    No salão de beleza uma pessoa chegou pra mim e disse:
    _Nossa, porque você não me disse que pra eu colocar minha filha lá colégio estadual do paraná era preciso política?

    _Ué, eu não sabia também, achei que essas novas turmas que abriram, para desbancar os colégios vizinhos fossem para “abraçar” a comunidade!

    _ Não menina, minha filha é atleta e tem nota boa, mas mesmo assim não conseguiu entrar, mas tem uma amiga minha que me disse que dá pra transferir pra lá até junho, porque ela conseguiu pro filho dela que nem tinha tanta nota só com um amigo político, então eu vou dar um jeitinho de falar com um conhecido meu!

    É…é isso que esta pedagoga, que está na direção quer fazer, terminar com as provas classificatórias, argumentando que estes testes são para pessoas com alto poder aquisitivo e por isso são excludentes.
    Pois é senhora Madselva, é assim mesmo, continue com seu discursinho de esquerdinha, e tome atitude destes odiados neo-liberais!
    A senhora é assim mesmo, quem não te conhece, acredita em seus discursos de palestrinhas!

  4. quinta-feira, 27 de novembro de 2008 – 15:04 hs

    estou um pouco aflita com essa prova estou tam bem feliz por ter chegado a 4ª nao acho que é muito facil essa prova mas que tam bem nao é muito dificel irei fazer a prova de matematica na terça feira e a de português na querta feira estou com medo de tirar nota baixa poriso estou estudando muito beijos thal

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