Gleisi quer encarar Beto Richa no segundo turno | Fábio Campana

Gleisi quer encarar Beto Richa no segundo turno

O sonho da moçada da oposição é levar a eleição de Curitiba para o segundo turno. Petistas, requianistas, a esquerda funcionária, a direita esportiva, a ala escocesa, todos querem impedir que Beto Richa se reeleja na primeira rodada.

Daí a alegria da tigrada com o anúncio de Rubens Bueno, do PPS, que jurou em Brasília perante a imagem de Roberto Freire que lá estava em corpo presente, que é candidato a prefeito de Curitiba.

Os estrategistas do PT fizeram as contas. A julgar pelas últimas eleições, Rubens Bueno pode fazer 10% dos votos e não mais que isso para não ameaçar Gleisi Hoffmann.

Os luas pretas de Paulo Bernardo acrescentam outras possibilidades ao sonho do segundo turno. Acreditam que Carlos Simões, do PR, ainda é capaz de arrancar 5% dos votos. Turbinado, diz um marqueteiro, ele pode chegar a 7%. Ratinho Junior pode fazer outros 10%. Fábio Camargo, bem estruturado, chega aos 5%.

Ate aí, são 30% ou pouco mais. Há esperanças de que os candidatos de legendas miúdas, como Ricardo Gomide, do PC do B, e o reitor Carlos Moreira, do PMDB, somados, cheguem a outros 5%.

Para tudo sair como esperam, Gleisi Hoffman terá que fazer em torno de 15% para garantir o segundo turno. Sem descuidar de ser a mais votada entre os opositores de Beto Richa, pois o projeto é levá-la para o duelo final. Cara a cara com o prefeito.

Não é impossível Nada é impossível. Falta combinar com os eleitores. A aritmética petista só funcionará se o prefeito Beto Richa tiver menos de 50% mais um dos votos válidos.

Hoje, segundo todas as pesquisas de opinião, ele tem no mínimo 56% das intenções de voto. Situação invejável que exaspera Requião e famiglia, para quem os estrategistas do PT reservaram a tarefa da vilania. Esperam do Duce muita agressividade e destempero para desgastar o prefeito. É o que a caterva do Canguiri pode oferecer


3 comentários

  1. Ouvir o povo!
    domingo, 2 de março de 2008 – 12:07 hs

    Embora sejamos brasileiros e paranaenses nós não moramos no Brasil ou no Paraná, pois somos habitantes da desigual Curitiba.
    O pouco que o “piloto de autorama” do lernismo, o rapazinho espalhafatoso que desfila nas praias vips de sunga florida ou dentro de belas Ferraris como montado em possante moto, “fez” por Curitiba na área do social é com recursos federais ou estaduais, coisa que não assume e de forma oportunista e mentirosa diz que são “obras suas”.
    A maioria da população, os que com sua força de trabalho, sempre muito explorada, abandonada, constrói Curitiba, mas a ela não tem direito, pois o que tem “direito” é somente viver nos vários “Sowetos” que existem em cada canto desta cidade.
    Enquanto o planejamento urbano não for voltado para atender as necessidades de uma ampla maioria teremos que conviver com a desesperança, fator central gerador da violência causada pelo desespero, de uma maioria excluída por não ter uma habitação descente, uma estrutura de saúde digna, como também o acesso a educação de boa qualidade, etc..
    Nunca fui adepto do “assembleísmo”, pois não existe uma forma para que uma população de centenas de milhares de pessoas venha a participar diretamente opinando em reuniões, mas não existe uma forma justa de planejar uma grande cidade sem que haja a participação popular de forma organizada, o que hoje não ocorre.
    Temos a sociedade civil organizada que pode participar diretamente dos destinos a serem traçados, como temos mecanismos, plebiscitos e referendos, pesquisas participantes, etc., que podem auxiliar os governantes sérios a ouvirem a expressão da vontade popular.
    Nas questões que são estratégicas, tais como transporte, saúde, educação, habitação e segurança, etc., para que ocorra a inclusão da opinião das amplas maiorias é imprescindível a utilização destes mecanismos.
    Estes novos ricos que vivem em condomínios de luxo cercados por altos muros, câmeras, seguranças particulares, esquecem dos que estão fora destes “simulacros do paraíso”, mas a miséria bate a porta, e caso não se tome medidas reformistas que gerem a inclusão social logo não haverá muros que segurem a uma ampla maioria desesperada, inculta e faminta.
    Sem haver o equilíbrio social para amplas maiorias ninguém terá a felicidade plena sob o ponto de vista do que o que é material possa oferecer.

  2. jango
    domingo, 2 de março de 2008 – 20:16 hs

    Esse esquema de se ter Lula presidente, o PT no poder, o marido como Ministro e a esposa como candidata visa propiciar algo como uma viagem numa Marcedes Benz em Autobahn alemã diretinha para a cadeira de prefeita. É um nepotismo transversal. A moda vai pegar. Mas, na realidade entra na cota do aparelhamento do Estado para fins politico-partidários.

  3. João Bobinho
    domingo, 2 de março de 2008 – 21:38 hs

    Caros amigos, principalmente “ouvir o povo”,
    O encanto do brasileiro com o PT acabou com o Mensalão, Vampiros, Sangue sugas e Cartões Corporativos, não esquecendo Waldomiro Dinis, Zé dirceu, etc… Agora escutar vc falar sobre ética, moral e a população pobre… Pelo amor de Deus… Chega de Voces. O namoro acaba com o LULA lá em Pernambuco com um carguinho de Senador. Se ele quiser pode levar o Ministro e a primeira dama do planejamento…

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*