Barraco no PMDB | Fábio Campana

Barraco no PMDB

O PMDB faz água. E a briga interna promete novos capítulos hoje. O partido está na lona. Não tem sequer um candidato viável para disputar a prefeitura de Curitiba. Situação que levou o pragmático ministro Reinhold Stephanes a declarar o óbvio.

Entre outras, disse ele que o PMDB está fora de jogo e que nas circunstâncias o tucano Beto Richa é imbatível. Constatação que qualquer analista de primeira viagem faria.

Mas foi o que bastou para azedar os bofes da turma que está sob a direção de Maurício Requião. O PMDB de Doático Santos saiu com quatro pedras em cada mão para agredir Stephanes. Em nota oficial, assinada por Doático, o mínimo que se diz do ministro é que sempre foi um político oportunista. Acusação escorada no fato de Stephanes ter participado de todos os governos desde o regime fardado ao de hoje, do presidente Lula.

Pegou no fígado. E logo veio o troco. Não demorou muito para que Reinhold Stephanes Junior, filho e deputado, perdesse as estribeiras. Subiu à tribuna da Assembléia e desancou Doático Santos. Nada de linguagem parlamentar, nem uma dose de diplomacia, descartado o tapa de luva o discurso de Junior foi direto e em linguagem que pode ser considerada chula, dado o tamanho dos palavrões.

Na prática, chamou Doático Santos de tudo e mais um pouco. De nada adiantou a tentativa do líder Luís Cláudio Romanelli para por panos quentes na ferida. O PMDB sangra e mostra as vísceras.Ninguém acredita que seja possível restaurar unidade mínima no partido.

Aliás, o processo de ruptura decorre de outro, da desmoralização da administração e do isolamento progressivo do governo estadual.
Tudo o mais é conseqüência do fim do ciclo Requião, inclusive essa pendenga que opõe dois grupos que lutam para ficar com o espólio do partido.


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