A polícia volta à cena? | Fábio Campana

A polícia volta à cena?

Já não há como dissimular. A violência e a criminalidade passaram à condição de principal preocupação dos paranaenses. Ninguém mais sai tranqüilo às ruas de Curitiba ou de Foz do Iguaçu. O risco é grande.

Não colou a tentativa do governador Requião de colocar o problema nas costas do Poder Judiciário. Até a alimária do Canguirí sabe que a responsabilidade pela segurança pública é do governo do Estado.

E antes que a Secretaria Especial Antidrogas da prefeitura de Curitiba começasse a dar resultados práticos, o governo estadual decidiu mudar de tática.

O jeito foi se mexer. A Polícia Civil anunciou que deu solução “a diversos crimes de repercussão local, nacional e (por que não dizer?) internacional.”

Em Maringá, uma grande operação desbaratou quadrilha de assaltantes de banco e joalherias. Em Curitiba, a operação Conexão Barcelona pôs fim a uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. Houve apreensão recorde de milhares de comprimidos de ecstasy e LSD, além de cocaína, veículos e dinheiro do tráfico.

A polícia também informou que prendeu os acusados de matar um agente penitenciário em Londrina e o suspeito de assassinar uma policial civil em Campina Grande do Sul.

Ora, pois, a polícia apresentou ainda uma quadrilha de estelionatários, acusada de falsificar documentos e comprar mercadorias em Curitiba para revender ilegalmente. Um advogado está entre os presos na Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas.

Ora, pois, há uma pergunta que não quer calar. Depois dessa espetaculosa reentre da polícia na arena de combate ao crime, sem faltar a convocação da imprensa para os informes de estilo, os cidadãos querem saber por que a polícia andava inativa, fora de ação?


2 comentários

  1. Os neoliberais!
    sábado, 15 de março de 2008 – 11:27 hs

    Os neoliberais estão preocupados com a solução dos problemas sociais?

    Nada!

    Vivem de fazer o proselitismo de que o papel do Estado tem de ser mínimo, mas quando as mazelas sociais originadas deste modelo de desenvolvimento excludente e as suas posteriores conseqüências explodem os mesmos culpam o Estado, que dizem que deve ter um papel reduzido.

    A ação que estes direitistas querem por parte da máquina estatal é a aplicada pelo BOPE no Rio, mais violência contra as camadas sociais menos privilegiadas, os que vivem abaixo da linha da pobreza.

    Em vez de políticas de inclusão eles pedem mais munição!

    Partem do pressuposto de estarmos em um processo de guerra contra os 50.000.000 milhões de miseráveis e de que não somos enquanto um coletivo social diretamente responsável pelo modelo historicamente vigente.

    Em seus obscurantismos não enxergam que as medidas policiais violentas somente servem para criar um perigoso divisor, no que está população, já excluída pela ausência dos poderes públicos, é uma inimiga.
    Segundo a lei da causa efeito a reação por parte desta população socialmente marginalizada será também violenta, assim somente agravando um quadro que por si só já é gerador de desestabilização para o sistema vigente.

    O desespero causado pela ignorância, origem da exclusão geradora do desemprego, o que origina a fome, as péssimas condições de moradia, o não acesso a saúde, etc. e com elas a desesperança, o que transforma o ser humano no pior tipo de animal.

    Mais inclusão para necessitarmos de menos aparato repressivo é a solução!

    Fora com as políticas neoliberais que geram somente a dependência nacional e a exclusão social!

  2. Vigilante do Portão
    domingo, 16 de março de 2008 – 1:19 hs

    Ó tima idéia, vamos banir o neoliberalismo do Brasil.
    Colocaremos no lugar o regime Castrense.
    Veja que bom, na Ilha, agora, até as pessoas podem ter aparelhos de TV e computador.
    Eu disse AGORA, até então era proibido…

    Isso é o Socialismo.

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