O cartão do Requião | Fábio Campana

O cartão do Requião

Os gastos de R$ 77 milhões em cartões corporativos pelo governo federal renderam esse escândalo todo, a queda de ministro e a possibilidade de instalação de uma CPI. Pois bem, aqui o governo Requião não dá informações. Mas as poucas disponíveis são alarmantes. Lula pareceria um governante extremamente contido nos gastos se comparado com o que se faz por aqui.

Em 2007, até setembro, o governo de Requião gastou R$ 18 milhões com cartões corporativos – 24% dos gastos do ano do governo federal, que é muito maior, imensamente maior. É óbvio que o governo não quer dar detalhes de tamanha farra feita através dos cartões corporativos.

Em junho de 2007, a oposição pediu informações. O governo deu o total das compras feitas até setembro (R$ 18 milhões), mas se recusou a detalhar o nome dos usuários dos cartões e quanto cada qual gastou.


8 comentários

  1. sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 – 9:45 hs

    Quem criou os cartões foi o governo FHC (PSDB) e para mim é que mais que um dever dos Tribunais de Contas investigar os gastos relativos aos cartões nos últimos dez anos, desde a criação!

    A “coisa é pública”?

  2. El Kabong
    sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 – 9:49 hs

    Devem ter sido gastos com alimentação dos seus cavalos, asnos e murares…. Afinal, a família e os assessores são muitos…

  3. sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 – 11:02 hs

    Campana, eu não sei se esses cartões também contam, mas os funcionários – ao menos os da SEAB – que realizam trabalhos a campo (levantamentos, fiscalizações, …) também possuem cartão corporativo do Banco do Brasil. As liberações de dinheiro, no entanto, devem ser requeridas anteriormente, com justificativa, e aprovadas pelo Diretor Geral da SEAB. Além disso, no prazo de até 1 semana após a utilização dos recursos deverá ser elaborada a prestação de contas.
    A liberação de recursos é exclusivamente para pernoites e refeições, ao menos para nós.
    Não estou defendendo o Requião – Deus me livre disso – mas é possível que essa informação esteja distorcida.

  4. J. A. REZZARDI
    sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 – 11:40 hs

    El Kabong, concordo quanto ao cavalos, mas quanto aos asnos e muares acho que você está enganado: somos nós!

  5. A plebe invejosa
    sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 – 11:48 hs

    O que acontece com o cartão não difere em nada com o que já acontecia com as tais diárias a quem ele veio “substituir”.

    A diária, o que é praticamente institucionalizado no meio dos servidores, sempre foi a forma de “complementar o salário” e hoje continua igual com o “novo sistema” dos cartões.

    A maior parte do uso dos recursos do erário é feita pelo saque direto no caixa e as prestações de contas são feitas com notas, frias ou não!

    Muitas vezes a hospedagem é feita na casa dos amigos, como a alimentação é quase sempre é de graça, na base da “boca livre”.

    Em minha opinião o cartão quando é pessimamente fiscalizado é pior que o antigo sistema das diárias, pois fica mais fácil sacar os recursos acima do limite.

  6. A plebe invejosa
    sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 – 12:31 hs

    Os gastos com o uso do cartão por servidores do governo de SP no último ano foi de 108 milhões.

  7. Rufião D.
    sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 – 15:41 hs

    Ralph, se Requião gastasse tudo o ques gastou em comida e hospedagem… dá-lhe feijão com arroz e cama!
    Nem indo para Cuba os gastos são tão altos.

  8. jorge cirino
    segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 – 12:11 hs

    Ralph, o Campana sabe como são os gastos com esses cartões, afinal de contas muito do que foi gasto ele ajudou a consumir quando jantava, almoçava, e viajava com o Governador, não esqueça que até a poucos dias ele andava babando no ovo do HOMEM, ele até cozinhava no Canguiri, eu só tenho uma duvida, a revista IDÉIA de propiedade do Campana era paga por cartão corporativo também. rsrsrs
    Pergunte ao Fabio Campana em quem ele votou na última eleiçao, se foi no 15 ou no 12…

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*