Na Sanepar, falsificaram correspondência de PHX | Fábio Campana

Na Sanepar, falsificaram correspondência de PHX

Para aprofundar a suspeição sobre as desapropriações de terras pela Sanepar, só faltava essa. Falsificaram carta do presidente do Conselho Administrativo ao colunista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo. A carta foi publicada. Por ela, PHX procurava explicar e justificar a compra de um terreno de Cresus Moraes avaliado em R$ 595 mil pelo qual a Sanepar acabou pagando R$ 2,3 milhões. Outro terreno, de Eracles Messias, teve valorização de 42% entre a avaliação e a compra. A Sanepar pagou R$ 830 mil.

Pedro Henrique Xavier, presidente do Conselho de Administração, nega a autoria da carta. Convocou reunião do Conselho para rever os estranhos negócios da Sanepar. A investigação pode envolver o Tribunal de Justiça, que teria decidido pela elevação dos valores de desapropriação. Sendo que Cresus Camargo é irmão do desembargador Clayton Camargo e que Eracles Messias é desembargador.

Um assessor diz que a carta foi enviada eletronicamente pela Sanepar, mas equivocadamente assinada por PHX, quando deveria estar assinada pela diretoria.


6 comentários

  1. Orlando
    segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008 – 11:28 hs

    Cresus Moraes ou Cresus Camargo?

  2. malu
    segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008 – 11:51 hs

    A Sanepar nao esta parecendo aquela musica????
    Se gritar pega ladrao, nao fica um meu irmao………

  3. glauco
    segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008 – 19:21 hs

    A nova senhora Iatauro “dra. Tatiana”, além de auditora do TC e muito respeitada por lá, faz parte do conselho da Sanepar. Como alguém “tão competente e correta” deixou passar uma COISA desta? Interesses familiares neste caso seriam “inimagináveis”.

  4. Como é que pode?
    segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008 – 21:13 hs

    Quem fez o acordo e com autorização de quem? Quem teve a brilhante idéia de fazer um acordo em desapropriação judicial sem vantagens para a empresa? Como passou pela diretoria?

  5. terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 – 12:02 hs

    Olá,

    Sobre as explicações vagas dadas por políticos a respeito de qualquer assunto.

    É bom saber que isso é uma técnica de marketing. Seria interessante divulgar à população brasielira.

    As técnica são:

    Palavras que despertam emoções:

    Muitas palavras possuem conotações que vão além de seu significado literal, ou seja uma palavra pode despertar emoção e ter pouco a ver com sua definição no dicionário.

    Linguagem ambígua:

    Refere-se à linguagem da enganação, palavras com o puro pretexto de iludir e confundir o consumidor. Nesta linguagem são usados substantivos vagos, palavras bem grandes, quanto maiores melhor.

    O objetivo é soar inteligente, difícil, e embaralhar a compreensão do conteúdo.

    Desde 1944, existe o termo em inglês chamado “Gobbledygook”, em português seria algo como verborragia inútil ou linguagem incompreensível.

    Escrevi um livro sobre cosméticos. Abordo o assunto nas propagandas de cosméticos. Essas técnicas são utilizadas basicamente em propagandas, e por políticos e advogados.

    Lucia

  6. De profundis
    quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 – 19:59 hs

    Esqueceram de dizer que o Eracles Messias é pai do advogado que negociou a transação. Com a ajuda da diretoria juridica. O PHX sabia disso ? Todos que sabiam e autorizaram deviam ser responsabilizados. E agora, o TJ vai ratificar as avaliações? Claro que vai, passa pelo TJ e tudo certo, É como passar perfume sem tomar banho: fica parecendo limpo.

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