Viajou na maionese | Fábio Campana

Viajou na maionese

Há duas coisas nas quais Requião só confia quando feitas em casa, por mãos e cabeças domésticas que jamais lhe serviriam algo que não fosse de seu agrado. Pesquisa e maionese.

Requião adora a maionese preparada pelo Cesar Setti, recém alçado à condição de cozinheiro geral do Canguiri, e os resultados das pesquisas feitas pelo instituto de sua cunhada, Márcia, mulher de Maurício Requião, que nunca lhe negou índices de prestígio e popularidade capazes de tirar o homem da mais profunda depressão.

Da maionese e das pesquisas feitas por gente de fora de sua jurisdição ele sempre desconfia e teme os efeitos da contaminação ideológica ou bacteriana que, ao fim e ao cabo, como ele gosta de dizer, provoca-lhe os mesmos efeitos desagradáveis.

Foi o que aconteceu com as mais recentes pesquisas divulgadas por institutos como o Datafolha e o Paraná Pesquisas. Mostraram Requião na curva descendente, caindo pelas tabelas.

De nada serviram as ponderações da dupla Pires & Pissetti, sempre pronta para oferecer as interpretações mais otimistas. Requião não se conforma com os índices raquíticos que o colocam no mesmo patamar de ex-governadores para sempre carimbados pela rejeição.

Nem sempre as análises e previsões dos populistas desta área do planeta dão certo. Fanfarronices, bravatas, bufonarias também cansam, ainda mais quando o ator envelhece, perde a criatividade e passa a repetir á exaustão os números antigos e surrados.

Requião perdeu a graça e a credibilidade. Ainda mais agora, que não consegue nem mesmo explicar porque compra por preço maior do que o do mercado um televisor laranja. Tema que nos arraiais do governo costuma provocar frouxos intestinais iguais aos causados por maionese estragada.


3 comentários

  1. José Carlos
    quarta-feira, 2 de janeiro de 2008 – 10:20 hs

    Mello e Silva repetia ad nauseam a história de como o campo reconstruiria a cidade em caso de tragédia… Outra repetida à exaustão era uma frase sobre ser honesto e pagar o preço da hoestidade. Esta frase que ele propagava como sendo dele, foi roubada do escritor Sidônio Muralha… Mello e Silva é um leitor de orelhas de livro e papagaio de frases prontas….

  2. Rômulo
    quarta-feira, 2 de janeiro de 2008 – 17:47 hs

    A nota mostra a que ponto chegamos. O fazedor de maionese serviu com igual denodo ao governante anterior, o qual no entanto não lhe franqueou a cozinha. E quanto as pesquisas, basta comparar a qualidade do serviço prestado atualmente com a do mago Olsen.

  3. Paulo Duarte Ribas
    quarta-feira, 2 de janeiro de 2008 – 18:07 hs

    Maionese, pesquisa e Ferreirinha. Maionese = César Setti; Pesquisa = cunhada; Ferrerinha = quem será?

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