Sucessão antecipada | Fábio Campana

Sucessão antecipada

É comparar o índice de aprovação de Requião e Lerner no quinto ano consecutivo de mandato para ver quão desastrosa é a gestão do Duce.

O governo Lerner tinha 55% de aprovação popular. O de Requião tem 49%. Ou seja, está seis pontos percentuais abaixo de Jaime Lerner, no pior desempenho de um governador do Paraná desde Haroldo Leon Peres, que foi defenestrado por corrupção.

Esse desgaste acelerado de Requião é que estimula o lançamento precoce de candidaturas à sua sucessão, pois o quando o governo vai assim tão mal a população começa a pensar nas alternativas.

Nesse embalo, o senador Osmar Dias, que perdeu para Requião por diferença mínima de 10 mil votos, confirma que está no páreo de 2010. Afinal, foi por muito pouco que não chegou lá. Se tivesse tirado mais cinco mil votos de Requião e agregado aos seus, seria o governador.

Para não ficar atrás na largada antecipada de 2010, seu irmão, o também senador Alvaro Dias, anunciou que está na briga. Quer voltar a governar o Paraná vinte e quatro anos depois de sua vitória em 2006.

Menos comedido do que em suas entrevistas anteriores, Alvaro Dias diz que o Paraná precisa de um choque de gestão, a começar pela redução da máquina e suas despesas, para sobrar algum para investimentos. Ou seja, pôs logo o dedo na ferida que é a gestão atual.

Há muito tempo até as eleições para o governo, ponderam os políticos mais experientes, que lembram também que ainda teremos as municipais pela frente e elas ajudarão a definir o quadro. É verdade, mas o que acelera o debate sucessório é este desastroso mandato de Requião, de resultados tão chinfrins e marcado por tantas denúncias de corrupção, que pela comparação acabará absolvendo os piores que o antecederam.


10 comentários

  1. Ralph
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 – 10:57 hs

    O Sr. Requião não ganhou por 10 mil votos, ganhou por 5 mil (se 5 mil votassem no opositor, teria levado – no mau sentido).
    Importante ressaltar que Requião ganhou, mas o Paraná (????)….

  2. álvaro
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 – 11:12 hs

    Se não fosse pela grande quantidade de CC’s
    e nepotes teria perdido feio pois cada um desses incompetentes consegue vários votos
    com a família que tem medo que percam a “boquinha”.

  3. Ralph
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 – 12:09 hs

    O site http://www.seap.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=23 permite que se consulte os cargos comissionados no Estado. Uma busca breve e estimativa dos valores pagos por cada símbolo de comissão deu um valor (sem contar com os outros cargos – Direção, Assessoramento e Gerência) de aproximadamente R$ 5,5 milhões/mês. Só das gratificações de CCs, sem contar outras benesses.

  4. jango
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 – 12:38 hs

    Ralph:
    A sua informação é importante e oportuna. O povo do Paraná precisa aprender a fazer conta de quanto custa o seu voto. Só no item “cargos comissionados” (dados a nepotes, pelegos e outros agregados, geralmente sem qualquer compromisso com o serviço público) o erário público estaria pagando 66 milhões/ano – sessenta e seis milhõoooes – para pessoas que nada ou pouco produzem para o benefício do povo paranaense, enquanto falta saúde, segurança, educação, etc. É muito dinheiro, povo do Paraná, que sai do seu bolso, fruto do seu trabalho suado, e entra no bolso desses comissionados, que estão pendurados no estribo do governo. E sem falar no passivo milionário das ações judiciais perdidas contra o pedágio, que vai recair na conta do erário. Povão bão de voto do Paraná, faça a conta. Quanto está custando o seu voto ?

  5. Rodrigo
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 – 12:46 hs

    Essa cultura de CCs no Brasil é um dos ralos de dinheiro público. Na verdade, são um bando de apaniguados, sem compromisso com a Administração Pública, mas sim com quem os colocou lá.
    A primeira medida de um governador decente seria acabar com essa farra.
    Em países como França e Inglaterra cargos deste tipo não passam de 100. No Brasil, na esfera federal, superam 23.000. E cada vez aumenta mais.
    Reiquião é arcaico, incompetente, nepotista, e só quer saber de endividar o Estado.

  6. álvaro
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 – 14:13 hs

    Só ganhou por causa dessa cambada, mas,
    como diz o seu “guru” foi uma vitória de “mierda”

  7. Vasconcelos
    sábado, 5 de janeiro de 2008 – 16:16 hs

    Eu fico imaginando como os derrotados, isso serve pra todos os brasileiros, usam a sua capacidade de raciocionio para repetir esta tese do disperdicio por conta de: salários, CCs,gasto da maquina pública e etc…ao mesmo tempo que exigem saúde, educação,segurança e etc…uma tremenda contradição.

    Além disso, o papinho da tv laranja que uma minoria quer encontrar pblmas,mas até agora só fez barulho,nada com substancia…acho que os entreguistas,privatistas e defensores da turma do pedágio deveriam receber um melhor preparo…tá muito fácil essa briguinha,hehehehehe.

  8. Engenheiro PR
    domingo, 6 de janeiro de 2008 – 13:45 hs

    Na Administração Pública, as pilastras básicas devem ser: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência – LIMPE.

    Cargos de comissão e de confiança, creio eu, são necessários. O que há de se implementar é um dimensionamento criterioso e escolhas que não privilegiem interesses de particulares (política, amizade, trocas de favores) em detrimento dos interesses públicos. Pessoas desqualificadas tecnicamente e moralmente inidôneas pôem em risco a credibilidade e a eficiência de órgãos públicos da administração pública – direta e indireta.

    Há 07 anos nesse Estado de população tão amistosa e acolhedora, torço e busco mudanças de horizonte…

  9. Bruce
    domingo, 6 de janeiro de 2008 – 13:57 hs

    Na SANEPAR, empresa repleta de ótimos profissionais (sérios, estudiodos, dedicados) lançados no abismo do ostracismo, por conta de falta de afinidade com o atual governo, há uma silenciosa inquietação e desânimo. Rumores que há gerentes que se mantêm no cargo em troca de ‘carneirinhos’ ofertados a diretores. Infelizmente, a meritocracia perdeu todo o espaço para o puxa-saquismo, a afinidade político-partidária. Na Rádio Peão: em outras regiões, resultados abafados de auditorias internas…gerentes e coordenadores sem legitimidade (uns têm apenas o 2º grau; outros são colocados por serem esposas/irmãos de assessores de diretores; alguns demitidos por mau procedimento retornaram, boa parte com conduta pública reprovável…) junto a seus subordinados.

    Lamentável…

  10. Tércio
    domingo, 6 de janeiro de 2008 – 14:59 hs

    Assim é que se governa uma prefeitura:

    http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=555573

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