Rei nu | Fábio Campana

Rei nu

Curioso este nosso Paraná. Há quem acredite que estamos juntando pólvora demais debaixo do tapete. É possível.

Até alguns dos seguidores mais fanáticos de Requião percebem a decadência do governo muito antes do apogeu. Em um ano de mandato, tudo o que Requião ainda parece capaz de oferecer é desencanto. Talvez alguma experiência.

Requião foi bom ator, talentoso demagogo, capaz de tomar um pequeno incidente e com ele incendiar a cena política. Tirou proveito do estado de espírito dominante na população. Soube identificar sentimentos, preconceitos e crenças que a frustração e o medo exacerbam.

Hoje, Requião não é nem sombra do ator que soube entender e explorar as frustrações e preconceitos populares para atingir os seus desígnios. Vive situação paradoxal. Eleito pela maioria e rejeitado pela absoluta maioria um ano depois.

Requião repete a história do rei nu, que as pessoas preferem não ver, não só por medo ou pela força do hábito, mas porque é às vezes melhor um rei nu do que nenhum.

É assim que, diante de um governo administrativamente desastroso como o de Requião, muitas vezes os fatos mais graves e mais capazes de produzir sérios efeitos políticos são exatamente aqueles tratados com moderação e temperança.

Eis o que acaba dando essa curiosa situação em que as pessoas se comportam cada vez mais como se estivessem esperando que Requião deixe logo o poder e outro governo se constitua, para só então recomeçarem a considerar o jogo político para valer.

Os televisores alaranjados deixaram o rei nu e com ele naufragam a famiglia e os agregados. O élan, a força criadora (ou destruidora), o tropeção para a glória e para a História, terão de vir de políticos de outra catadura. Que apareçam


12 comentários

  1. asdrúbal guimarães
    domingo, 13 de janeiro de 2008 – 12:46 hs

    De fato, entender a política não é fácil. Por exemplo: como traduzir Requião e Caio Brandão, na última quinta-feira, na Monalisa, no Paraguai, fazendo compras juntos? O Stênio e o PHX que se cuidem, porque a dupla misteriosa está asssimmm….óoooo..!!

  2. almirlara
    domingo, 13 de janeiro de 2008 – 13:47 hs

    REI NU:INCOMPETENTE E MENTIROSO;esta é a pior temporada de verão dos últimos anos.Caiobá está alagada,a eficiência da COPEL sumiu, a energia pisca o
    dia todo, a beira-mar parece um mercado indiano, só dá funcionário público bebendo todas com as diárias…O Paraná só recebe esmolas da União, O RS ,que o Requião fala tão mal, está na categoria dos Estados que
    recebem bilhões da União. A bancada federal diz que a culpa é da incompetência da equipe
    ou seria família Requião.

  3. jango
    domingo, 13 de janeiro de 2008 – 15:27 hs

    De modo geral, pensa-se que o governador (o presidente, o prefeito) é um rei no seu território, que é o dono da administração pública, quando não é nada disso, é um preposto, um mandatário, um designado. O rei é o povo, o mandante do mandatário. Assim sendo, o rei, o povo, também está nu neste cenário. Não soube votar, não vem sabendo votar. Não entende que para ter um mandatário no Executivo cumpridor dos compromissos de campanha, deve escolher um parlamentar que no Legislativo possa exercer o controle do mandatário do Executivo sem prejudicar os atos que sejam de interesse do povo, pois aí devem coincidir os fins do Executivo e do Legislativo. No âmbito civil, o mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do mandato, e a indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua ou daquele a quem substabelecer, sem autorização, poderes que devia exercer pessoalmente (Código Civil – art. 667). Não é muito diferente no âmbito público, embora tenha suas peculiaridades. Só que para isso é preciso que as ditas autoridades de controle público que são os parlamentares eleitos, também mandatários do povo, cumpram o seu mister. Aí incluídos o Tribunal de Contas, o Ministério Público. Não podem se comportar à beira da prevaricação deixando desbordar a gestão governamental para o descalabro administrativo. Daí a pertinência da decisão judicial coibindo o desvio de finalidade da Tv Educativa. Os prejuízos com atos, contratações irregulares (p. ex. Cequipel, Pavibrás) e ações judiciais sem plausibilidade jurídica (p. ex. contra o pedágio, a Syngenta) vão atingir o erário público, sustentado pelo dinheiro suado do povo paranaense. O povo, o rei dos mandatários, parece que não entende que o seu voto tem poder, como também tem custo. E aqui, no item custo, vai ficar nu com a mão no bolso a continuar esta anomia das ditas autoridades de controle público.

  4. Bruce
    domingo, 13 de janeiro de 2008 – 20:17 hs

    Em conversas com amigos residentes em outras unidades da federação, noto o quanto nosso querido estado, graças ao El Supremo comedor de mamonas, encontra-se sem credibilidade jurídica (falam até de Risco PR…). Somos vítimas de galhofas, graças à comicidade de nosso governador. Televisores alaranjados; demagogia no assunto pedágios; auditorias forjadas, licitações viciadas, incompetência na gestão da Sanepar; dedo quebrado de jornalista; não fosse à nossa passiva pacificidade não teríamos aceito a enxurrada de comissionados despreparados tecnicamente e desprovidos de idoneidade moral em órgãos e empresas públicas paranaenses.

  5. José Carlos
    segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 – 13:48 hs

    Mello e Silva figurará na história ao lado de Lupion, como um administrador tolerante e omisso com a corrupção e que deixou os parentes e apaniguados lotearem e saquearem o Estado… Embora, em termos de obras, Lupion está muito à frente de Mello e Silva…

  6. shirley
    quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 – 12:06 hs

    Essas coisas que você fala Fábio, eu acho que provem de um mundo virtual que existe dentro da sua cabeça.
    Um sonho seu, de ver Requião destruído, e você traz isto para o terreno do real, tentando contagiar as outras pessoas, e você faz isso com uma força e com uma determinação, que parece até que você tem um desafeto muito profundo contra ele…
    olhe para sua Coluna, você só fala dele, ele é sua musa desinspiradora.
    Essa situação de derrota total, de rei nu, só existe na sua cabeça…
    Requião continua sendo governador.
    E ele não tem que ser bom ator.
    Nós não elegemos Requião para fazer teatro, nós elegemos Requião para ser governador.
    E isso ele faz muito bem.
    AQUI NO INTERIOR NÓS ESTAMOS CONTENTE COM ELE.
    Acho que ele é um cara que trabalha, pacas.
    Ele não pára. Ele é atuante. Ele é tão bom governador, e já conhece tanto os problemas do povo, que ele já governa automaticamente.
    Essa personalidade forte dele que voces tanto criticam, isso nós eleitores já conhecíamos quando o elegemos.
    Não fossem vocês atrapalharem com tantas criticas, com tantas besteiras, o Paraná estaria bem melhor.
    Qual o colunista no Paraná que incentiva o Governador…
    Quem divulga os bons atos do governo ?
    Qual o órgão de imprensa que tem o bom senso de divulgar as coisas boas que ele faz?
    Ninguem.
    Porque será ?
    Só porque ele é um Presidenciavel ?

  7. CABOCLA OTÁRIO
    quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 – 13:55 hs

    A caboclinha aí de cima tá feliz com o potrão?

    Só pode ser a convivência intensa com eqüinos e quejandos…

  8. CAIPIRADA TOSCA
    quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 – 13:57 hs

    “Aqui no interiorrrrrrr nois estamo contente com ele uaiiiiiiiiiiiiiiiiiii”

    Fala sério…

  9. shirley
    quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 – 14:15 hs

    Aqui no interiorrrrrrrrrrrr, querido, é Maringá, a 3ª maior cidade do Paraná.

    Falando sério…
    Nois tamo contente com ele sim, uai.
    Pode fazer a tal pesquisa aqui que vai dar 99%
    de aprovação.

  10. PRENDA MINHA
    quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 – 14:25 hs

    Maringá? Onde fica? Perto do Rio, Paris ou Londres?

    Pior do que caipira, só mulher feia…

  11. José Carlos
    quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 – 15:37 hs

    Tão “contente” que o Mello e Silva ganhou de lavada em Maringá, né, muié…. Caladaa…

  12. shirley
    quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 – 15:41 hs

    Maringá fica perto de LONDR ina…
    E aqui nao tem nem caipira e nem mulher feia,
    eta cidade boa..!

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