Bolo embatumado | Fábio Campana

Bolo embatumado

O humor de Requião varia conforme as pesquisas de opinião. Se os índices de confiança da população em seu governo descem, o homem grita, esperneia, ofende. Vai aos pés.

O povo anda insatisfeito com o desempenho do governo. Quem tem alguns neurônios funcionando percebe nas pesquisas que a nau de Requião está adernando e corre o risco de ir ao fundo antes de chegar ao destino.

Os paranaenses perderam as ilusões de que teriam uma administração álacre e correta que contribuiria para o progresso político, econômico e social desta área do planeta.

Passado um ano deste mandato, resta enorme decepção. O governo de Requião se autoclassifica à esquerda, mas em muitos aspectos se parece com os piores exemplos de governos populistas da extrema direita. A começar pelo autoritarismo de um sistema que se baseia em personalismo doentio.

Outra característica do governo Requião tem sido a reprovação diária no teste de probidade. Resvala em escândalos de corrupção e na evidência da incompetência administrativa. Esse bolo embatumado vem coberto com o glacê ideológico do discurso nacionalista e estatizante mais o morango do esforço em favor dos oprimidos.

Ora, pois, as ideologias não existem para o prazer de alguns intelectuais ou o encantamento místico dos fanáticos do Apocalipse. Elas informam a linha partidária até o momento em que convém renova-las.

A consciência proletária não é o destino do trabalhador, a miséria e a opressão não são a condição definitiva da maioria, embora essa seja a condição necessária para reproduzir no poder governos populistas, atrasados e que fazem um gasto discurso de esquerda a moda do Chávez da Venezuela. Quanta indigência, diria o Luís Roberto Soares.


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