Por qué no te callas? | Fábio Campana

Por qué no te callas?

O puxão de orelha que Requião recebeu do ministro César Peluzo, do STF, equivale a um “por qué no te callas?” do rei Juan Carlos aplicado em outro boquirroto fanfarrão, o Hugo Chavez, da Venezuela.

Nunca um ministro do STF afirmara algo como o que disse César Peluzo. “Falta razoabilidade jurídica. Há graves indícios de má fé do governo do Paraná, que fez declarações falsas para induzir o relator a erros”. Ai, que vergonha.

Por que você não cala a boca? O secretário da Fazenda, Heron Arzua, tentou amenizar o vexame com o método da raposa diante das uvas na fábula de Esopo. Disse que a dívida do Paraná com o Itaú representa muito pouco ou quase nada.

Pior a emenda. Se a dívida com o Itaú não representa nada, por que Requião fez tanto estardalhaço? Eram apenas bravatas? Fanfarronices? Foi só para chamar a atenção?

Pois se foi apenas isso, o ministro César Peluzo tem toda a razão ao dizer que os argumentos eram fracativos, houve má-fé e é de se perguntar ao responsável pelo vexame: por que você não cala a boca?

Ora, pois, a Procuradora Jozélia Broliani, que é das cabeças mais lúcidas num governo caracterizado pelo destempero e pela bufonaria, deu entrevista ontem pela manhã e jogou a toalha. Não tem esperanças de reverter o quadro.

Pobre Jozélia. Mal sabia que naquele momento seus inimigos internos no governo comemoravam a situação, certos de que o Requião terá que encontrar um culpado e que ela tem tudo para o papel de bode expiatório.

Ou alguém acredita que Requião, diante do fracasso, terá atitude diferente da de seu inspirador, o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, que ao perder o plebiscito declarou que seus adversários tiveram uma vitória de “mierda”.


Um comentário

  1. Jose Carlos
    domingo, 9 de dezembro de 2007 – 12:08 hs

    Ora, Fanfarrão de Mello e Silva sabe bem o que é uma vitória de “mierda”, pois foi a dele em 2006… De resto, entre teses estapafúrdias, lutas contra monstros invisíveis, entre outras idiotices, falta também ao arquiduque, alguém que lhe diga não, mesmo entre os procuradores do Estado, que nada fazem para conter as loucuras deste homem…

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