O desgaste de Requião | Fábio Campana

O desgaste de Requião

Os súditos de Requião se apressaram a espocar o foguetório nos céus da província para comemorar o resultado do Datafolha. Compreende-se. Esperavam que o governo do qual fazem parte figurasse em posição ainda pior que a quinta colocação no ranking. Antes que a moçada induza os cidadãos a equívocos é bom esclarecer alguns pontos.

Vamos lá. Na verdade não há motivos para comemorações que não sejam os delançar um cortina de fumaça sobre o resultado adverso. O governo Requião, notem bem, o governo é aprovado por 49%. A outra metade da população paranaense considera o governo ruim, péssimo ou regular, sendo que 16% o consideram ruim ou péssimo.

Comparemos com a pesquisa anterior do Datafolha que permite comparação com esta divulgada hoje. É o Datafolha de 2003, um ano depois do mandato anterior dos governadores. No final de 2003, Requião era aprovado por 59%; 25% o consideravam regular e 13% o consideravan ruim ou péssimo.

Como se vê, nesse intervalo o governo Requião perdeu o apoio de 10% de paranaenses que o consideravam ótimo ou bom há quatro anos. O índice dos que cravam ruim ou péssimo subiu de 13% para 16%. Em 2003, a nota do governo era 6,7 e sua posição no ranking era o de quarto lugar. Hoje é o quinto, atrás do tucano Aécio neves, de Minas Gerais; Cid Gomes, do PSB do ceará; de José Serra, em São Paulo; e de Eduardo Campos, do PSB, em Pernambuco.

De forma intencional ou não, pouco importa, os submarqueteiros de Requião tentam confundir avaliação de governo com índice de aprovação pessoal do governador. São coisas distintas. Basta lembrar que no ano passado Requião se permitia a gabolice de ostentar 78% de aprovação de seu governo. Pensou que era idêntico ao índice de aprovação pessoal. Terminou no fundo do poço, com menos de 50% dos votos e só não perdeu para Osmar Dias por cinco mil votos. Que pensar de sua situação pessoal agora, quando tem apenas 49% de aprovação do governo? Seu índice de aprovãção pessoal deve ser muito mais baixo.

A tigrada requianista faz comparações esdrúxulas entre a pesquisa que deu 58% de intenções de voto para Beto Richa em Curitiba e o índice de aprovação do governo do Paraná. São coisas diferentes. Incomparáveis. Uma pesquisa mede o grau de aprovação do governo Requião, a outra revela o índice de curitibanos dispostos a votar em Beto Richa. Para ter 58% de intenções de voto, o governo de Richa teve que alcançar 86% de aprovação.


4 comentários

  1. asterio xavier
    domingo, 16 de dezembro de 2007 – 21:34 hs

    PREZADO JORNALISTA, a enfase dada
    a este desgoverno é absolutamente desne-
    cessária. A família de Robertinho merece
    todo o desprezo do paranaense e do
    brasileiro.

  2. José Carlos
    domingo, 16 de dezembro de 2007 – 23:31 hs

    Mais uma vez Requião acertou. A imprensa que o critica diariamente nos jornais do Paraná, só fez com que houvesse uma redução nos percentuais de aceitação de 10%. Considerando a economia feita de dinheiro público (deixou de gastar com bajuladores do governo), e a liberdade dos jornais em criticar, o saldo é positivo. Ganhou com isto a democracia e o povo que vê o seu dinheiro ser gasto com mais responsabilidade e vigilância.

  3. Divonsir Soares
    segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 – 8:32 hs

    O governo perdeu 10%. Os indices pessoais do Requião são ridículos.

  4. Jose Carlos
    segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 – 9:58 hs

    Apareceu um José Carlos puxa-saco… Essa é boa…. Não sou eu….

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