Mau cheiro | Fábio Campana

Mau cheiro

O honorável público percebeu que nos últimos tempos a sigla Sanepar se transformou em sinônimo de escândalo, falcatrua, corrupção, observa o deputado Valdir Rossoni.

Tantas são as denúncias e as evidências que os paranaenses deixaram de associar a sigla com saneamento. Falou Sanepar e a lembrança imediata é de algo malcheiroso na administração da empresa.

Sanepar lembra aditivos pagos à empreiteiros que não terminaram a obra contratada, pagamentos irregulares a jornais, gastos indevidos, sem contar as mordomias que escorrem de nove diretorias.

Agora é associada também a essa suspeita negociação em que a Copel deve comprar ações do grupo privado Sanedo para fazer a vontade do governador de manter o controle absoluto sobre a empresa.

Começou mal e deve terminar pior. A Copel não poderia ficar com as ações da Sanedo porque elas são insuficientes para a empresa de energia obter o controle majoritário da empresa de saneamento, como aliás reza a lei criada pelo próprio Requião

Além do que, a transação deve ser aprovada pela Assembléia Legislativa, onde o governador já não sabe se tem ou não maioria suficiente para atender aos seus caprichos.

Mas o que mais cheira mal é a Sanedo oferecer sua parte por menos do que a Copel insiste em pagar. Não é pouca a diferença. A Sanedo quer R$ 112 milhões e a Copel dá R$ 113,7 milhões. É R$ 1,7 milhão a mais que ninguém sabe dizer onde vai parar.

Agora, pasmem senhores. O deputado Plauto Miró Guimarães fez os cálculos e concluiu que o valor real das ações é de apenas R$ 75 milhões.

Rossoni pergunta se não seria este o momento de abrir a Sanepar para uma investigação profunda e criteriosa que possa limpar o seu nome e devolver a sigla sua acepção original?


3 comentários

  1. Benedito Pires na Mã
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 – 10:39 hs

    Essa negociata, cuja propina pedida é estimada em US$ 10 milhões, interessava à dupla Mau-Mau (o Maurício irmão e o Maurício Mister X). Agora é uma quadrilha, a Mau-Mau-Mau, ou Maldade elevada à terceira potência. O filhote resmungou e se agregou à negociata. Que família!

  2. IDIOTA
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 – 13:52 hs

    Até quando assistiremos impassíveis a corja abarrotar impunemente as burras para campanhas futuras?

  3. jango
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 – 17:25 hs

    Onde estão as ditas autoridades de controle público cheias de prerrogativas, régios salários pagos pelo povo e calamaços de leis e normas que não apuram todos esses atos de gestão temerária do governo ? O povo está perplexo ao ver no que se transformaram todas elas diante dessa avalanche de descalabros. Salvo exceções, como os deputados Rossoni e Plauto Miró, parecem figuras anêmicas, insossas e inodoras … Até quando ? Até depois do Ano Novo ? Do Carnaval ? Das eleições ? Do fim de 2008 ? De que depois ?

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