Males da reeleição | Fábio Campana

Males da reeleição

Antes de Requião, Moisés Lupion, Ney Braga e Jaime Lerner foram governantes nativos que passaram pela mesma e triste situação, a da esclerose do time que se mantém por muito tempo no poder.

Todos eles sofreram a doença política do segundo mandato. No caso de Requião, agravada porque ele está no terceiro. Desde 1991 carrega consigo a mesma turma, com pequenas variações periféricas.

A falta de alternância no poder produz males conhecidos. A equipe envelhece, os vícios se alastram, as responsabilidades diminuem no desempenho de cada qual. E as promessas de campanha não se cumprem, promovendo imenso desgaste.

Tudo piora quando o nepotismo é regra e são imutáveis a composição e objetivos da administração. Este foi o ano em que Requião expôs suas contradições internas e a crescente incapacidade para governar.

Há 25 casos gravíssimos de corrupção a jogar sombras na gestão de Requião. A imagem deteriora quando fica evidente a confusão interna e o baixo desempenho da maioria das secretarias.

Neste momento, o governo digere a rejeição do tarifaço pela sociedade inteira, que não acredita nos benefícios de uma alta de impostos para melhorar o caixa de Requião.

E há essa confusão de boas intenções e artimanhas de lobistas que não deixa perceber a razão para o governo colocar a Copel na compra de ações da Sanepar e a de levar a Sanepar a participar de consórcios para administrar o lixo, por exemplo.

Some-se ao imbróglio, os impulsos cesaristas de Requião, seu sonho presidencial, e o velho método de nunca aceitar uma crítica ou de respondê-la objetivamente, preferindo desqualificar quem a faz. Tudo o deixa muito próximo de Lupion, Braga e Lerner, principalmente o cansaço dos cidadãos.


Um comentário

  1. MÉDICO DO APOCALIPSE
    quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 – 9:53 hs

    O Requião sofre de megalomania e mitomania.

    E pior, às vezes, dá a impressão de apresentar psicopatia também, mas pode ser apenas velhice, ou melhor, decrepitude.

    Não sei…

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*