Antes só | Fábio Campana

Antes só

O PT dispensa a companhia do PMDB nas eleições municipais do ano que vem. Vai de candidatura própria na maioria dos municípios e não abre mão da cabeça de chapa nas cidades maiores.

O partido quer eleger no mínimo cem prefeitos para consolidar a base do lançamento de candidatura ao governo em 2010, quando irá à luta com face própria e, de preferência, sem carregar o fardo que é o desgaste da turma de Requião.

O ministro Paulo Bernardo é o virtual candidato do PT ao governo do Paraná. Ele confia no desempenho do governo federal na área econômica para respaldar a sua candidatura.De fato, 2007 se encerra como bom ano para a história do país. O crescimento econômico foi de 5,3%, melhorou a distribuição de renda, houve recorde de contratações e aumentou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), alçando o Brasil ao patamar de “alto desenvolvimento” e à condição de sexta economia do planeta pelo Banco Mundial, ao lado de países como França e Reino Unido.

A preocupação de Bernardo e dos dirigentes do PT nativo é a de que a população perceba o papel do governo Lula nessa performance da economia e no res-gate da chamada dívida social através dos programas de proteção.

Há sentido nessa preocupação. Tem sido comum o governo estadual apresentar-se como único responsável pelos avanços nos programas sociais e pelas obras físicas realizadas no Paraná. Não há obra e não há pro-grama que não tenha a participação e recursos do go-verno federal.

É por essa e outras do relacionamento com o governo Requião, que o PT da terra vai iniciar campanha para esclarecer o que é do César nativo e o que é de Lula. No ano que vem, vai detalhar tudo isso por municípios, para dar musculatura aos seus candidatos a prefeito.


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